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Na sua primeira prestação nomeada aos Óscares, Leonardo DiCaprio é uma tempestade de pulsante humanidade por detrás de uma panóplia de vistosos maneirismos.

Com apenas 19 anos Leonardo DiCaprio arrecadou a sua primeira nomeação aos Óscares. Isto foi em 1993, quando o ator ainda era pouco mais que uma estrela infantil, um ídolo adolescente que havia ganho fama em séries televisivas de sucesso, mas, logo na sua quarta aventura pelo mundo do cinema, DiCaprio depressa se afirmou como um dos mais relevantes talentos da sua geração. O Óscar para Melhor Ator Secundáro de 1993 acabaria por ser entregue a Tommy Lee Jones pelo seu trabalho em O Fugitivo, e muitos concordam que o legítimo vencedor do galardão deveria ter sido Ralph Fiennes pela sua inesquecível prestação em A Lista de Schindler, mas nada disso retira mérito ao que DiCaprio criou em Gilbert Grape de Lasse Hallström.

 

Leonardo DiCaprio Gilbert Grape

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Tal como a nomeação na categoria de Ator Secundário indica, DiCaprio não interpreta aqui Gilbert Grape, o protagonista do filme, papel que é da responsabilidade de um jovem Johnny Depp, mas sim o seu irmão mais novo que sofre de problemas cognitivos. Arnie Grape é, mesmo assim, muito mais que um simples obstáculo na narrativa da vida do seu irmão, sendo que o trabalho de DiCaprio é uma componente essencial do sucesso do filme, humanizando a sua personagem sem, no entanto, adoçar em demasia o seu retrato.

Nunca duvidamos por que razão viver com Arnie poderia ser algo desgastante e sofredor, sendo que o ator não dilui ou atenua os maneirismos grotescos e manias abrasivas da sua personagem, mas por detrás de toda a histeria e pirotecnia técnica na criação de Arnie, existe sempre uma grande inocência, vulnerabilidade e pulsante energia. Papéis com este tipo de técnica vistosa são típicos candidatos a Óscares, mas nas mãos de DiCaprio, há que reconhecer que Arnie Grape é muito mais que um simplista exemplo de Oscar bait.

 

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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