Ethan Hawke e Julie Delpy em "Antes do Amanhecer" (1995) |©Columbia Pictures/Sony Pictures Entertainment

20 Filmes para Ver Acompanhado no Dia dos Namorados

Se tens planos românticos para o dia de S. Valentim com a tua cara metade no sofá, temos para ti 20 Filmes para Ver Acompanhado no Dia dos Namorados.

Quando o amor está verdadeiramente no ar, que melhor solução existe do que aninhares-te no sofá com a tua metade e apreciares um romance digno de S. Valentim?

 

UM CORAÇÃO SELVAGEM (1990)

Lula e Sailor escapam a todas as tentativas de separação que a mãe de Lula engenha. Contra tudo e todos, fazem-se à estrada e, com uma enorme dose de paixão e outra ainda maior de loucura, conseguem que o seu amor perdure. Um clássico do mestre David Lynch que eternizou a frase “this whole world is wild at heart and weird on top”.




JOSÉ E PILAR (2010)

Este não é um filme sobre José Saramago, o Nobel, nem tampouco sobre José, o homem. Esta é uma equação mais complexa, e a incógnita de José é acompanhada perpetuamente pela incógnita de Pilar – esta é uma história de amor. Quando José chama por Pilar, o que acontece recorrentemente e em contextos vários, a sua própria voz, a entoação, a mão que procura  a outra (às vezes cegamente, no meio da multidão), parecem declarações eternas. E quando terminou o seu último livro, a custo e já combatendo o iminente desfecho que teria a sua vida, José dedicou-o, como sempre: “A Pilar que não deixou que eu morresse”.




A DAMA E O VAGABUNDO (1955)

Por vezes, o dia de S. Valentim já não pode ser passado a dois por excelentes motivos: mas os “acrescentos” à família não têm de ser um impedimento para uma noite verdadeiramente romântica. Se não quer deixar a oportunidade de mergulhar numa paixão cinematográfica mas não quer deixar os filhos de fora – ou se simplesmente não resiste a um bom e velho arrebatamento canino – porque não revisitar “A Dama e o Vagabundo? O amor visto pelo olhar dos nossos melhores amigos é, por ventura, o filme mais romântico da gigante Disney e um verdadeiro clássico que vai garantir um S. Valentim abençoado pela sétima arte.




NOIVOS SANGRENTOS (1973)

Porque Terrence Malick torna qualquer lista cinematográfica mais bela, a nossa sugestão para este S. Valentim passa, como não podia deixar de ser, pelo inesquecível “Noivos Sangrentos. No enredo, seguimos uma adolescente bastante impressionável de uma cidade do interior e o seu namorado rebelde e mais velho que embarcam numa jornada de matança nas terras áridas de Dakota do Sul. Assombroso, poético e a primeira obra-de-arte de Malick.




NÃO DIGAS NADA (1989)

Mas quando procuram “gesto romântico” no dicionário não está lá uma fotografia do John Cusack, no meio da rua, com um rádio nas mãos a tocar “In Your Eyes” de Peter Gabriel?




O DIÁRIO DA NOSSA PAIXÃO (2004)

O peso do cliché abateu-se sobre nós e não conseguimos resistir: só aquele beijo icónico de “O Diário da Nossa Paixão merecia estar nesta lista sozinho. Pronto, já o dissemos! Baseado no best-seller de Nicholas Sparks, Ryan Gosling e Rachel McAdams são os passarinhos que nos fazem acreditar na inevitabilidade do Amor. Pelo sim pelo não, mantenham os lenços à mão de semear.




ANTES DO AMANHECER/ANOITECER/MEIA-NOITE (1995,2004,2013)

Esta trilogia é das peças mais preciosas que o mundo do cinema teve o prazer de receber. É uma verdadeira relação a longo-prazo, uma história intemporal e genuína de um relacionamento entre duas personagens que passam fases tão reais como o próprio envelhecimento natural dos seus actores. É um belo compromisso em todos os sentidos, tanto na narrativa como na própria produção do filme. Uma fascinante ode ao Amor.




GARDEN STATE (2004)

Aviso à navegação: a banda-sonora de “Garden State pode induzir uma paixão intensa. Zach Braff realiza e protagoniza enquanto um ator que regressa a casa por ocasião da morte da mãe quando conhece Sam, que vem a descobrir ser “a manteiga da sua torrada”. Com dose certa de banda sonora maravilhosa, frases que ficam cravadas na mente e uma ansiedade inerente à paixão juvenil, “Garden State faz uma observação informada e informativa sobre a passividade que a entrada na idade adulta propicia uma vez que descobrimos que encontrar um propósito e significado verdadeiros para a vida pode não ser assim tão fácil.



WALL-E (2008)

A cada novo filme a Pixar volta a provar uma e outra vez porque é… a Pixar. Seja a animar um grupo de bonecos no quarto de um rapaz em dias de escola ou a levar um velhote numa viagem de balões às cataratas do Paraíso ou a dar corpo às emoções que habitam a nossa cabeça, o gigante do grupo Disney consegue sempre tocar o nosso coração. Por isso não foi com estranheza alguma que nos lembrámos imediatamente de “Wall-E” para a nossa lista – uma ode ao amor e companheirismo que move montanhas e restabelece o equilíbrio perdido, num filme adulto, simples, profundamente divertido e sensível que nos deixa sempre de coração quente. E quem diria que dois robôs apaixonados poderiam restaurar a nossa esperança na humanidade?




TITANIC (1997)

Já todos sabemos que as coisas não acabam bem para Rose e Jack, mas a história do seu amor tornou-se verdadeiramente imortal e um marco determinante no Cinema Romântico moderno. We’ll never let go!




