Top MHD | As 15 Melhores Personagens de Séries 2014 (Parte I)

 

Que estamos a viver a Era Dourada da televisão, disso não há quaisquer dúvidas. Mas agora, depois de fazermos a despedida do ano, chegou a altura de olhar para trás e eleger as melhores personagens das séries que foram exibidas em Portugal durante 2014.

Treze membros votantes da Magazine.HD da secção de Televisão ordenaram as Quinze Melhores Personagens de Séries 2014 na opinião de cada um, sendo essas classificações individuais convertidas em pontos, numa lógica progressiva. A lista abaixo apresentada traduz o somatório de todas as pontuações atribuídas.

Eis a primeira parte do Top Melhores Personagens de Séries 2014, para a MHD:

 

#15 – Claire Underwood (Robin Wright) | House of Cards

claire underwood

Casada com Francis Joseph “Frank” Underwood, o arguto e temível membro do Partido Democrata, que nunca se contentou com o simples papel de Congressista, é agora a primeira dama dos EUA. E talvez como nunca, primeira dama significa mesmo onde o verdadeiro poder reside.

Quando Francis Underwood (Kevin Spacey) refletia sobre o destino de um seus grandes adversários políticos “We have to strike back hard and fast. I want him obliterated”, Claire Underwood (Robin Wright) comentava “More than that. Let’s make him suffer”. Se para Francis no seu determinismo e ambição, o grande lema é que os fins justificam sempre os meios, para Claire só importa, que o objetivo seja atingido e sobretudo que a regra número um seja cumprida – better hunt than be hunted.

Claire é o pilar mestre que sustenta o edificio, num desafio permanente jogado no fio da navalha, sem contemplações e onde não há lugar a futilidades. Serenidade, classe e poder são o seu triângulo sagrado e o mais pequeno pestanejar, tem o seu papel numa permanente estratégia de assalto e posse. A sua firmeza chega a ser mais sensual que a sua, já de si, perturbante silhueta. Muitos foram os papéis de Robin Wright, com altos e baixos, mas este colocou-a merecidamente bem no topo, precisamente no lugar da primeira dama do prime time. (Rui Ribeiro)

 

#14 – Jon Snow (Kit Harington) | Game of Thrones

jon snow

O filho bastardo de Ed Stark começou a primeira temporada de “Game of Thrones” como uma mera personagem secundária, o filho indesejado (principalmente pela sua madrasta, o que não deixa de ser compreensível tendo em conta as circunstâncias da sua “criação“) do grande Ed Stark, essencialmente desterrado para servir em um corpo militar obsoleto e irrelevante no princípio da série. Ou pelo menos foi o que nos levaram a pensar, porque afinal, todos os anos a situação no norte longínquo, no “mundo depois da muralha“, se torna mais interessante, e o seu mais ilustre morador, Jon Snow, se torna progressivamente mais importante na grande guerra entre homens e bestas que decidirá o destino de Westeros (uma delas pelo menos). (Bruno Vargas)

 

#13 – Fiona Gallagher (Emmy Rossum) | Shameless

fiona gallagher

Quando olhamos para o início da temporada e nos lembramos que chegámos a pensar que os Gallaghers estavam finalmente a ultrapassar as dificuldades, quase que rimos ironicamente. Fiona tinha encontrado um emprego que lhe dava estabilidade, segurança, permitia-lhe progredir na carreira e trazia-lhe benefícios e o frigorífico sempre cheio. Namorava com o patrão, um homem sério, nada perigoso, que a tratava bem. Afinal de contas, o que poderia correr mal?

Tudo começa quando Fiona se envolve com Robbie, o irmão toxicodependente do namorado. A partir daí a espiral sai completamente do seu controlo e começamos a assistir à ascensão do lado lunar de Fiona. Robbie funciona quase como um catalizador para que Fiona volte a alcançar o tipo de destruição necessário na sua vida para voltar a sentir-se segura. Afinal de contas, Fiona cresceu no meio do caos e o estilo de vida “classe média” assentava-lhe muito mal. E quando pensávamos que tinha batido no fundo ao quase matar acidentalmente o pequeno Liam com cocaína, enganámo-nos. Ao longo de toda a temporada, os erros de Fiona sucedem-se, numa sabotagem que quase vem compensar o razoável comportamento que havia tido nas restantes três, culminando numa arrepiante cena na prisão.

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A quarta temporada da série serviu para mostrar o lado humano da super-heroína Fiona. Os irmãos Gallagher tiveram que crescer mais depressa que o habitual e ver Fiona assumir o papel de guardiã dos irmãos temporada atrás de temporada, é o suficiente para a sua família (e o espectador) esquecer que a jovem ainda está no inicio dos seus 20 anos. As expectativas em relação a Fiona sempre estiveram elevadas e talvez por isso seja tenha sido mais difícil de aceitar quando a “heroína” mostrou que também erra, não obstante todos os esforços a nível pessoal que fez para ajudar a família.

Não deixou de ser interessante ver Fiona Gallagher a afastar-se do papel de guardiã e a colocar-se quase na pele de Frank Gallagher. Com o início da quinta temporada o caminho está livre para a sua redenção. (Catarina Oliveira)

 

#12 – Carol Peletier (Melissa McBride) | The Walking Dead

carol peletier

No princípio de “The Walking Dead” Carol era meramente uma personagem secundária, em todos os sentidos. Nessa altura provavelmente ninguém diria que aquela mulher débil e maltratada duraria muito tempo no mundo sombrio, cruel e impiedoso criado por Robert Kirkman para a AMC. De fato, nos “comics” Carol “durou” relativamente pouco tempo e nunca passou do estatuto periférico que carateriza as suas origens neste mundo fictício.

