O Parque Papa Francisco recebeu, ao longo de quatro dias, cerca de 330 mil pessoas. De facto, o primeiro fim de semana (20 e 21 de junho) esgotou completamente, com a presença de 200 mil festivaleiros, distribuídos por 100 mil em cada dia. Os cabeças de cartaz, Katy Perry, Linkin Park, Pedro Sampaio e a dupla Calema, contribuíram para a forte afluência de público.
Segundo a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, foi batido o anterior recorde de assistência do festival. Durante a conferência de imprensa, Medina explicou que este aumento da capacidade só foi possível graças à ampliação do recinto em 25 mil metros quadrados, o que permitiu “aumentar 40% os espaços de casas de banho e em 30% as zonas de restauração”. Em comparação, a lotação máxima anunciada para a edição de 2024 era de 80 mil pessoas por dia.
Rock in Rio regressa a Lisboa em 2028
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Antes de tudo, a edição de 2026 termina com um balanço muito positivo por parte de Roberta Medina. A responsável garantiu que a missão para os próximos anos passa pela “valorização de Lisboa e contribuir para posicionar Portugal entre os grandes destinos mundiais de cultura, turismo e entretenimento”.
Embora o público tenha sido maioritariamente português, o festival recebeu visitantes de 127 nacionalidades diferentes. Espanhóis, franceses, brasileiros, alemães, britânicos e italianos estiveram entre as comunidades estrangeiras mais representadas. Ainda assim, os festivaleiros internacionais representaram cerca de 8% do total, um valor que Medina considera “completamente residual”.
Entretanto, o Rock in Rio já confirmou o regresso a Lisboa em 2028. A próxima edição realiza-se nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, mantendo o formato habitual de dois fins de semana e a periodicidade bienal. O objetivo passa agora por superar os números alcançados em 2026.
A 11.ª edição afirmou-se como o maior festival de música do país
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Com o encerramento da edição de 2026, chega o momento de fazer o balanço da 11.ª edição portuguesa do Rock in Rio. Os números confirmam a dimensão do evento, que continua a afirmar-se como um dos maiores festivais de música da Europa. A mudança para o Parque Papa Francisco (Parque Tejo) voltou a revelar-se acertada, sobretudo pela capacidade para receber centenas de milhares de pessoas. Para se ter uma ideia da dimensão do evento, o número total de visitantes equivale a esgotar o MEO Arena mais de 16 vezes.
Apesar do sucesso, os festivaleiros continuam a apontar alguns aspetos a melhorar. Um dos mais referidos foi a falta de zonas de sombra. Ainda assim, quando comparada com a edição anterior, a situação apresentou melhorias, muito devido ao aumento do número de expositores e marcas presentes no recinto, que contribuíram para criar mais áreas de abrigo do sol.
Todavia, segundo um estudo realizado pela Marketest, o público atribuiu ao Rock in Rio a classificação de 8 em 10. Ao mesmo tempo, a plataforma de venda de bilhetes Fever, os participantes deram ao festival uma classificação média de 4,3 em 5 estrelas. Entre os aspetos mais elogiados destacam-se a limpeza do recinto, os pontos de água gratuitos e a qualidade da organização.
Em síntese, a edição deste ano reuniu nomes – além dos cabeça de cartaz – Charlie Puth, Cypress Hill, Pretty Reckless, Kaiser Chiefs, Sepultura, Rod Stewart, Cyndi Lauper, Xutos & Pontapés, 21 Savage e Central CEE.

