Sekiro: Shadows Die Twice

Sekiro: Shadows Die Twice (PS4), em análise

Há jogos que nos levam ao limite e Sekiro é um deles. A From Software agarrou na fórmula de “Bloodborne” e a saga “Dark Souls”, para nos dar mais um jogo intenso e desafiante. Mas o que traz de novo?

ANÁLISE | Sekiro: Shadows Die Twice

É violento…
É intenso…
É brutal…
“Sekiro: Shadows Die Twice” mostra, nos seus primeiros minutos, a sua identidade. É fácil perceber o quanto este jogo se inspira na saga “Dark Souls” e também em “Bloodborne“. O seu design, a atmosfera, a forma como avançamos, tem tudo a mesma identidade, mas é, globalmente um jogo diferente. Mas vamos por partes!

Sekiro obriga-nos a mais de 50 horas de jogo em média. Claro que vai depender de quantas vezes morrerem, mas também é preciso indicar desde já que Sekiro é um jogo difícil, mas mais fácil do que os anteriores jogos da From Software.

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Mal começamos o jogo percebemos que o design está fantástico; fantasmagórico, com lindas paisagens e templos que pedem para ser explorados. Os cenários estão bem montados, cheios de detalhes e de locais para descobrir. Ao fim de tantas horas, tenho a certeza que encontrei muito pouco de tudo o que há para encontrar, quer sejam novos locais, caminhos secretos, ou outros segredos.

Graficamente é um bom jogo que deslumbra pelo seu todo. Pode não ser o videojogo com as melhores texturas, mas globalmente é muito bom, com sensação de escala, bons efeitos de fogo, água, luz e sombras. A isto juntam-se as boas animações das várias personagens e uma fluidez de grande nível e que tem de ser obrigatória num jogo em que cada segundo de atraso pode significar a nossa morte.

Com um gadget muito interessante no nosso braço esquerdo, toda a jogabilidade se torna diferente de tudo o que esta produtora já nos ofereceu. Agora podemos explorar mais, fugir em momentos complicados e, principalmente, usá-lo para atacar, com grande foco no stealth. Este é, muito provavelmente o jogo com mais stealth que a From Software já criou, e é também o que nos dá mais liberdade!

Sendo um jogo difícil, iremos morrer muitas vezes, mas o jogo dá-nos a liberdade de escolhermos se queremos ressuscitar logo de seguida, ou se preferimos morrer, recomeçar o jogo antes e perdermos muitos do items que tínhamos connosco. Claro que ressuscitar logo de seguida parece o melhor a fazer, mas existem efeitos secundários que vocês irão descobrir e que nos obriga a um equilíbrio interessante.

Na jogabilidade, no início é um jogo difícil de dominar, mas aos poucos percebemos que para cada ação, deverá existir uma reação do nosso lado. Bloquear, esquivar ou contra-atacar, tudo acaba por se tornar intuitivo, tornando as lutas intensas, rápidas, cheias de estratégia, mas ligeiramente mais fáceis do que esperava, porque começamos a identificar os momentos em que podemos dar um golpe fatal. Contudo, provavelmente será o jogo mais difícil que vão jogar este ano.

Em termos de evolução, este é um jogo simples e linear. Não existem armas ou armaduras para se colecionar, e apenas podemos adquirir novos movimentos ou melhorar a nossa saúde. Simples e estratégico em alguns momentos, porque cada movimento desbloqueado é diferente dos outros, com resultados diferentes. E acreditem que são muitos! O que podemos melhorar é o nosso braço prostético. Este nosso gadget tem várias melhorias e é com ele que iremos alterar bastante a nossa forma de jogar consoante o inimigo à nossa frente.

Em termos de narrativa, esta é menos complexa do que se poderia esperar. Começa como algo bastante realista dentro dos possíveis e depois torna-se mais sobrenatural, mas a forma como a história nos é dada é simples e bem conseguida, quer seja por cutscenes ou algo encontrado nos cenários.

Sekiro pega numa fórmula vencedora, altera-a um bom bocado mas a qualidade está intacta. É um jogo que adoramos jogar. Por vezes é cruel, é frustrante, mas desafia-nos como poucos. Com um ambiente brutal, uma banda sonora fantástica e tudo o resto que já mencionei, Sekiro é, provavelmente, o melhor jogo do ano até agora. Será o melhor no final de 2019? Duvido, mas estará lá perto.

Luís Pinto

HARDWARE USADO PELA MHD PARA TESTES DE JOGOS

PS4:

  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:

  • Headphones Razer Carcharias
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:

  • LAIQ Glow

Sekiro: Shadows Die Twice
shadows die twice

Game title: Sekiro: Shadows Die Twice

Game description: Há jogos que nos levam ao limite e Sekiro é um deles. A From Software agarrou na fórmula de Bloodborne e a saga Souls, para nos dar mais um jogo intenso e desafiante. Mas o que traz de novo?

  • Jogabilidade - 93
  • Gráficos - 91
  • Som - 92
  • Enredo - 81
91

RESUMO

O MELHOR: Grandes efeitos sonoros. Grafismo de topo. Última fase do jogo com grande intensidade.

O PIOR: Alguns bugs. Jogabilidade repetitiva. História não cativa durante uma parte do jogo

EDITORA: Bioware

PLATAFORMA: PlayStation 4

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Luis Pinto

Software developer - Autor do canal Tek Test - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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