Joaquin Phoenix

TOP 10 Interpretações de Joaquin Phoenix

Com “Nunca Estiveste Aqui” nos cinemas, é boa altura para refletir sobre a carreira da sua estrela, o singular Joaquin Phoenix, e ponderar sobre quais serão as suas melhores interpretações em cinema.

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Ao longo da sua invejável carreira, Joaquin Phoenix já foi por três vezes nomeado para o Óscar e, no ano passado, conquistou o prémio para Melhor Interpretação Masculina no festival de cinema mais importante do mundo, Cannes. Se a reação do ator é de confiar, então ninguém ficou mais surpreendido com essa honra do que o próprio Phoenix que, não obstante as suas muitas nomeações para troféus reluzentes, raramente é galardoado pelos seus esforços.

A falta de Óscar e outros prémios não invalida, pois claro, a grandiosidade da filmografia de Phoenix ou a qualidade dos seus desempenhos. Em tempos, especialmente enquanto ator infantil, poderia parecer que Joaquin Phoenix estaria sempre na sombra do seu irmão mais velho, o lendário River Phoenix. No entanto, a morte trágica e muito prematura do ator de “A Caminho de Idaho” e “Conta Comigo” acabou por radicalmente mudar a situação. Passados uns anos depois do choque da morte do seu irmão, Joaquin Phoenix viria a chegar à ribalta, sendo nomeado para o seu primeiro Óscar pelo seu demente desempenho enquanto o imperador vilanesco de “Gladiador”.

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No mesmo ano desse sucesso de Ridley Scott, Phoenix também trabalhou noutro filme que representou um marco importante na sua carreira. Referimo-nos a “Nas Teias da Corrupção”, onde o ator colaborou pela primeira vez com James Gray. Tal equipa viria a fazer mais três filmes, sendo que, para Gray, Phoenix tornou-se quase num ator fétiche. De facto, este quarteto fílmico representa algum do melhor trabalho dos dois cineastas e foi, com certeza, a qualidade das performances de Phoenix nestes projetos que acabou por lhe abrir as portas ao mundo do cinema de autor com propostas mais artisticamente rigorosas e arriscadas.

Afinal, da sua segunda prestação nomeada para o Óscar, por “Walk the Line”, até à terceira, em “O Mentor”, existe um salto de ambição desproporcional. De um docudrama biográfica extremamente convencional para um estudo de personagem elíptico assinado por Paul Thomas Anderson, há que reconhecer como Phoenix se tem mostrado cada vez mais disposto a desafiar-se a si mesmo. Depois desse filme, note-se que o ator voltou a trabalhar com Gray e Anderson, e colaborou pela primeira vez com Spike Jonze, Woody Allen e Lynne Ramsay, uma áurea lista de realizadores com estilos incrivelmente distintos.

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Joaquin Phoenix em VÍCIO INTRÍNSECO de Paul Thomas Anderson

Antes de começarmos a listar as dez escolhas para as melhores prestações deste extraordinário ator, convém referir duas especiais menções honrosas. Primeiro, temos o seu papel em “Vício Intrínseco”, onde o ator deu corpo e alma ao manifesto cómico do filme, mas acabou por cair no mesmo erro do seu realizador que, ao tentar construir uma atmosfera de incoerência deliberada, acabou por cair na indulgência da indisciplina. Enfim, o empenho de Phoenix é louvável, mesmo que os resultados não sejam perfeitos.

Igualmente louvável é a sua performance em “I’m Still Here”, um documentário falseado que acompanha como Phoenix supostamente abandonou a carreira de ator para tentar tornar-se num rapper. Sendo esta uma espécie de interpretação pública, com que o ator andou a enganar o mundo inteiro durante dois anos, existe uma qualidade meio inqualificável nos seus esforços. Pareceria injusto comparar diretamente a paródia autorreferencial de Phoenix neste “documentário” com os seus desempenhos em filmes abertamente narrativos, pelo que excluímos o projeto da nossa lista final.

Para descobrires qual é o nosso TOP 10 de melhores interpretações de Joaquin Phoenix, segue as setas.

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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