“La Casa de Papel” é uma série televisiva espanhola criada por Álex Pina que mistura drama, crime e thriller policial. A narrativa acompanha dois assaltos cuidadosamente planeados pela personagem “El Professor” (Álvaro Morte): o primeiro à Casa da Moeda Real de Espanha e o segundo ao Banco de Espanha. Ao longo das temporadas, a produção tornou-se um fenómeno mundial graças à combinação entre tensão, emoção e personagens marcantes.
Curiosamente, a série foi inicialmente concebida como uma minissérie de 15 episódios, divididos em duas partes. A primeira teria nove episódios e a segunda apenas seis. No entanto, em 2017, o streaming adquiriu os direitos internacionais da produção e reorganizou totalmente o formato de lançamento. A plataforma reduziu a duração dos episódios e dividiu-os em temporadas diferentes para distribuição global. Consequentemente, o sucesso internacional acabou por transformar “La Casa de Papel” num dos maiores fenómenos da história do streaming. A série venceu um Emmy Internacional na categoria de Melhor Drama e acabou prolongada por mais duas temporadas. Ao todo, a produção terminou com 48 episódios, exibidos até dezembro de 2021.
A série “Berlim e a Dama com Arminho” já atingiu o TOP 10 da Netflix
Depois do enorme impacto de “La Casa de Papel”, a Netflix voltou a apostar no universo criado por Álex Pina com “Berlim”. Agora, a nova temporada do spin-off já chegou à plataforma e rapidamente conquistou os espectadores, ao alcançar o primeiro lugar do Top 10 das séries mais vistas da Netflix em vários países, incluindo Portugal. O regresso de Pedro Alonso ao papel de Andrés de Fonollosa, mais conhecido como Berlim, voltou a confirmar a popularidade da personagem junto do público.
“Berlim e a Dama com Arminho” funciona como um spin-off e, ao mesmo tempo, como uma prequela de “La Casa de Papel”. Ou seja, a narrativa decorre antes dos acontecimentos da série original, numa fase em que Berlim ainda liderava alguns dos maiores assaltos da Europa. Assim, a produção explora o passado do criminoso muito antes da sua participação no assalto à Casa da Moeda de Espanha.
Ao contrário do tom mais intenso e claustrofóbico de “La Casa de Papel”, esta nova série aposta numa abordagem mais sofisticada e romântica. Ainda assim, mantém os elementos que transformaram o universo num fenómeno global: grandes assaltos, tensão constante, relações imprevisíveis e planos extremamente elaborados.
Na nova temporada, Berlim e a sua equipa voltam a envolver-se num novo golpe de alto risco. Desta vez, a narrativa aprofunda ainda mais o lado emocional da personagem, explorando relações pessoais, jogos de manipulação e a obsessão pelo controlo. Consequentemente, a série continua a equilibrar thriller criminal com drama romântico, uma das características que mais diferenciou este spin-off da produção original.
Pedro Alonso, Berlim, está de volta para novo spin-off

Pedro Alonso regressa naturalmente ao papel principal. Ao seu lado voltam também as personagens introduzidas no primeiro spin-off, “Berlim e as Joias de Paris”. Assim, Michelle Jenner regressa como Keila, Tristán Ulloa interpreta novamente Damián, Begoña Vargas volta como Cameron, Julio Peña Fernández regressa no papel de Roi e Joel Sánchez continua como Bruce. Além disso, a nova temporada inclui várias referências diretas a “La Casa de Papel”, algo que os fãs aguardavam desde os primeiros episódios.
Entretanto, a narrativa continua a aprofundar a cronologia do universo criado por Álex Pina. Apesar de “Berlim” decorrer antes da série principal, vários detalhes ajudam a estabelecer ligações com personagens e acontecimentos já conhecidos pelo público. Dessa forma, a Netflix continua a expandir gradualmente este universo criminal sem perder a identidade visual e narrativa que tornou a saga tão popular.
A série foi criada por Álex Pina e Esther Martínez Lobato, os mesmos responsáveis por “La Casa de Papel”. Ambos regressam como showrunners e produtores executivos. A realização continua dividida entre vários cineastas ligados à franquia, mantendo a linguagem visual dinâmica, estilizada e cinematográfica que marcou a série original.
Uma nova história antes da despedida da personagem mais popular da saga
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Depois de quase uma década a interpretar uma das personagens mais populares do universo de “La Casa de Papel”, Pedro Alonso prepara-se para encerrar o seu percurso como Berlim. Segundo informações avançadas pela imprensa internacional, a decisão terá surpreendido os criadores da série, que ainda tinham ideias para continuar a explorar a personagem.
De acordo com o What’s on Netflix, Esther Martínez Lobato chegou mesmo a desenvolver vários conceitos para futuros assaltos protagonizados por Berlim em diferentes cidades do mundo. Ainda assim, Pedro Alonso revelou, numa entrevista ao jornal El País, que Álex Pina sempre teve especial cuidado em preservar a coerência entre “La Casa de Papel” e os spin-offs associados ao universo da série. Apesar disso, o ator considera que a história da personagem chegou naturalmente ao fim, encerrando assim um dos capítulos mais marcantes da história recente da Netflix.

