TOP Interpretações Leonardo DiCaprio | 4. Django Libertado

 

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A combinação do estilo maníaco que mistura nacos generosos do cânone cultural e pop com relevância política, moral e social que abriram, decerto, os mais variados tópicos de conversa, mas aqui focamo-nos em apenas um: o diabólico Calvin Candie de Leonardo DiCaprio.

Em Django Libertado, Qunetin Tarantino escreve uma carta de amor carregada, continuamente explosiva e esporadicamente cómica aos spaghetti westerns dos anos 60 e ao movimento blaxploitation e o vilão que dá sabor à narrativa não podia ser mais deliciosamente perverso.

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Na atípica função de vilão, DiCaprio é absolutamente tremendo.

“Monsieur” Calvin J. Candie é o francófilo dono da quarta maior plantação de algodão do Mississipi – Candyland – e um empreendedor de coração de pedra que se divide entre hobbies tão depravados como a luta de escravos até à morte ou o estudo da nefrologia para explicar a (suposta) inferioridade da raça negra perante os pares de pele branca.

Não é, de longe, o seu retrato mais subtil, mas Candie é uma saborosa bomba relógio, um louco enraivecido com um charme perverso ao qual é impossível resistir.

DiCaprio nunca tinha sido tão mau, e talvez por isso tenha sido tão bom.

 

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Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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