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Em 2015, tinha eu 11 anos e nunca tinha estado tão empolgado com um novo lançamento nos cinemas como estive com a estreia de “Star Wars: O Despertar da Força”. E não era o único fã que ansiava desesperadamente pelo novo capítulo. Pois lembro-me perfeitamente do ambiente que se vivia entre os fãs. Foi um momento de união em torno de uma saga que vivia um momento de esperança, em que todos os fãs queriam participar. Porém, mais de dez anos depois, verifica-se o cenário contrário.

“Star Wars: The Mandalorian and Grogu” já chegou aos cinemas e só se fala noutra coisa. Nem o mais devoto dos fãs da saga está empolgado com o novo filme, sobretudo quando comparamos com o que se viveu no final de 2015. 

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A decadência de Star Wars nos cinemas

"Star Wars: The Mandalorian e Grogu" é uma das estreias da semana
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É triste pensar nesta decadência da saga enquanto fã. Pois ao que tudo indica, Star Wars nunca mais será aquilo que outrora já foi. Porém, é impossível ignorar a chegada de um novo filme passado neste universo após seis anos de “Star Wars: A Ascensão de Skywalker”, mesmo que a última temporada de “The Mandalorian” tenha sido medíocre. Mas ainda assim, este novo “Star Wars: The Mandalorian and Grogu” consegue ser mais irrelevante e vazio do que qualquer obra da saga nos cinemas até agora.

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“Star Wars: The Mandalorian and Grogu” chega às salas em marcha fúnebre, sem qualquer entusiasmo por parte dos fãs ou grande divulgação por parte da Disney. O que só por si já mostra a falta de confiança em relação ao projeto. E agora, tendo visto o novo filme, a pergunta que me fica foi o porquê da sua existência. Pois este “Star Wars: The Mandalorian and Grogu” é simplesmente um filme inútil, para dizer o mínimo, que apenas me fez lembrar do lançamento do filme de animação “Star Wars: The Clone Wars” nos cinemas em 2008, que era nada mais nada menos do que uma junção de três episódios da famosa série num filme medíocre e irrelevante. E que curiosamente as duas obras protagonizam um resgate a Rotta The Hut, aqui interpretado de forma esquecível por Jeremy Allen White.

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Uma cultura onde nada tem um fim

Este novo filme da saga só me fez ter a certeza que a jornada de Mandalorian e Grogu deveria ter terminado no final da segunda temporada da série, com uma despedida emocionante e com peso narrativo. Mas ao que parece, no mundo do entretenimento nos dias de hoje, nada pode acabar, tudo é infinito. Sendo que vários exemplos vão surgindo todos os anos no meio da cultura pop, sendo o mais recente os regressos de Robert Downey Jr. e Chris Evans ao MCU.

Porém, ao invés da série ter terminado numa temporada que apostava no desenvolvimento das suas personagens e apresentou arcos narrativos envolventes, continuou. E continuou para mais uma temporada que pouco apresenta, e este novo filme para os cinemas que é completamente irrelevante e insípido.

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Ação em destaque em Mandalorian e Grogu

mandalorian, lego
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“Star Wars: The Mandalorian and Grogu” oferece cenas de ação interessantes, sobretudo quando coloca Pedro Pascal à luta com criaturas gigantes ou até simples Stormtroopers. E nesse sentido, o realizador Jon Favreau apresenta-nos cenas consistentes e interessantes. O filme começa de forma promissora com uma cena de ação impressionante, que conta com uma coreografia precisa. Mas este ar de filme urbano, uma espécie de “John Wick” na galáxia, vai-se perdendo à medida que o filme fica cada vez mais genérico e abdica de ter uma narrativa impactante.

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Sendo o que mais me revoltou a maneira como o argumento desvaloriza estas personagens. Pois é absurdo o que é feito com Mandalorian e Grogu, que inclusive dão nome ao projeto. Já que Mandalorian (Pedro Pascal) é apenas um mero herói de ação, sem qualquer desenvolvimento ou interesse narrativo. A personagem não passa por qualquer dilema nem tem nenhuma falha, é apenas um mecanismo para proporcionar ao espectador um espetáculo de ação com qualidade. O mesmo acontece com Grogu, que é muito mal aproveitado enquanto persongem. Pois nada na personagem surpreende, nem difere do que foi apresentado anteriormente na série. Logo, a questão que fica é porque é que a Disney decidiu fazer este filme? Já que o projeto não nos apresenta nada que justifique a sua existência.

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Conclusão

“Star Wars: The Mandalorian and Grogu” é apenas uma miragem daquilo que já foi esta saga. Um filme que não justifica a sua existência e que nada tem de diferente de um episódio filler de duas horas de duração. Que a força esteja com os fãs de Star Wars, pois nunca vivemos tempos tão vazios para a saga.

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