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Festa do Cinema Italiano | Os melhores filmes na FILMIN Portugal

A MHD teve oportunidade de ver alguns dos melhores filmes italianos disponíveis no Canal da Festa do Cinema Italiano na FILMIN. 

A Magazine.HD esteve nos últimos dias dedicada a assistir alguns dos melhores filmes italianos disponíveis desde o dia 3 de abril na plataforma de streaming da FILMIN Portugal. O novo Canal da Festa do Cinema Italiano da FILMIN surge na consequência do adiamento da 13ª edição do festival, em resultado do estado de emergência vivido em Portugal.

Na plataforma de streaming dedicada ao cinema independente encontrámos os melhores filmes italianos da história, mas também algumas das obras galardoadas nas últimas edições da Festa do Cinema Italiano.

Neste Canal da FILMIN, com mais de 100 filmes italianos, destacamos as obras de Paolo Virzì, Matteo Garrone, Abel Ferrara e algumas dirigidas pelos os novos autores do cinema italiano, entre eles Alice Rohrwacher, Agostino Ferrente e Valeria Golino.

Este nosso artigo serve também de homenagem a um dos países mais afetados pela crise do COVID-19 no mundo e uma forma dos espectadores conhecerem e não esquecerem a magia de Itália e dos seus artistas. A seguir conhece os diferentes filmes que poderás assistir durante esta Páscoa.

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Suspiria (1977), de Dario Argento

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Jessica Harper em “Suspiria” (1977) |©20th Century Fox International Classics

A obra prima do mestre do cinema de terror italiano numa versão restaurada em 4K, que acresce ainda mais à incrível força visual e estética deste filme. De todo o cânone do Giallo, “Suspiria” é possivelmente a sua expressão mais extravagante, opressiva e exagerada, transcendendo as convenções deste género e convertendo-se num monstruoso híbrido cinematográfico. Um ataque direto ao espectador pela pura força da imagem, plena de cores intensas e ácidas, música demoníaca e assustadora violência barroca. Tudo neste filme é de primeira classe, da atuação de Jessica Harper à cenografia de Giuseppe Bassan, sem esquecer a magnífica fotografia de Luciano Tovoli e as arrepiantes músicas de Goblin.




Um Dia Inesquecível (1977), de Ettore Scola

Festa do Cinema Italiano
Sophia Loren em “Um Dia Inesquecível” © Compagnia Cinematografica Champion

Roma, 6 de Maio de 1938: Mussolini e Hitler encontram-se pela primeira vez. Esta atmosfera opressora sente-se em todos os cantos da cidade. Numa pequena casa, Antonietta aguarda o regresso do marido, um fascista fanático que foi celebrar o acontecimento histórico. O destino de Antonietta irá cruzar-se com o do seu vizinho, Gabriele, um locutor de rádio que foi despedido por ser homossexual. Este é o ponto de partida para uma jornada particular, cheia de emoções e confidências.




Voltar a Nascer (2012), de Sergio Castellitto

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Penélope Cruz e Emile Hirsch em “Voltar a Nascer” (2012) © Medusa Film

Carregando as recordações de anos de guerra ali vividos, Gemma visita Sarajevo com o seu filho Pietro. Há dezasseis anos tinham escapado da cidade em pleno conflito, tendo, Diego, o pai da criança, ficado para trás e acabado por morrer. Enquanto tenta reparar a relação com o filho, Gemma confronta o seu passado. Gemma tinha-se apaixonado por Diego em Sarajevo, mas a sua intensa ligação não era suficiente para colmatar a impossibilidade de Gemma conceber um filho, que ambos queriam desesperadamente. Na Sarajevo destruída pela guerra, encontram uma rapariga que se oferece como barriga-de-aluguer. Gemma, numa relação também marcada pela obsessão, empurra-a para os braços de Diego para depois se sentir sufocada pelo sentimento de culpa e pelo ciúme. Agora, tantos anos depois, uma revelação surpreendente e dolorosa força Gemma a encarar a profundidade da sua perda, os verdadeiros horrores da guerra e o poder de redenção do amor.




A Máfia Só Mata no Verão (2013), de Pierfrancesco Diliberto (Pif)

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“La mafia uccide solo d’estate” (2013) © RAI Cinema

As tentativas de Arturo de conquistar o coração da sua amada, Flora, que conheceu na escola primária e que ainda hoje considera a princesa dos seus sonhos. Divertimento e ternura misturam-se nesta crónica siciliana que se desenrola em Palermo entre os anos 70 e os anos 90, misturando a ficção com os documentos televisivos. Uma divertida comédia que tem como cenário a cidade de origem do realizador Pierfrancesco Diliberto, conhecido cómico da televisão italiana que, nesta sua primeira obra cinematográfica, consegue proporcionar um surpreendente retrato da máfia e, ao mesmo tempo, uma emocionante homenagem a todos os homens que tentaram combatê-la. O resultado é uma maneira nova e improvável de retratar a máfia.




