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Os concertos de entrada livre das festas de verão enchem recintos por todo o país, mas poucos sabem quanto custa cada atuação aos cofres das câmaras municipais.

Uma análise da página Mixroom aos contratos públicos celebrados com municípios e freguesias mostra que os valores chegam a rondar os 50 mil euros por espetáculo.

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Assim sendo, Slow J é o mais caro da lista. Os contratos que lhe foram adjudicados vão dos 45 mil € no Crato (2026) aos 50 mil € em Vila Real (2026) e em Elvas (2025). Chegando aos 50.330 € em Vila Nova de Famalicão (2025).

Segue-se Plutónio, com cerca de 33 mil euros, num intervalo que vai dos 32 mil € em Vizela, na Batalha e em Ourém aos 34.500 € em Moura.

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Por fim, para fechar o top três, Richie Campbell fica nos 30 mil, com contratos de 27 mil € em Penafiel, Pombal e Vila Nova da Barquinha, e um pico de quase 40 mil € em Cinfães, já este ano.

Há mais artistas nacionais com contratos de milhares de euros

Sol da Caparica 2022 Sumol Summer Fest
Foto de David Passos © MHD

Num patamar logo abaixo estão Wet Bed Gang e Van Zee, ambos com cerca de 24 mil euros. Os primeiros recebem 24 mil € em Moimenta da Beira, Fafe, Gavião e Mealhada, e 25.000 € em Faro.

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Van Zee tem contratos entre os 21 mil € em Gouveia e os 25 mil € em Benfica e na Pampilhosa da Serra. Lon3r Johny ronda os 22 mil, indo dos 18 mil € em Braga (2025) aos 27 mil € na Ponte da Barca.

Já T-Rex aparece com contratos entre os 19 mil € e os 26 mil €, dependendo do ano e da câmara. Por fim, Mizzy Miles fica perto dos 17 mil euros, com valores de 14 mil € em Ovar a 19 mil € em Pinhel.

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Já o rapper ProfJam completa a lista com cerca de 15 mil, entre os 13 mil € em Águeda e os 16 mil € em Ourém e em Almodôvar.

Isto são valores contratuais, ou seja, o que as entidades públicas pagam, e não o que fica no bolso de quem sobe ao palco. O músico Ben Monteiro, dos D’Alva, explicou recentemente a realida da música em Portugal.

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Assim sendo, num concerto no Porto com partida de Lisboa e cachet bruto de 10 mil €, sobram cerca de 2.300 €. Depois da logística, da equipa técnica e dos impostos. Além disso, acrescentou que mesmo esta conta fica aquém da realidade.


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