Planeta dos Macacos: A Guerra, em análise

A jornada de Caesar chega ao fim num emocional e violento filme realizado por Matt Reeves. Planeta dos Macacos: A Guerra é sombrio e mostra os macacos como nunca antes foram vistos.

A obra começa com uma breve introdução que viaja pelos primeiros dois títulos. Depois de fugirem e começarem a criar uma vida pacifícica, o grupo liderado por Caesar (Andy Serkis) tem agora de enfrentar uma unidade militar especial (liderada por Woody Harrelson), cujo único objetivo é o de exterminar todos os macacos sem qualquer piedade.

planeta dos macacos a guerra

Mais do que um “Planeta dos Macacos”, este é um filme de guerra. Os humanos estão mais determinados do que nunca e para apanhar o inimigo usam não só novas técnicas como outros macacos – os “burros”, despindo os animais da sua identidade, tornando-os em meros objetos. A crueldade humana nunca foi tão grande, mesmo contra si mesma. Tudo piora quando descoberta uma nova mutação do vírus que os fãs do filme original de 1968 vão reconhecer. A procura pela raça perfeita continua mas pode estar a chegar ao fim.


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Do outro lado, encontramos Caesar e a sua família. Os macacos continuam na sua procura pela paz. Porém, estão mais preparados do que nunca para uma guerra que sabem ir chegar mais tarde ou mais cedo. Eles possuem um exército seu, usando armas e outros apetrechos deixados pelos humanos, enquanto enviam scouts à procura de uma nova casa, longe de toda a confusão. Contudo, a sua vida pacífica está prestes a desaparecer.

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Depois de algo terrível acontecer ao protagonista, ele envia a sua família para longe enquanto procura por vingança. Sim, o bondoso Caesar transforma-se completamente e mergulha numa raiva incontrolável que chega mesmo a lembrar Koba. Ele é de longe o elemento mais interessante do filme e a sua evolução leva a um desfecho interessante.

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Os macacos são afinal o que de mais interessante há neste universo. Enquanto personagens são símbolo das minorias e do modo como os humanos destroem tudo o que aparentemente se opõe à sua forma de vida. É com eles que passamos a maioria do tempo e apesar de poucos falarem verbalmente, os seus gestos e as suas expressões traduzem na perfeição os seus sentimentos de amor, ódio e confusão. Isto deve-se ao facto de existir um guião cuidado mas também de ser agora possível transformar grandes atores em criaturas realistas e cujo olhar, em especial, leva o espectador a compreender os seus desejos e receios. De parabéns está o motion capture e o incrível trabalho de Serkis e da sua equipa.

A banda sonora é outro elemento que faz deste um filme a não perder. Demarco uma sequência em que nenhuma palavra é proferida, no entanto, é criada tensão através da fotografia (do trabalho de sombras) e da música arrepiante composta por Michael Giacchino. Sabemos que algo terrível está prestes a acontecer mas existe uma demora, um mistério, que nos cola ao ecrã.

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TRAILER | MERGULHA NA GUERRA DE PLANETA DOS MACACOS

Em suma, o último capítulo de “Planeta dos Macacos” acaba por ser o mais interessante dos três e é aconselhável dares uma vista de olhos pelos primeiros. Se nunca viste as prequelas vais ter alguma dificuldade em compreender parte da narrativa, especialmente devido à quase inexistente exposição. Se já conheces os filmes anteriores, vale a pena revê-los para relembrares detalhes importantes e poderes apreciar este filme como a parte final de uma grande história.

Qual a tua opinião? Conseguiu “A Guerra” surpreender-te? Se ainda não conheces, ficaste com vontade de conhecer o original?

Planeta dos Macacos: A Guerra, em análise
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Movie title: War of the Planet of the Apes

Director(s): Matt Reeves

Actor(s): Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Karin Konoval, Amiah Miller, Terry Notary

Genre: Ação, Aventura, Drama

  • Ângela Costa - 71
  • Cláudio Alves - 78
  • Rui Ribeiro - 80
  • Daniel Rodrigues - 80
77

CONCLUSÃO

Este é o final de uma grande história que nos leva a pensar na nossa própria existência e naquilo que nos espera no futuro.
O MELHOR: A emoção e realismo que transparece dos macacos e a evolução de Caesar.
O PIOR: O início da narrativa é um pouco lento.

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Sobre Ângela Costa

Mestre em Cinema pela Universidade da Beira-Interior e apaixonada por cinema japonês e videojogos!