Mel (2013), de Valeria Golino

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Jasmine Trinca em “Mel” (2013) © Les Films des Tournelles, Cité Films

A atriz Valeria Golino faz sua estreia como realizadora com este filme premiado em Cannes. “Miele” (mel em italiano) é o codinome de nossa jovem protagonista em sua vida paralela, desconhecida por seu pai e seu amante. Alcunha adequada para aqueles que secretamente se dedicam a fornecer um doce veneno, na forma de um coquetel barbitúrico, para pessoas em estado terminal que desejam morrer com dignidade. Quando o Sr. Grimaldi – cuja doença é que a vida não significa nada para ele – aparece, ele faz o possível para evitar uma morte pela qual não quer ser responsável.




O País das Maravilhas (2014), de Alice Rohrwacher

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O País das Maravilhas © Tempesta

A família de Gelsomina vive segundo as suas próprias regras. Gelsomina, com apenas doze anos, é praticamente a chefe de família. As suas três irmãs mais novas obedecem-lhe e trabalham sob a sua vigilância. Mas o mundo exterior não pode saber nada sobre a forma de vida deles e a forma como se dedicam à produção de mel. Enquanto o campo está a ser destruído pelos pesticidas e a vida rural a mudar, um programa de televisão chega e oferece um prémio para a família mais tradicional. Gelsomina quer participar no concurso, mas o pai nem pondera essa hipótese. Nada ficará igual no fim do Verão. Um Verão extraordinário em que as regras que uniam a família começam a quebrar…




Almas Negras (2014), de Francesco Munzi

european film challenge almas negras
© Festa do Cinema Italiano

Um filme noir de extraordinária força emotiva e coerência narrativa, Anime Nere é uma história de família e crime organizado, um thriller que se desenvolve entre Milão e uma aldeia montanhosa da Calábria, Africo, um dos lugares onde a ‘ndrangheta, uma das organizações mafiosas mais poderosas do mundo, está mais presente. Três irmãos e um destino de sangue. Não há espaço para redenções, nem heroísmos, onde se respira o cheiro inelutável do fado, como nas tragédias da Grécia clássica. Grande sucesso da crítica, Anime Nere teve a sua estreia no Festival de Veneza, e recebeu todos os mais importantes prémios de cinema na Itália em 2015: David di Donatello, Nastri d’Argento e Globo d’oro, sendo também o grande vencedor da passada edição da Festa do Cinema Italiano.




Suburra (2015), de Stefano Sollima

Emanuele Scarpa – © Cattleya

 Um mafioso conhecido como “Samurai” quer transformar a marginal de Roma numa nova Las Vegas. Todos os chefes da mafia local se conglomeraram com este objectivo comum. Mas a paz não vai durar. O filme conta com as interpretações de Pierfrancesco Favino, Elio Germano, Claudio Amendola, Alessandro Borghi, Greta Scarano, Giulia Gorietti, Antonello Fassari, Jean-Hugues Anglade.

Este é o filme do qual se inspira a série da Netflix de 2017. No elenco desta série, até ao momento com duas temporadas, encontramos Alessandro Borghi, Giacomo Ferrara, Eduardo Valdarnini, Francesco Acquaroli, Filippo Nigro e Claudia Gerini nos principais papéis.




Nico, 1988 (2017), de Susanna Nicchiarelli

Nico, 1988
Nico, 1988 | © Vivo Film

Vencedor da secção Orizzonti no Festival de Veneza, Nico, 1988 é um biopic musical sobre a última fase da vida de Nico, ícone feminino dos Velvet Underground e musa de Andy Warhol. O filme retrata a vocalista naquela que seria a sua última digressão a solo, enquanto tenta restabelecer a relação com o filho e lidar com a sua toxicodependência e depressão. Retratar uma figura tão icónica como Nico não se previa tarefa fácil mas Susanna Nicchiarelli conseguiu um excelente resultado através de um filme onde o fragmento é mais importante do que a totalidade, onde o olhar cansado e desiludido de Trine Dyrholm, a maravilhosa atriz dinamarquesa que interpreta Nico, esconde mil histórias que não precisam de ser contadas.




