Durante séculos, os eclipses solares despertaram fascínio, medo e muitas histórias. Afinal, ver o Sol desaparecer parcialmente durante o dia parecia, durante muito tempo, impossível de explicar. No entanto, 12 de agosto de 2026 marca uma ocasião especial para Portugal, que vai assistir a um eclipse solar visível em todo o território, embora apenas uma pequena zona do nordeste continental fique dentro da faixa de totalidade.
Segundo a NASA, a fase parcial começa ao final da tarde e os horários variam consoante a localização. Em Portugal, os horários variam consoante a localização e, por isso, quem quiser acompanhar o fenómeno deve consultar os horários específicos da sua região.
Quais são os mitos mais famosos associados a um Eclipse Solar?
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O primeiro eclipse registado pela humanidade poderá datar de 3340 a.C. e foi encontrado no Monumento Megalítico de Loughcrew, na Irlanda. No entanto, apesar de os eclipses terem contribuído para avanços científicos fundamentais – confirmando, por exemplo, a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein -, o fenómeno também alimentou, durante milénios, mitos e crenças sobre o que acontecia quando o Sol desaparecia temporariamente do céu.
Durante séculos, as diferentes civilizações associaram este fenómeno astronómico a presságios, criaturas sobrenaturais e até acontecimentos catastróficos. Ainda hoje, algumas dessas crenças continuam a circular, sobretudo nas redes sociais.
As grávidas não devem sair de casa durante um eclipse? É falso
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Um dos mitos mais antigos associados aos eclipses envolve as mulheres grávidas. Em várias culturas, estas mulheres receberam recomendações para permanecerem dentro de casa durante o fenómeno, devido à crença de que a exposição ao eclipse poderia provocar problemas na gravidez ou afetar o bebé.
Contudo, não existe fundamento científico para afirmar que uma grávida tenha de permanecer em casa durante um eclipse solar. O verdadeiro perigo, aliás, está em olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. Assim, as grávidas podem acompanhar o fenómeno, desde que utilizem proteção ocular apropriada.
Um eclipse provoca sismos ou erupções vulcânicas? É falso
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Outro mito relaciona os eclipses com grandes acontecimentos geológicos. Ao longo da história, algumas pessoas interpretaram estes fenómenos como sinais de que a Terra iria sofrer terramotos, erupções vulcânicas ou outras catástrofes.
No entanto, não existe uma relação causal comprovada entre eclipses solares e sismos ou erupções vulcânicas. Embora a Lua exerça efeitos gravitacionais sobre a Terra, isso não significa que um eclipse consiga desencadear uma catástrofe geológica. Desta forma, o eclipse de 12 de agosto não constitui um aviso de que Portugal esteja prestes a enfrentar um grande sismo ou uma erupção vulcânica.
Um eclipse é um presságio de acontecimentos negativos?
Durante séculos, muitas sociedades olharam para os eclipses como sinais de acontecimentos importantes. Além disso, algumas culturas interpretaram o desaparecimento temporário do Sol como uma ameaça sobrenatural. Dragões, demónios e outros animais surgem precisamente nessas histórias. Em diferentes tradições, uma criatura ou entidade sobrenatural seria responsável por atacar ou engolir o Sol, explicando assim a escuridão inesperada que surgia durante o dia.
Hoje, porém, sabemos que um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia a luz solar em determinadas regiões. Assim, embora os dragões e os demónios façam parte do imaginário associado aos eclipses, não existe qualquer evidência científica de que o fenómeno anuncie acontecimentos negativos.
Fazer anos durante um eclipse significa alguma coisa?
Outro tipo de superstição relaciona o eclipse com acontecimentos pessoais. Assim, algumas crenças defendem que nascer ou fazer anos durante um eclipse pode ter um significado especial ou anunciar mudanças importantes na vida.
No entanto, não existe qualquer evidência científica de que fazer anos durante um eclipse determine o futuro de uma pessoa. O mesmo acontece com outras interpretações astrológicas ou supersticiosas que atribuem ao fenómeno poderes especiais sobre acontecimentos individuais.
O dragão comilão é outro mito associado a um Eclipse Solar
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Por volta de 1200 a.C., escribas de Anyang, na China, registaram eclipses em omoplatas de bois e carapaças de tartarugas. Nesses registos, os escribas apontaram: “O Sol foi comido.” Na verdade, durante milénios, os chineses acreditaram que um dragão era responsável por comer o Sol durante o fenómeno que hoje conhecemos como eclipse. Por isso, quando o céu escurecia, as populações tentavam afugentar a criatura.
Para isso, as pessoas tocavam tambores e faziam muito barulho durante o eclipse. Como resultado, quando o Sol voltava a aparecer, a população interpretava o regresso da luz como consequência dos seus esforços para afastar o dragão.

