Interpol (foto de Atiba Jefferson)

Interpol oferecem uma antevisão do próximo álbum

Um clip dos Interpol em estúdio, ao som do que promete ser uma das canções do novo álbum, acompanha o anúncio de novas datas da digressão.

Pouco se sabe ainda acerca daquele que será o sétimo álbum dos Interpol. Mas terem passado os quatro anos da praxe desde o lançamento do LP anterior, Marauder (2018), e a banda estar de regresso à estrada, com uma paragem no Nos Primavera Sound deste ano, são sinais seguros de que o mesmo não tarda.

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As primeiras novidades chegaram em junho do ano passado por Instagram, onde a banda revelou estar a trabalhar em novas canções desde o verão de 2020. Depois de circular as ideias pela internet, colaborando remotamente (um método pouco afim ao estilo dos nova-iorquinos), conseguiram finalmente reunir-se em presença para continuar a desenvolver as ideias de forma tradicional: “alto e na carne”. A composição das canções deu-se parcialmente numa casa nas Catskills, uma zona da cordilheira dos Apalaches, no sudeste do estado de Nova Iorque.

 

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A banda acrescentou ainda que “os infelizes constrangimentos dos últimos quinze meses informaram positivamente a nossa música” e que aproveitaram a pandemia “como uma oportunidade para crescer e tirar daí o maior partido”. A banda esperava que o trabalho mostrasse como, “quando alguém é obrigado a encontrar novas maneiras de responder a desafios familiares, os resultados podem ser belos e inesperados.”

Tendo os Interpol avisado, na altura, que demoraria ainda até divulgarem as primeiras canções, a partilha deste teaser parece sugerir que se aproxima o lançamento do primeiro single, do qual estejamos talvez a ouvir alguns dos acordes, quem sabe. As imagens documentam a gravação do álbum no Battery Studio, em Londres, com os produtores Flood e Alan Moulder, o último dos quais presidiu à mistura de Interpol (2010) e El Pintor (2014). Quanto ao som, basta trinta segundos para sermos inundados por aquela fusão de ritmo e nostalgia que caracteriza a banda desde a sua emergência no início deste milénio.

INTERPOL | EM ESTÚDIO

Maria Pacheco de Amorim

Literatura, cinema, música e teoria da arte. Todas estas coisas me interessam, algumas delas ensino. Sou bastante omnívora nos meus gostos, mas não tanto que alguma vez vejam "Justin Bieber" escrito num texto meu (para além deste).

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