A Carol da série de televisão, no entanto, é outra história. O arco narrativo desta personagem mostrou-nos ao longo dos últimos quatro anos a evolução de uma mulher que começa como uma criatura débil e maltratada mas que depois da morte do seu marido opressivo é capaz de se transformar, lentamente, numa mulher forte, inteligente e determinada. A Carol de 2014 é uma sobrevivente num mundo sem leis exceto a lei do mais forte, é uma líder de homens e um dos elementos mais fortes e capazes do “grupo de Rick” como nos demonstrou de forma espetacular no episódio de abertura da quinta temporada. (Bruno Vargas)

 

#11 – Oliver Queen (Stephen Amell) | Arrow

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Oliver Queen passou de vigilante solitário a super-herói, conseguindo com isto elevar “Arrow” a um novo patamar de qualidade.

Em 2014 tivemos um Oliver Queen mais aberto e ocasionalmente mais divertido, ganhando com isto uma personalidade mais demarcada que a pouco e pouco se aproxima da sua contraparte da banda desenhada. O mérito vai para Stephen Amell, que cresceu bastante como ator ao longo da série, parecendo cada vez mais feliz e confortável no papel do Green Arrow televisivo.

Onde Amell se destaca mais é na forma como interpreta em simultâneo a mesma personagem em pontos diferentes da sua vida (o Oliver do presente e o dos flashbacks da ilha), uma tarefa difícil que o ator executa na perfeição. (Miguel Conceição)

 

#10 – Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) | Hannibal

hannibal

Ao longo da primeira temporada, a vida oculta de Dr. Hannibal Lecter foi dominada por silêncios ensurdecedores. Bryan Fuller e, sobretudo, Mads Mikkelsen foram capazes de disfarçar um ambiente profundamente denso e ruidoso, com subtilezas cénicas e performativas geradoras de uma estranha acalmia, como se tudo estivesse tão sereno e, ao mesmo tempo, prestes a ruir de forma catastrófica. E assim foi.

Na segunda temporada, Hannibal é obrigado a alterar o seu comportamento. Inicialmente, mostra-se extraordinariamente sereno – igual a si mesmo – mas as ameaças perpetradas contra a sua máscara tornam-no cada vez mais intranquilo e, surpreendentemente, ainda mais cínico e calculista. Já perto do fim, e após um sinistro bromance com Will Graham, o disfarce cai, a visceralidade adensa-se, a desumanidade atinge níveis impensáveis. Nesse momento, não há mais nada a fazer senão ficar de boca aberta por tempo indefinido. Não só pela transformação apoteótica do personagem mas também porque, apesar de tudo, é humanamente impossível não sentir empatia pelo Hannibal Lecter de Mikkelsen. E é por isso que estamos na presença de um dos melhores personagens do ano que passou. (Daniel Rodrigues)

 

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#9 – Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor) | Gotham

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Em “Gotham”, Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor) é um ponto forte numa série com várias lacunas. Esta personagem destaca-se pelo sangue frio e a frieza com que aborda vários acontecimentos que se deparam no seu caminho. Envolvido numa guerra de poder entre Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), Carmine Falcone (John Doman) e Sal Maroni (David Zayas), Oswald Cobblepot fica na sombra deste tabuleiro de poder. Neste campo Oswald Cobblepot joga o seu próprio jogo.

Oswald Cobblepot aparentando ser uma peça deslocada do tabuleiro de poder, que a cada episódio fica mais instável, mostra ter capacidade suficiente para trilhar o seu caminho e se tornar um dos destaques principais de “Gotham”. A maneira como Robin Lord Taylor consegue incorporar todas estas variantes, numa personagem com a magnitude de Oswald Cobblepot, faz com que entre neste Top de personagens da Magazine.HD. (Ruben Pires)

 

# 8 Oberyn Martell (Pedro Pascal) | Game of Thrones

Oberyn Martell

Todos sabemos o quão perigoso é gostar de um personagem em “Game of Thrones” e a história de vingança e o vibrante carisma do Príncipe de Dorne, interpretado por Pedro Pascal, conquistou certamente o coração dos fãs. O resultado? Uma trágica “dor de cabeça” para o popular personagem. Em compensação, Oberyn Martell fica definitivamente imortalizado como um dos melhores personagens da temporada de 2014. (Erica Franco)

 

#7 Rick Grimes (Andrew Lincoln) | The Walking Dead

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O que seria “The Walking Dead” sem o cherife Rick Grimes? Bem, numa única palavra seria mais “Dead” ainda…Rick é a alma desta caminhada mortífera, o símbolo vital dos retornados que foram passar férias ao mundo dos mortos. E quem mais apto do que um vivo quase morto para liderar uma marcha pelas hordas de mortos vivos, senão um homem carismático que fosse capaz de ir até às últimas consequências para salvar a sua família do perigo.

Já vamos na quinta temporada, e Rick tem passado por verdadeiras provações de força, estoicismo, sacríficio. Ao longo deste infindável passeio de gemidos e vómitos, Rick demonstrou várias facetas: um líder nato com objetividade para agir, um pai consumido pela cólera da perda, um ser humano remetido ao silêncio com vontade de mandar a sua vida às urtigas…Mas em todas estas deambulações psicoemocionais, Rick nunca perdeu o norte e conseguiu reagir sempre perante a adversidade.

É por esta capacidade quase metafísica de superação, que Rick Grimes é uma personagem memorável no universo de “The Walking Dead”; o móbil peregrinador que arrasta multidões contra todas as probabilidades. (Miguel Simão)

 

Continuem a acompanhar-nos na escalada que faremos nos próximos dias, até chegarmos ao cimo deste Top. Que acharam das personagens que foram referidas até agora? São bem-vindos a deixar os vossos comentários e opiniões no nosso Facebook.

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