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Chegaram más notícias para quem anda de Uber e Bolt

A mobilidade urbana em Lisboa entra numa nova fase com o acordo firmado entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Uber e a Bolt, que prevê restrições à circulação e operação destas plataformas em várias zonas da cidade. A medida, anunciada a 27 de março, pretende reorganizar o trânsito e melhorar a convivência entre diferentes meios de transporte.

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O novo protocolo estabelece mudanças significativas na forma como estas plataformas operam na capital. Em primeiro lugar, passam a existir zonas onde deixa de ser permitido iniciar ou terminar viagens.

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Além disso, o acordo introduz locais específicos para recolha e largada de passageiros, promovendo uma maior organização do espaço urbano. Ao mesmo tempo, reforça-se a necessidade de cumprimento rigoroso do Código da Estrada, um dos pontos frequentemente criticados por moradores e condutores.

Zonas vermelhas e impacto no centro da cidade

Entre as principais novidades destacam-se as chamadas “zonas vermelhas”, que abrangem algumas das artérias mais movimentadas de Lisboa. Nestes locais, motoristas da Uber e da Bolt ficam impedidos de iniciar ou terminar viagens, o que poderá alterar significativamente os hábitos de utilização.

Entre as áreas incluídas encontram-se a Avenida da Liberdade, a Avenida da República e a Rua do Ouro, bem como outras zonas de elevada circulação. Com esta medida, a autarquia pretende reduzir o trânsito em locais críticos e preservar áreas históricas.

Por outro lado, a restrição também se estende a corredores BUS e zonas de grande afluência turística, onde a circulação destes veículos tem sido particularmente intensa.

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Zonas azuis trazem alternativa organizada

Em contrapartida, o município vai criar as chamadas “zonas azuis”, destinadas especificamente à recolha e largada de passageiros. Este modelo segue o exemplo já aplicado no Aeroporto de Lisboa.

Locais como a Praça do Império, a Estação do Oriente e o Campo das Cebolas passam a contar com espaços dedicados, facilitando o embarque e desembarque de passageiros sem perturbar o trânsito.

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Regras mais apertadas

Outro eixo importante do acordo prende-se com o reforço das regras de circulação. As plataformas comprometem-se a promover o cumprimento de normas como a proibição de paragens em segunda fila, o respeito pelas passadeiras e a não utilização indevida de vias BUS.

Paralelamente, o protocolo estabelece metas ambiciosas para a transição energética. Até ao final de 2026, 60% da frota deverá ser composta por veículos elétricos, com o objetivo de atingir os 100% até 2030. Atualmente, cerca de 43% dos veículos TVDE em Portugal já são elétricos, o que demonstra uma evolução significativa.

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Qual é o objetivo?

Segundo o presidente da autarquia, Carlos Moedas, o objetivo passa por garantir uma melhor convivência entre todos os utilizadores da cidade e assegurar maior fluidez no trânsito.

Assim, este acordo representa uma mudança estrutural na mobilidade em Lisboa, procurando responder aos desafios de uma cidade cada vez mais turística e movimentada. Entre restrições e novas soluções, o futuro da circulação urbana na capital portuguesa começa agora a ganhar uma nova forma.

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