ASSASSINOS NATOS (1994)

Se procuras um serão mais animado e politicamente incorreto, esta é a sugestão certa para ti! Em “Assassinos Natos”, Woody Harrelson e Juliette Lewis apaixonam-se, matam pessoas, matam mais pessoas, apaixonam-se um pouco mais, tornam-se celebridades criminosas, amam-se loucamente e é tudo muito violento, retorcido mas… romântico… à sua maneira!




NO MESMO TOM (2006)

Antes da euforia (merecida) da mais recente versão de “Assim Nasce uma Estrela, foi lançado um musical dos dias modernos tão ou mais enternecedor. É uma verdadeira pérola romântica que segue a história entre um músico de rua e uma imigrante que se conhecem numa semana em Dublin. Descobrem-se um ao outro e cantam canções de amor que jamais esqueceremos.




A PRINCESA PROMETIDA (1987)

Há muito, muito tempo, quando o género de fantasia não era somente dominado por miúdos franzinos no topo dos maiores inventos tecnológicos ou homens barbudos preparados para as batalhas das suas vidas, houve um tempo em que esta excelsa classe cinematográfica se permitia a coexistir com expressões de graça, leveza, humor e romance. O clássico apaixonante de Rob Reiner é o expoente máximo dessa manifestação e um dos incontornáveis “filmes de S. Valentim” para qualquer geração.




NOTTING HILL (1999)

É daqueles filmes que está na linha ténue entre uma boa comédia romântica e um guilty pleasure. Mas a verdade é que é impossível resistir aos encantos de Anna e William. A clássica história de amor onde colidem dois mundos diferentes que se completam de forma quase natural, com uma pitada do humor britânico e a cidade de Londres como palco. Poderíamos pedir mais?




10 COISAS QUE ODEIO EM TI (1999)

Qualquer desculpa para voltar a ver Heath Ledger no ecrã é uma boa desculpa, mas ela torna-se excecional se falarmos de um visionamento planeado de “10 Coisas que Odeio em Ti”, a brilhante comédia juvenil que representa uma reinvenção moderna de “A Fera Amansada” de William Shakespeare. Relevante como quando foi lançado e com um elenco pejado de charme (onde além de Ledger se contam Julia Stiles e Joseph Gordon-Levitt), “10 Coisas que Odeio em Ti” é uma paragem obrigatória neste S. Valentim.




AMOR DE IMPROVISO (2017)

“Epá… provavelmente não me lembrava deste, mas até foi bem pensado”. Lá está caros amigos. Esta deliciosa comédia romântica baseia-se no romance real entre o comediante (e estrela do filme) Kumail Nanjiani e a sua esposa, Emily Gordon. Desde muito cedo no relacionamento incerto, Emily é diagnosticada com uma estranha doença e Kumail deve descobrir onde se encaixava sua vida. Abrindo o peito às balas e assumindo a promessa de fazer rir tanto quanto faz chorar, “Amor de Improviso” eleva-se como uma das mais experiências confusas – na aceção mais gloriosa do termo – hilariantes e sensatas do império das comédias românticas do passado recente.




EMBRIAGADO DE AMOR (2002)

É, facilmente, o filme mais estranho da obra de Paul Thomas Anderson – e por estranho queremos dizer inesperado, cómico e profundamente tocante de uma forma manifestamente diferente de todos os seus filmes precedentes e subsequentes. Com Adam Sandler na proa, “Embriagado de Amor” é um esguicho de cor no portefólio do realizador, ainda que seja continuamente ofuscado pelos seus trabalhos mais dramático e negro, funcionando também como um inequívoco ponto brilhante e uma surpreendente ocasião de redenção para Sandler. Peculiar – na melhor medida do termo.




UM AMOR INEVITÁVEL (1989)

É claro que um dos maiores golden standards da comédia romântica não podia ficar omisso na nossa lista: com um argumento de Nora Ephron e a infecciosa química de Billy Crystal e Meg Ryan, “Um Amor Inevitável” examina a natureza das relações mais ou menos platónicas que podem existir entre homens e mulher. Mas para resumir bem resumindo: é a comédia romântica que todas as comédias românticas querem ser. “I’ll have what they’re having“.




MOONRISE KINGDOM (2012)

É difícil encontrar adjetivos suficientemente dignos para descrever esta obra de arte. Wes Anderson apresenta-nos um amor juvenil protagonizado por Susy e Sam, cujo amor louco não é bem aceite e, por isso decidem fugir em conjunto. Estilizado e calculado ao pormenor, não perde sentimento por isso e rendemo-nos a esta chama de duas crianças de 12 anos como nos renderíamos a outra fábula de amor.




ASSIM É O AMOR (2011)

A sinopse pode não gritar propriamente “romance assolapado”, mas são talvez estas relíquias inesperadas que mais acabam por fazer o nosso coração bater depressa. O retrato autobiográfico de Mike Mills segue a história de Oliver (Ewan McGregor) como um homem solitário, sem sorte no amor, que descobre que o pai – idoso e doente – é gay. Ao mesmo tempo que vê o pai abraçar finalmente o seu verdadeiro “eu”, Oliver acaba também por se encontrar em Anna (Mélanie Laurent). Mergulhando sem medos no oceano do romance moderno, “Assim é o Amor” oferece uma visão abrangente, intergeracional e tolerante do Amor.

 

Qual vai ser a tua escolha para este dia dos namorados?

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

Catarina Oliveira has 1455 posts and counting. See all posts by Catarina Oliveira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.