©Big Picture Films

“Spider-Man: Brand New Day”, a quarta incursão no universo cinematográfico do Homem-Aranha de Tom Holland, ajuda a preparar uma nova fase da MCU e solidifica este intérprete como o mais versátil a alguma vez vestir o fato.

Lê Também:
Homem-Aranha | Quem é o melhor Peter Parker?

O Spider-Man por excelência com Tom Holland

Por muito bons atores que sejam Tobey Maguire e Andrew Garfield, as suas versões fílmicas do “spidey”, que arrancaram respectivamente em 2002 e 2012, pautaram-se por uma fase menos vibrante na cultura de super-heróis. Um período pré Universo Cinematográfico da Marvel, durante o qual os filmes de super-heróis eram mais esporádicos e sem chegar ao pico de entusiasmo sentido a partir da estreia do primeiro “Avengers”, precisamente em 2012.

Pub

Quando a Marvel chegou aos cinemas em força, os seus direitos andavam espalhados aos sete ventos. Antes de se tornarem o grande gigante dos blockbusters por excelência, haviam cedido os direitos cinematográficos de alguns dos seus títulos mais nobres. Um deles foi precisamente “Homem-Aranha”, vendido em 1999 à Sony. Já a partir de 2015, a Sony reteve os direitos deste herói no cinema mas entrou numa parceria com a Marvel que nos traria finalmente o spidey da MCU.

Brand New Day
©Big Picture Films

O “Homem-Aranha” de Tom Holland, estreado em 2017 com “Spider-Man: Homecoming” abriu um novo capítulo luminoso na Marvel. E se Tobey Maguire protagonizou uma trilogia no início do milénio, e Andrew Garfield dois filmes passado 10 anos, Holland vai já no seu quarto título com este “Spider-Man: Brand New Day” e sem sinal de abrandar.É agora o “Homem-Aranha” mais reconhecível da história do cinema e sem dúvida o mais recorrente.

Pub

Antes deste ” Brand New Day” (2026), o último “Spider-Man”, lançado em 2021, fora “No Way Home”. Este foi facilmente o mais monumental e empolgante capítulo na história recente do Homem-Aranha. Com a presença do multiverso como instrumento narrativo de excelência, o feitiço lançado por Dr. Strange (Benedict Cumberbatch) gerou o caos e trouxe para o mundo do Peter Parker da Marvel o melhor do passado na Sony, unindo histórias.

De No Way Home (2021) a Brand New Day (2026)

De regresso tivemos vilões icónicos como o Green Goblin e, claro, Maguire e Garfield voltaram a interpretar os Homens-Aranha das suas linhas temporais respectivas, gerando euforia nos fãs à medida que os três Peter Parker se reuniram num mesmo filme. O fan service foi incomparável, com os três Peters a trocar segredos sobre as suas teias e histórias de perda e luto.

Pub
Spider-Man 2026
©Big Picture Films

E agora, com a poeira já a assentar, e seguindo um final agridoce que fez com que toda a gente esquecesse a identidade de Peter Parker, inclusive o seu melhor amigo Ned (Jacob Batalon) e a sua namorada MJ (Zendaya), “Spider-Man: Brand New Day” catapulta-nos para uma realidade bem distinta e para um filme com um ritmo incomparavelmente mais lento.

Em “Brand New Day”, não temos verdadeiramente um vilão, mas antes a introdução de uma personagem importantíssima, a qual é fulcral no mundo dos super-heróis mas não integrara ainda a MCU. Para quem queira evitar spoilers, recomendamos parar agora a leitura. Pois esta personagem fulcral é Jean Grey, uma das mutantes mais poderosas do universo X-Men.

Pub

Pouco conflito, mas muito desenvolvimento de personagens

Circulava já na internet há algumas semanas uma fotografia de Sadie Sink como parte do elenco deste novo “Spider-Man”. Ora, tendo em conta a sua fisionomia, com o seu cabelo ruivo vivo, qualquer fã de super-heróis facilmente chegaria à conclusão de que Sink iria interpretar a icónica e poderosa Jean. E assim foi, embora a surpresa tenha ainda assim sido genuína. Na nossa sessão, na antestreia, ouvimos gasps audíveis por parte de muitos membros do público aquando desta revelação.

O mistério de quem está a atormentar Nova Iorque – Jean, em busca da sua irmã – só ocupa, todavia, cerca de metade do tempo do filme. A partir do momento em que sabemos que a figura mistério que está a deixar tudo num reboliço é Jean Grey, o mistério acaba por se evaporar. Jean pode ser instável, mas está longe de ser uma vilã e, por isso, sabemos sempre que “tudo vai ficar bem”.

Pub

Desta forma, falta alguma tensão neste quarto Spider-Man da Marvel, sem a presença de um verdadeiro antagonista. Mas, por outro lado, Jean é importantíssima e o seu surgimento simboliza algo fulcral: os X-Men, que estiveram tanto tempo divorciados da Marvel no cinema, vão finalmente chegar à MCU em peso.

Sim, o Wolverine de Hugh Jackman foi já uma grande presença no último filme do Deadpool, e vários mutantes menores foram introduzidos através deste anti-herói Marvel. Mas agora, com a chegada de Grey, temos uma nova etapa: os X-Men chegarão aos Avengers e serão verdadeiramente integrados na MCU.

Pub

Por outro lado, com a solidão provocada pelo feitiço e a morte recente da tia May, encontramos Peter Parker aqui no seu ponto mais vulnerável e “Brand New Day” dedica muito tempo à caracterização desta personagem e ao estabelecimento de relações com os seus amigos e aliados. É, aliás, aqui que reside a alma do filme.

Sem grandes cenas de destruição da metrópole e com a introdução de uma antagonista que é também uma heroína, “Spider- Man: Brand New Day” pode pecar por alguma falta de grandes momentos dramáticos, mas vence na consolidação de Tom Holland como o spidey mais aprofundado e cimentado do cinema.

Pub

E claro, “Brand New Day” pode já ser visto nos cinemas e, ainda em 2026, há um novo capítulo de Avengers a não perder!

Spider-Man: Brand New Day, análise

Conclusão

Pub

Na marca do seu quarto filme, o Homem-Aranha de Tom Holland é mais maduro e merece um desenvolvimento de personagem nunca antes atingido na sua já longa história no cinema do século XXI.

Overall
7/10
7/10
Sending
User Review
0 (0 votes)

About The Author


Leave a Reply