Jennifer Lawrence e as suas 7 personagens mais marcantes

Não é todas as semanas que uma das maiores estrelas de Hollywood se apresenta nas nossas salas de cinema em dose dupla. Jennifer Lawrence chega agora aos cinemas nacionais com dois filmes bastante diferentes: “Serena”, de Susanne Bier, e “The Hunger Games: A Revolta – Parte 1”, de Francis Lawrence.

Aqui na Magazine.HD revisitamos a (curta mas rica) carreira de Jennifer Lawrence através das suas personagens mais marcantes. No fim, temos uma difícil votação à sua espera.

Ree em Winter’s Bone  (2010) 

Winter's Bone

Apesar de, até então, já ter participado em projetos de pouca projeção mediática (quase sempre como atriz secundária), pode dizer-se que “Despojos de Inverno” foi a verdadeira estreia de Jennifer Lawrence no grande ecrã. A sua performance fria, realista e profundamente genuína abriu-lhe as portas de Hollywood. Ree foi um dos personagens femininos mais aclamados daquele ano, o que valeu a JLaw, inclusive, uma inesperada nomeação ao Óscar de Melhor Atriz.

Elissa em The House at the End of the Street  (2012)

House at the End of the Street

Numa altura onde Jennifer ascendia à A-list de Hollywood (com a estreia do primeiro filme da saga The Hunger Games e o reboot de  X-Men), a Relativity Media preparava o lançamento de uma produção antiga que estava na gaveta à espera do momento ideal para chegar aos cinemas. É claro que “A Casa no Fim da Rua” não foi um sucesso de bilheteira e muito menos da crítica, mas serviu para vislumbrar uma outra faceta de Jennifer Lawrence: mais combativa e aterrorizada, e muito capaz de soltar uns belos gritos.

Tiffany em Silver Linings Playbook  (2012)

Silver Linings Playbook

É em “Guia Para Um Final Feliz” que surge a consagração há muito esperada, depois de um ano onde se exibiu em dois dos maiores blockbusters de 2012. Tiffany foi a derradeira confirmação do talento de Jennifer Lawrence que nesta dramédia surgia mais cómica do que nunca. Inicialmente misteriosa e problemática, Tiffany revela-se, no fim, como uma personagem mais resiliente do que sua inicial fragilidade aparentava, e mais divertida e apaixonada do que os primeiros olhares denunciavam. O Óscar foi só a cereja no topo do bolo.

Rosalyn Rosenfeld em American Hustle (2013)

American Hustle

Em nova colaboração com David O. Russell, Jennifer Lawrence assume um papel mais secundário mas capaz de roubar todas as cenas onde surge.  A (literalmente) incendiária Rosalyn é, muito provavelmente, a melhor personagem de “Golpada Americana” que explorou ao máximo o talento das suas atrizes. A cena do microondas que, segundo as notícias mais recentes, vai levar a produtora a tribunal, é dos pedaços de cinema mais memoráveis de 2013. Jennifer Lawrence acabou por perder o seu segundo Óscar para Lupita Nyong’o de “12 Anos Escravo”.

Mystique em X-Men: First Class (2011) e X-Men: Days of Future Past (2014)

Mystique

A grande estreia de Jennifer Lawrence em blockbusters de ação fez-se com o aclamado reboot “X-Men: O Início”. A tarefa era complicada: substituir de forma digna a Mystique da trilogia anterior interpretada por Rebecca Romijn. Mas Lawrence mostrou-se à altura do desafio. Mystique acabou por ter uma relevância maior do que se esperava nesta início de uma nova trilogia. Em “X-Men: O Início”, assumiu uma Mystique mais jovem, frágil e emocional, abalada pela sua aparência física diferente do comum. Já em 2014, Mystique foi o epicentro da ação em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” mostrando-se mais fria e calculista.

Serena Pemberton em Serena (2014)

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Sim, outra vez Jennifer Lawrence e Bradley Cooper juntos no mesmo filme (e descanse que o futuro reserva mais ‘surpresas’). Desta vez, a dupla aterra num cenário dramático de época no filme de Susanne Bier (que vem sido por várias vezes adiado). Serena é uma mulher que não pode ter filhos e que, por isso, pode colocar o império da madeira do seu marido em perigo, em plena época da Depressão na Carolina do Norte. “Serena” pode não ser o filme que todos esperávamos que fosse, mas uma prestação de Jennifer Lawrence nunca pode ser descartada.

Katniss Everdeen em The Hunger Games (2012), The Hunger Games: Catching Fire (2013) e The Hunger Games: Mockingjay – Part 1 (2014)

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Katniss Everdeen dispensa apresentações. No entanto, apesar de parecer tornar-se na personagem mais automatizada de Lawrence (uma personalidade que tem por base uma saga literária é sempre mais fácil de compor), é muito mais complexa do que a primeira aparência sugere. É em “The Hunger Games: A Revolta – Parte 1”  que Katniss é capaz de evidenciar novas facetas. Até aqui, na adrenalina da arena de “The Hunger Games” e “Catching Fire”, o espírito de sobrevivência e o altruísmo de Katniss foram as qualidades em evidência. Neste novo capítulo, por força da estanquidade da ação, Katniss  revela-se como a figura máxima da guerra e do propagandismo, ao mesmo tempo que luta contra os demónios remanescentes da sangrenta arena.

 

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Daniel E.S.Rodrigues

Sonho como se estivesse num filme de Wes Anderson, mas na verdade vivo no universo neurótico de Woody Allen. Sou obcecado pela temporada de prémios, e gostaria de ter seguido a carreira de cartomante para poder acertar em todas as previsões dos Óscares, Globos de Ouro (da SIC), Razzies, Troféus TV7 Dias e Corpo do Ano Men's Health. Mas, nesse universo neurótico e imperfeito em que me insiro, acabei por me tornar engenheiro. Sigam-me no Instagram para mais bitaites sobre Cinema, Música, Fotografia e outras coisas desinteressantes.

One thought on “Jennifer Lawrence e as suas 7 personagens mais marcantes

  • The Hunger Games: Em Chamas: 5*

    Tornei a ver há uns dias e adoro este filme, tal como a saga. Para mim os melhores desempenhos da Jennifer são os dos filmes da saga.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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