A 12 de agosto, Portugal vai assistir a um dos fenómenos astronómicos mais raros dos últimos cem anos. Mas há um detalhe que pode transformar este momento único num problema de saúde permanente.
O erro que ninguém sente até ser tarde demais
Achas que olhar para o Sol “só por um instante” durante o eclipse não faz mal? É precisamente esse o erro mais comum, e mais perigoso. A radiação solar pode queimar a retina sem provocar qualquer dor no momento, o que leva muita gente a repetir o gesto várias vezes sem perceber o risco.
O fenómeno de 12 de agosto vai cobrir entre 92% e praticamente 100% do disco solar, consoante a zona do país, sendo Lisboa e Porto exemplos de ocultação muito elevada mas ainda parcial. Só numa faixa mínima do nordeste, perto de Bragança, o Sol desaparece por completo, durante cerca de 26 segundos.
Em todo o resto do território, mesmo com o Sol quase tapado, continua a haver luz suficiente para causar lesões oculares se olhares diretamente sem proteção.
A MultiOpticas alerta que os danos na retina causados por este tipo de exposição são muitas vezes irreversíveis. Sintomas como visão desfocada, manchas escuras ou dificuldade em focar podem só aparecer horas depois da observação.
Óculos de sol e telemóvel não protegem os olhos
Um dos equívocos mais frequentes é achar que óculos de sol escuros ou polarizados chegam para observar o eclipse. Não chegam. A única proteção segura são óculos certificados segundo a norma ISO 12312-2, feitos especificamente para observação solar direta.
Usar o telemóvel para fotografar o fenómeno também não elimina o risco, já que alternar o olhar entre o ecrã e o Sol continua a expor os olhos diretamente. Quem usa binóculos, máquinas fotográficas ou telescópios só deve fazê-lo com filtros solares próprios, corretamente instalados.
A MultiOpticas disponibiliza nas suas lojas óculos certificados para acompanhar o eclipse em segurança, e recomenda verificar previamente o estado dos óculos e, para quem usa graduação, colocar o filtro homologado sobre a correção habitual. Além disso, existe ainda a alternativa da projeção indireta, que permite seguir o fenómeno sem olhar diretamente para o céu.

