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O Sol da Caparica | Entrevista a Plutónio

Plutónio foi um dos entrevistados pela MHD n’O Sol da Caparica. Da conversa resultou uma análise do estado do Hip-Hop e a revelação de um novo projeto.

João Colaço, mais conhecido por Plutónio é um dos mais influentes rappers de Hip-Hop português da atualidade. Em 2019 chegou mesmo a estar nomeado ao prémio da MTV EMA de Melhor Artista Português, galardão ao qual foi novamente indicado em 2021. Proveniente do Bairro da Cruz Vermelha, local que faz questão de carregar consigo ao longo da sua carreira, sem nunca esquecer as suas origens, Plutónio conta já com uma lista bem preenchida de singles de ouro e platina. Entre as principais salas de concerto do país que já viram cartazes com o seu nome encontram-se o Hard Club do Porto e o Coliseu dos Recreios, locais onde atuou ainda antes do início da pandemia.

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Após o energético concerto protagonizado por Plutónio na edição de 2022 d’O Sol da Caparica, a MHD esteve à conversa com o cantor de Cascais, numa entrevista que se focou no seu regresso a este festival e nos seus projetos para um futuro não tão distante como se possa pensar.

MHD: Tu estiveste n’O Sol da Caparica em 2019, que foi a última edição antes da pandemia. Como é que é regressar agora ao Sol da Caparica após todo este tempo?

Plutónio: A primeira vez que eu estive aqui foi espetacular, do meu ponto de vista. Enquanto artista, estar ali naquele palco secundário e hoje poder vir ao palco principal, não tenho bem palavras para descrever. O que eu posso descrever é o meu sentimento de gratidão e com isso eu tenho que dizer obrigado a todos os que estiveram presente!

MHD: Tu fazes parte de uma grande família que é Bridgetown, e este ano a Bridgetown está em peso no cartaz d’O Sol da Caparica. Ontem tivemos o Richie Campbell, hoje estiveste tu e na segunda-feira estará o Yuri NR5. O que é que isto significa para ti? 

Plutónio: Imagina, os primeiros palcos grandes que eu pisei foi ao lado do Dengaz e ao lado do Richie. E Hoje partilhar isto com eles de certa forma, ainda que não seja no mesmo dia, partilhar o mesmo palco de forma independente é para mim um grande achievement e tudo isso eu tenho que dar graças à Bridgetown por me ter permitido hoje estar aqui.

MHD: Antigamente, a música portuguesa, nomeadamente o Hip-Hop, não era tão acessível, principalmente em grandes festivais. Hoje temos um Sol da Caparica quase dedicado ao Hip-Hop e à música nacional. Como é que tu sentes que a música portuguesa está hoje em dia a ser vista pelo público em geral? 

Plutónio: Eu acho, sem dúvida, que estamos na melhor era da música portuguesa a nível de audiência, sem dúvida! Isto não querendo tirar valor a quem fez música antes da nossa geração e às gerações que vão vir a seguir. Mas a nível de público, temos cada vez mais pessoas viradas para a atualidade da música portuguesa. E no caso do Hip-Hop, ter a oportunidade de se misturar tão bem, acho que tem a ver com o facto de ser um género musical sem regras. É possível juntar Fado, juntar Samba, juntar Afrobeat, juntar Kizomba, juntar o que o artista quiser e com isso, é possível atrair mais públicos diferenciados. E isto é o resultado dessa luta de outros artistas que vieram antes de nós e que permitiram abrir as portas para a gente estar aqui e ter um festival de música lusófona e ter uma grande percentagem de música Hip-Hop aqui. 

MHD: Tu lançaste muito recentemente uma música que já se tornou um sucesso. Que projetos tens para o futuro? 

Plutónio: Tenho muitos! Para começar, posso dizer que tenha um álbum novo em que estou a trabalhar. Ainda não tenho data, mas estou a trabalhar com muita dedicação e espero superar o álbum passado, que graças a todas as pessoas, foi dupla platina e eu estou muito grato pelos ouvintes todos! 

Assististe ao concerto de Plutónio? És fã do cantor do Bairro da Cruz Vermelha?

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