NOS Alive 2026: o pior problema do festival não vai ser resolvido este ano

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A nova passagem superior pedonal de Algés é apontada como a solução para melhorar a circulação de pessoas no NOS Alive. No entanto, afinal não estará aberta durante a edição de 2026 do festival.

A confirmação foi dada pela Câmara Municipal de Oeiras à BLITZ e surge numa altura em que milhares de festivaleiros já começam a preparar a deslocação. A estrutura era vista como uma alternativa para aliviar o intenso fluxo pedonal registado após os concertos.

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A ponte é a solução?

Nos últimos anos, as saídas do NOS Alive têm gerado várias críticas. Isto devido às longas caminhadas, congestionamentos e dificuldades de circulação nas zonas envolventes ao recinto.

Depois dos concertos principais, dezenas de milhares de pessoas dirigem-se simultaneamente para a estação de comboios de Algés, paragens de autocarro, zonas de TVDE e parques de estacionamento. Em 2024, por exemplo, milhares de festivaleiros chegaram mesmo a circular a pé pela IC17/CRIL após o concerto dos Pearl Jam. A nova passagem pedonal iria melhorar o escoamento do público e reduzir a pressão nas principais vias de acesso.

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Câmara de Oeiras confirma encerramento durante o festival

Apesar das expectativas, a Câmara de Oeiras esclareceu que a ponte não estará operacional durante os dias do festival, que decorre entre 9 e 11 de julho de 2026.

A decisão surpreende muitos festivaleiros, sobretudo porque, há poucos dias, o presidente da autarquia, Isaltino Morais, tinha referido que a obra se encontrava “em acabamentos” durante a apresentação oficial da nova edição do festival.

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Ainda assim, o município descarta a utilização da infraestrutura no evento deste ano, sem avançar uma data concreta para a abertura ao público.

Álvaro Covões desvaloriza

No entanto, Álvaro Covões já respondeu. O promotor do NOS Alive através da Everything Is New, a ausência da ponte não representa um problema decisivo para a operação do festival.

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Segundo o responsável, “não é uma ponte que resolve o problema da saída de 60 mil pessoas” e o mais importante continua a ser garantir que o público abandona o recinto em segurança.

A declaração reforça a ideia de que os desafios logísticos do festival vão muito além de uma única infraestrutura. Afinal, o NOS Alive recebe diariamente dezenas de milhares de visitantes numa zona urbana com acessos limitados e forte pressão sobre os transportes públicos.

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Mobilidade continua um problema no NOS Alive

Apesar dos esforços das autoridades e da organização, a mobilidade continua a ser um dos temas mais sensíveis associados ao NOS Alive.

Ou seja, todos os anos, multiplicam-se os relatos de longas esperas. Seja para entrar nos comboios, dificuldades na circulação automóvel e grandes aglomerados nas zonas de saída. Ao mesmo tempo, o crescimento contínuo do festival aumenta a pressão sobre as infraestruturas da zona de Algés.

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Assim sendo, a não abertura da nova ponte acaba por representar uma desilusão para muitos fãs que esperavam melhorias já em 2026.

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O que vai acontecer no futuro?

No entanto, mesmo sem utilização este ano, a nova passagem superior continua a ser vista como uma infraestrutura importante para o futuro do NOS Alive e da mobilidade em Algés.

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Além de poder facilitar o acesso ao recinto em futuras edições, a estrutura deverá também melhorar a circulação pedonal diária naquela zona ribeirinha. Até lá, os festivaleiros deverão continuar a preparar-se para percursos longos e elevada concentração de pessoas no final de cada noite do festival.


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