O Fantasma da Sicília (2017), de Antonio Piazza e Fabio Grassadonia

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“O Fantasma da Sicilia” © Cristaldi Pictures

Numa pequena vila siciliana, Giuseppe, de 13 anos, desaparece. Luna, a sua colega de classe e por ele apaixonada, recusa-se a aceitar o seu misterioso desaparecimento. Para encontrá-lo, está disposta a ir até ao mundo sombrio que o engoliu. Só o seu amor indestrutível será capaz de o trazer de volta. O Fantasma da Sicília foi o filme de abertura da 57ª Semana da Crítica do Festival de Cannes: o último surpreendente trabalho da dupla de realizadores Antonio Piazza e Fabio Grassadonia, já galardoada com o Grande Prémio do Júri dessa mesma secção com o seu anterior filme: Salvo.




“Noites Mágicas” (2018), de Paolo Virzì

Noites Mágicas
Noites Mágicas © RAI Cinema

Itália nos anos 90. Um conhecido produtor de cinema é encontrado morto no rio Tibre, os principais suspeitos são três jovens aspirantes a argumentistas. Ao longo de uma noite na esquadra da polícia, passam em revista a sua aventura tumultuosa, emotiva e irónica nas ruas de Roma, nos últimos estertores da era gloriosa do grande cinema italiano.




Dogman (2018), de Matteo Garrone

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Dogman © Midas Filmes

Num subúrbio de uma periferia suspensa entre a metrópole e o deserto, onde a única lei parece ser a do mais forte, Marcello é um homem pequeno e gentil que divide os seus dias entre o trabalho no seu modesto salão de beleza para cães, o amor pela sua filha, e uma relação ambígua de submissão com Simone, um ex-boxeur que aterroriza todo o bairro. Farto de ser humilhado, e determinado a reafirmar a sua dignidade, Marcello idealiza uma inesperada e feroz vingança.




Feliz como Lázaro (2018), de Alice Rohrwacher

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Feliz Como Lázaro © Tempesta

Esta é a história do encontro entre Lázaro, um jovem camponês tão bondoso que é muitas vezes confundido com um tolo, e Tancredi, um jovem nobre amaldiçoado pela sua imaginação. A vida na isolada aldeia pastoral Inviolata é dominada pela terrível Marquesa Alfonsina de Luna, a rainha dos cigarros. Um elo de lealdade é selado quando Tancredi pede a Lázaro para o ajudar a orquestrar o seu próprio rapto. Esta estranha e improvável aliança é uma revelação para Lázaro. Uma amizade tão preciosa que irá viajar no tempo e levar Lázaro até à cidade no encalço de Tancredi. Pela primeira vez na grande cidade, Lázaro é como um fragmento do passado perdido no mundo moderno.




Selfie (2018), de Agostino Ferrente

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Selfie © Festa do Cinema Italiano

Alessandro e Pietro têm 16 anos e moram em Nápoles, distrito de Traiano, onde, no verão de 2014, Davide Bifolco, também com 16 anos, foi baleado por um polícia que o confundiu com um fugitivo. São amigos inseparáveis, Alessandro trabalha como bartender, Pietro sonha em tornar-se cabeleireiro. Alessandro e Pietro aceitam a proposta do realizador de se filmarem com um iPhone, comentando ao vivo as suas experiências diárias, a sua amizade íntima, a sua vizinhança – agora vazia, a meio do verão – e a tragédia que acabou com a vida de Davide.




Lucia Cheia de Graça (2018)

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Alba Rohrwacher em ” Lucia Cheia de Graça” © Pupkin Production

Lucia, mãe solteira, tenta encontrar um equilíbrio entre a vida com a filha adolescente, uma relação amorosa complicada e a sua carreira de topógrafa. O futuro de Lucia fica em risco quando ela se apercebe do perigo ambiental que representa um projecto imobiliário ambicioso, baseado em incorrecções dos mapas municipais. Lucia sente-se dividida entre denunciar a situação e ficar calada, para manter o emprego. Uma misteriosa mulher estrangeira tenta convencê-la a fazer frente aos seus superiores e recomenda uma igreja como única solução para o controverso estaleiro. A crença em milagres de Lucia será brevemente posta à prova.

A FILMIN Portugal está disponível por apenas 6,95€. Mesmo assim, caso não queiras subscrever à plataforma de streaming poderás alugar os filmes da Festa do Cinema Italiano por apenas 2,95€ (valor mínimo), ficando estes disponíveis por 48 horas. 

Virgílio Jesus

Era uma vez em...Portugal um amante de filmes de Hollywood (e sobre Hollywood). Jornalista e editor de conteúdos digitais em diferentes meios nacionais e internacionais, é um dos especialistas na temporada de prémios da MHD, adepto de todas as formas e loucuras fílmicas, e que está sempre pronto para dois (ou muitos mais!) dedos de conversa com várias personalidades do mundo do entretenimento.

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