© Lucasfilm (Editado por Vitor Carvalho, © MHD)

Nos bastidores de Star Wars, entre os escombros de um legado despedaçado, as decisões mais cruciais são frequentemente as que menos se sentem.

Para os fãs do universo Star Wars, a trilogia mais recente deixou uma série de questões por responder. Entre os filmes, existem lacunas temporais significativas – espaços sombrios onde acontecimentos cruciais tomam forma longe dos holofotes do grande ecrã. Um desses mistérios, que agora começa finalmente a ser desvendado, prende-se com o período imediatamente após “Star Wars: Os Últimos Jedi” (Disney+), quando Ben Solo, o autoproclamado Kylo Ren, se viu subitamente com o caminho livre para o poder supremo da Primeira Ordem.

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Como Kylo Ren se tornou no líder supremo

Star Wars Kylo Ren
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Finalmente, revelaram o momento crucial em que Kylo Ren assumiu o controlo total da Primeira Ordem. Na primeira edição da banda desenhada “Star Wars: Legacy of Vader“, escrita por Charles Soule e ilustrada por Luke Ross, testemunhamos o regresso de Kylo ao seu Star Destroyer, “Finalizer”, depois do intenso duelo com Rey em “Star Wars: Os Últimos Jedi”.

Num ato tão simbólico quanto macabro, Kylo Ren solidifica a sua posição como novo líder ao pegar em duas caixas contendo as duas metades do corpo seccionado de Snoke e lançá-las para o espaço, perante o olhar atónito dos stormtroopers que testemunhavam aquele momento histórico. A sua justificação para a morte do antigo Líder Supremo? Culpa a Resistência, afirmando que Rey assassinou Snoke – uma mentira que os fãs reconhecem imediatamente, sabendo que foi o próprio Kylo quem cometeu o regicídio.

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Este gesto brutal de Kylo simboliza a sua filosofia pessoal – “deixa o passado morrer” – e estabelece o tom para o seu caótico reinado. O contraste entre este acto íntimo de usurpação e as grandiosas cerimónias de poder que caracterizavam o Império é revelador da sua inexperiência como líder, assim como da natureza impulsiva das suas acções.

O percurso conturbado do neto de Vader

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A ascensão de Kylo Ren ao poder é tão fascinante quanto reveladora do seu carácter contraditório. Logo após assumir o título de Líder Supremo, a primeira acção de Kylo é perguntar ao General Hux como Snoke geria a vertente militar da Primeira Ordem – uma clara demonstração da sua insegurança e falta de preparação para a posição que acabou de usurpar.

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Quando Hux lhe relembra que, como novo líder, pode fazer o que quiser, o pedido de Kylo é surpreendentemente superficial: a construção de um trono. Este momento encapsula a sua vaidade e o seu enorme ego, características que definem a sua abordagem à liderança. Kylo não está verdadeiramente preocupado com a governação, mas sim obcecado com os símbolos externos do poder e com a afirmação da sua autoridade.

A relação tensa entre Kylo e Hux torna-se ainda mais complexa com esta mudança na hierarquia. Hux, que teve a oportunidade de eliminar Kylo enquanto este estava inconsciente após a morte de Snoke, agora vê-se forçado a submeter-se à autoridade do seu rival. Esta dinâmica, pontuada pelo abuso constante de poder por parte de Kylo, será crucial para compreender a eventual traição de Hux, que se torna num espião da Resistência – um desenvolvimento que nunca é completamente explicado em “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” (Disney+).

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Qual pensas ser o aspeto mais intrigante da jornada de Kylo Ren? A sua ascensão meteórica ao poder ou o seu eventual regresso ao lado luminoso da Força? Partilha nos comentários a tua perspetiva.


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