Foster The People e Chet Faker: os “soberanos” da última noite do NOS Alive (Parte III)

O festival, que decorreu durante três dias no Passeio Marítimo de Algés, terminou no passado dia 12, numa noite em que todos os palcos encheram.

 

Enquanto decorria o concerto dos Foster The People  no Palco NOS, um grande número de festivaleiros assistiu ao concerto de PAUS, que atuou no palco Heineken.

A banda portuguesa apresentou o seu novo álbum, “Clarão”, repleto de sonoridades intensas e  consistentes.  A um ritmo alucinante, pessoas de todas as idades foram levadas numa viagem musical que se expressou em diversas formas de dança e de sentir cada nota tocada. Muitos foram os aplausos ao ritmo das baterias de Joaquim Albergaria e Hélio Morais, que se destacaram neste concerto energizante, criando a harmonia total em conjunto com Fábio Jevelim (teclados) e Makoto Yagyu (instrumentos de cordas).

“Deixa-me ser”, “Lupiter Deacon” ou “Pontimola” foram alguns dos temas tocados que mais puxaram pelo público, que pouco tempo teve para se refazer da velocidade estonteante de música para música.

Joaquim Albergaria, que atuou no dia anterior com os “The Vicious Five” no palco NOS,  deixou ainda o conselho antes da última música: “O amor é para partilhar e não para guardar numa gaveta.”

O saldo final foi positivo, tendo em conta que muitos foram os fãs satisfeitos por rever os antigos êxitos de PAUS e de conhecer as novas sonoridades. “Excelente concerto! Já os conheço bem e já sei do que a casa gasta!”, partilhou satisfeito Luís Lopes, 36 anos.

 

LIBERTINES

Já passava da 00h00 quando os The Libertines subiram a palco. Com Pete Doherty e Carl Barât em palco, após 10 anos afastados do da esfera musical, deu-se então ouvidos à banda com tendências punk-rock, que em Portugal nunca teve grande visibilidade. Devido a esse fator mas também à hora tardia, este foi o concerto que contou com um número reduzido de pessoas na plateia, sendo que as que se encontravam junto ao palco se fizeram valer por muitos.

Temas  como “Time For Heroes”, “What Became of the Likely Lads”, “Boys In The Band” ou “Can’t Stand Me Now”,  em que  Doherty cantou enrolado à bandeira portuguesa, despertaram a atenção do público.

O final do espetáculo dos cabeça de cartaz “The Libertines” ficou marcado pelo abraço entre os dois vocalistas, depois de tocarem os temas “Up the Bracker”, “What a Waster” e “I Get Along”.

CHET FAKER PUBLICO

Se muitos dos presentes foram embora pela hora tardia e frio que se começou a fazer sentir no recinto, bastantes foram os que se concentraram no palco Heineken, muito tempo antes, para guardar lugar para ver  Chet Faker.

A tenda foi pequena para uma plateia tão grande e diversificada que aguardava ansiosamente pela entrada do músico australiano.

“I’m Into You” abriu o concerto, que se revelou o mais intenso do dia, levando ao rubro a plateia que cantou todas as músicas com total conhecimento das letras.

Num ambiente descontraído e intimista, foram interpretados temas como “No Diggity”, “Cigarretes and Chocolate”, “Talk Is Cheap”, “Blush” ou “Dead Body”, aplaudidos cuidadosamente ao ritmo de cada batida pelo público que demonstrou que estava ali para ouvir atentamente e disfrutar do momento.

 

O NOS Alive 2014 contou com mais de 150 mil pessoas, dos quais cerca de 13 mil vieram de outros países para vir ao festival que teve lotação esgotada no dia 10.

A promotora “Everything is New” anunciou que, no próximo ano, o festival decorrerá nos dias 9, 10 e 11 de julho.

Fotografia por Hugo Macedo

Veja aqui a Parte I e a Parte II desta reportagem.

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