Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas e sensação de verão antecipado, o tempo em Portugal Continental prepara-se para mudar. Chega uma descida significativa das temperaturas já a partir da próxima terça-feira, dia 2 de junho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
A mudança deverá marcar o início do verão climatológico com um cenário bastante diferente daquele que se registou nas últimas semanas, dominadas pelo calor vindo do Norte de África.
Massa de ar quente perde força em Portugal
Nos últimos dias, Portugal esteve sob influência de uma massa de ar quente associada a fluxos de sudoeste e de leste. O que levou os termómetros a ultrapassarem frequentemente os 30 graus em grande parte do território continental.
Contudo, o cenário meteorológico começa agora a alterar-se. Agora, o fluxo predominante passará gradualmente a soprar de noroeste, trazendo ar marítimo mais fresco proveniente do Atlântico. Como consequência, a massa de ar quente deverá deslocar-se para leste, permitindo uma descida gradual das temperaturas, especialmente nas zonas costeiras do Norte e Centro.
Norte e Centro vão sentir maior descida térmica
As primeiras diferenças já começam a ser sentidas no litoral Norte e Centro, onde o ambiente se apresenta mais fresco em comparação com os últimos dias. Ainda assim, até ao início da próxima semana, o calor continuará presente em várias regiões do interior.
No Vale do Douro, por exemplo, as máximas ainda poderão atingir os 36 graus. Também a Beira Interior e algumas zonas do Alentejo deverão continuar próximas dos 35 graus até segunda-feira. Por outro lado, cidades junto ao litoral atlântico registam valores bastante mais contidos, em muitos casos abaixo dos 24 graus.
Terça-feira marca mudança mais evidente
A verdadeira mudança deverá chegar na terça-feira, 2 de junho. No Norte do país, cidades costeiras como Póvoa de Varzim poderão registar apenas 17 graus de máxima. Já no Centro, localidades como Aveiro, Figueira da Foz e Caldas da Rainha deverão ficar perto dos 19 graus.
Ao mesmo tempo, o interior continuará mais quente, embora sem os extremos registados nos últimos dias. Castelo Branco poderá atingir os 25 graus, enquanto algumas zonas do interior duriense poderão aproximar-se dos 29 graus.
Sul mantém temperaturas mais elevadas
Apesar da descida térmica prevista para grande parte do território, o Sul deverá continuar relativamente quente. O Baixo Alentejo e o Algarve serão as regiões menos afetadas pela entrada de ar fresco atlântico.
No Sotavento Algarvio, por exemplo, as máximas poderão rondar os 32 graus, mantendo-se como uma das áreas mais quentes do país.
Ainda assim, os meteorologistas admitem que até ao final da primeira semana de junho também o Sul possa registar um alívio térmico mais evidente, com temperaturas entre os 22 e os 24 graus em algumas localidades.
Contraste entre litoral e interior deverá continuar
Enquanto as zonas costeiras deverão beneficiar de um ambiente bastante mais fresco e húmido, o interior continuará a registar temperaturas mais elevadas.
Além disso, o vento de noroeste poderá aumentar a sensação de frescura, sobretudo durante a manhã e ao final da tarde.
Consequentemente, o início de junho deverá apresentar condições bastante mais típicas da primavera atlântica do que do verão intenso vivido nos últimos dias.
Primeira semana de junho
As previsões atuais indicam que a tendência de descida gradual das temperaturas poderá prolongar-se até pelo menos ao dia 6 de junho.
Em algumas cidades do Norte e Centro, as máximas poderão mesmo não ultrapassar os 18 graus a partir de quinta-feira. Essa situação representaria uma diferença significativa face aos valores registados no final de maio.

