7 Coisas que (possivelmente) Não Sabias sobre Crimson Peak

 

Crimson Peak, o romance gótico de terror de Guillermo del Toro era um dos filmes mais antecipados do outono e, entretanto, já estreou entre nós. Aproveitamos a nova chegada às salas para explorar alguns segredos sobre a mais recente produção do icónico realizador mexicano.

 

1. Inspirações clássicas imensas

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Guillermo del Toro e Matthew Robbins admitiram ter várias inspirações na escrita do argumento de Crimson Peak, incluindo os romances “Wuthering Heights” e “Jane Eyre” de Charlotte Brontë, “Great Expectations” de Charles Dickens e “Uncle Silas” de Joseph Sheridan Le Fanu.

 

2. Um elenco diferente

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Benedict Cumberbatch e Emma Stone foram os atores originalmente selecionados para os papéis de Thomas Sharpe e Edith Cushing, no entanto, ambos tiveram de abandonar o projeto por conflitos de agenda. Tom Hiddleston e Mia Wasikowska foram as segundas escolhas de del Toro para os papéis. Jessica Chastain foi a única atriz mantida desde o início, já que del Toro lhe apresentou o argumento depois de trabalharem juntos em Mamã (2013) e a própria atriz pediu para interpretar o papel de Lucille, o que foi aceite pelo realizador mexicano.

 

3. Segredos bem guardados

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Guillermo del Toro escreveu e deu a cada um dos atores principais uma biografia específica sobre os seus personagens com toda a informação e histórias necessárias até ao ponto em que os conhecemos no filme – desde a data de nascimento, à cor favorita ou ao que gostam de comer. A parte mais interessante do processo é que cada uma das biografias contém informação específica e secreta que del Toro pediu que não fosse partilhada com ninguém. “Por vezes digo para não o partilharem de todo, noutras ocasiões digo que podem partilhar uma parte, mas cada biografia tem algo que é o seu segredo – aquele que não devem partilhar com absolutamente ninguém. Eles sabem certas coisas uns sobre os outros, mas não dei as biografias de uns a outros“.

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4. Mansão bem real

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A imponente mansão de Allerdale Hall foi construída totalmente e de raíz nos estúdios da Pinewood Toronto, ao longo de seis meses. A propriedade dos Sharpe incluía um elevador e várias lareiras que funcionavam, e todos os quartos e salas estavam ligados entre si por extensos e largos corredores que permitiam a movimentação natural das câmaras. O único espaço que não era diretamente ligado a todos os outros era o quarto principal de Edith e Thomas. O realizador Guillermo del Toro admitiu que este foi o melhor e mais detalhado set em que já trabalhou.

 

5. Mobília dinâmica

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Algumas das peças de mobília criadas para o filme foram construídas em dois tamanhos – um mais pequeno e outro maior. Estas duas versões eram utilizadas alternadamente de acordo com o estado de espírito das personagens. Por exemplo, se o personagem se sentisse fraco e abatido, seria usado o modelo maior para melhor demarcar a sua debilidade.

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6. Medo & borboletas

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A noção de medo e o motivo das traças vs. borboletas são largamente discutidos no filme mas estão também presentes em muitos elementos de design da própria casa, como por exemplo, no papel de parede da mesma. A relação entre as traças e as borboletas sempre fascinou del Toro e resolveu utilizar este mecanismo para melhor explorar as diferenças entre as suas personagens femininas – Edith e Lucille.

 

7. Red is the scariest color

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Há algo de muito diferente nos fantasmas de Crimson Peak que os afasta ligeiramente daquilo a que estamos habituados a ver – e esta não foi apenas uma decisão estilística para os exaltar perante os outros. “Senti que era importante que os fantasmas tivessem uma aparência única e escolhi dar-lhes cor de uma forma que nunca tinha sido feita. Mas isto tem uma história… depois de M. R. James morrer, encontraram alguns papéis soltos dele onde estava o rascunho de uma história que parecia bastante autobiográfica, porque todo o ambiente era muito semelhante à infância dele. Nesse rascunho ele falava de um fantasma que tinha visto por detrás de uma porta de madeira – e foi a única vez em que não descreveu um fantasma da forma tradicional – ele descreveu-o com características muito mais humanas e com uma cor forte e rosada. Isso marcou-me muito“. M.R. James criou várias das mais influentes e conhecidas histórias de fantasmas da literatura, e del Toro é grande conhecedor de toda esta tradição – onde também é, inclusive, um contribuidor. No entanto, e além das referências de James e outras histórias tradicionais, del Toro oferece ainda uma outra explicação lógica para o look avermelhado dos seus mortos: “os fantasmas estão enterrados em argila e pensei que era interessante tratá-los no mesmo esquema de cores. A casa é construída por cima de minas de argila, e a argila é de um vermelho bastante forte. Por isso representa o único vermelho do filme, e cada pessoa que usa um pouco de vermelho está diretamente relacionado com a medida em que está relacionado com fantasmas“.

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Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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