São inúmeras as discussões acerca da relevância das cenas de abertura, mas nós na Magazine.HD não entramos na conversa. Apenas te mostramos as melhores sequências e deixamos a questão para ti.
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Iniciar uma longa-metragem nem sempre é a tarefa mais fácil para um realizador. Despender imenso tempo em construir uma sequência atrativa ou optar por uma cena que não prenda de início o público corresponde a um dilema que os cineastas se debatem nos seus projetos.
Não é necessário que as sequências de abertura captem a audiência desde o início, por vezes, uma simples cena mostrar um plano geral pode ser o necessário para abrir um filme e causar “impressão” nos espetadores.
De seguida, apresentamos-te as consideradas melhores cenas de abertura do cinema, ou seja, as sequências que se destacam não só pela sua espetacularidade, pela carta de apresentação do filme e pela sua apresentação do contexto cultural e social.
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The Shining (1980)

Nunca uma simples viagem de carro causou tantos arrepios. Stanley Kubrick começa a sua obra de arte The Shining com panorâmicas de montanhas, florestas e uma estrada solitária, elementos que em qualquer outro filme não teriam causado grande impacto. No entanto, os sons quase “fantasmagóricos” tornam a paisagem desolada, aparentemente inocente, num ambiente sinistro, fazendo transparecer a sensação de que algo terrível aguarda os passageiros no final da estrada.
A forma como Kubrick torna uma viagem de carro do protagonista Jack Torrance para o Overlook Hotel numa das montagens mais assustadoras do cinema mostra a importância que uma cena de abertura tem.
Laranja Mecânica (1971)

A cena de abertura de Laranja Mecânica indica perfeitamente o tom do filme. Stanley Kubrick inicia a sua longa-metragem inicia com a comum comparação de inocentes a serem “desviados” pelo mal: as três personagens que aparecem primeiramente estão vestidos de branco para tentar espelhar a sua inocência que contrasta com as suas expressões faciais.
A sequência inicia com a versão eletrónica de Music for the Funeral of Queen Mary, de Wendy Carlos, a tocar e vemos um plano aproximado da cara do jovem que está a encarar a câmara. De seguida o plano distancia-se e observamos Alex e os seus amigos a beberem leite com os seus pés em modelos nuas.
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Sacanas Sem Lei (2009)

A sequência de abertura de Sacanas sem Lei não se marca pela brutalidade e violência características dos filmes de Tarantino. Muito pelo contrário.
A longa-metragem começa com um interrogatório desempenhado de forma educada, marcado pela inteligência e paciência das personagens. É uma cena com um diálogo pesado, no qual cada palavra aumenta a tensão. Christoph Waltz é Hans Landa um Nazi que questiona um agricultor francês acerca dos rumores que ele está a esconder uma família de judeus. Para aumentar a tensão é-nos apresentada a suposta família escondida debaixo das tábuas do chão.
A cena tem 15 minutos mas a intensidade mantém-se ao longo da mesma, o que mostra as competências de Quentin Tarantino, tanto na realização como no argumento.
A Máscara do Demónio (1960)

Mario Bava é o mestre da criação de ambiente das longas-metragem e A Máscara do Demónio é o exemplo perfeito, uma vez que assusta desde o início e coloca as expectativas altas para o resto do filme.
Na abertura da longa-metragem, estamos no meio de uma floresta, num dia de nevoeiro, da Era Medieval. Está a decorrer um ritual, no qual uma bruxa é condenada à morte. Antes de ser queimada, o carrasco coloca uma máscara de metal cheia de picos no rosto da bruxa e martela.
O filme é filmado a preto e branco, o que o torna ainda mais assustador. Esta sequência torna-se extremamente brutal porque Bava usa o subjective shot, o que cria a sensação de que é o espectador que tem a máscara e está a sofrer as marteladas.
Concordas com as nossas escolhas? Não percas a próxima parte!

