Mínimos | Mini-Crítica

 

Depois de vencerem o prémio de “personagens secundárias que são substancialmente mais cool que o protagonista” por duas vezes consecutivas, os “Mínimos” ganharam o merecido e desejado filme a solo.

Minimos
  • Título Original: Minions
  • Realizador: Kyle Balda, Pierre Coffin
  • Vozes (VP): Soraia Chaves, César Mourão, Herman José, Marco Delgado, Vasco Palmeirim, Vanda Miranda, Maria Camões e Nicolau Breyner
  • Género: Animação, Comédia
  • NOS Audiovisuais| 2015 | 91 min

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O ar doce aliado aos gags aleatórios tornaram estes personagens de “Gru – O Maldisposto” em ícones da cultura do merchandising. Não faltam capas de telemóveis, t-shirts, chinelos ou peúgas marcadas de um amarelo que preenche expressões tão deliciosas quanto parvas. E, tudo isto, sem que o fenómeno popular tivesse como origem um filme a solo inteiramente dedicado a estas criaturas. Imaginem só a revolução que aí vem.

Explorando a origem destes personagens desde os primórdios dos tempos – a partir de organismos unicelulares amarelos – “Mínimos” desenvolve no primeiro ato a teoria de que a História do nosso planeta foi sempre influenciada de forma determinante por Bob, Stuart, Kevin e companhia que, ao longo das eras, serviram sempre o mais maldisposto dos mestres – desde T-Rex a Napoleão.

A premissa anárquica – em consonância com o comportamento dos protagonistas – traduz-se, nesse primeiro ato, em sketches de fazer inveja à melhor das comédias slapstick. O grande problema de “Mínimos” está na extensão desse kick off hilariante. Na necessidade de dar continuidade a uma história que, por si só, já não abundava em conteúdo, “Mínimos” leva-nos ao encontro de uma vilã desinteressante e a um arco narrativo que serve apenas para preencher a hora e meia da praxe.

Aqui, onde outrora se inventaram as personagens de animação mais adoradas deste século, já não há nada de novo. Valham-nos as gargalhadas. É que, verdade seja dita, mesmo sendo sujeitos a expressões e diálogos iterados, não conseguimos deixar de nos rir.

 

O PIOR –  A história principal, a vilã e a sensação de que já vimos isto em qualquer lado. A fronteira entre a adoração e o ódio pode ser facilmente quebrada.

O MELHOR –  O primeiro ato, o adorável Bob e a banda sonora.

DR

Daniel E.S.Rodrigues

Sonho como se estivesse num filme de Wes Anderson, mas na verdade vivo no universo neurótico de Woody Allen. Sou obcecado pela temporada de prémios, e gostaria de ter seguido a carreira de cartomante para poder acertar em todas as previsões dos Óscares, Globos de Ouro (da SIC), Razzies, Troféus TV7 Dias e Corpo do Ano Men's Health. Mas, nesse universo neurótico e imperfeito em que me insiro, acabei por me tornar engenheiro. Sigam-me no Instagram para mais bitaites sobre Cinema, Música, Fotografia e outras coisas desinteressantes.

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