Graham Bartholomew / © Netflix

“A Odisseia” continua a dominar a conversa, mesmo depois de perder a liderança nas bilheteiras portuguesas. A nível mundial já superou a marca dos mil milhões de dólares e tornou-se o trabalho mais bem recebido da carreira de Christopher Nolan. É também o principal candidato aos Óscares 2027, com Nolan novamente favorito a Melhor Realização depois do triunfo com “Oppenheimer”. No elenco, Matt Damon veste a pele de Ulisses, ao lado de Anne Hathaway, Tom Holland, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Zendaya e Charlize Theron.

Se “A Odisseia” te deixou curioso com a mitologia grega, há vários filmes e séries que podem ser uma boa aposta. Entre eles, há uma minissérie da Netflix que é paragem obrigatória: Troia: A Queda de Uma Cidade.

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Qual é o enredo de Troia: A Queda de uma Cidade?

Graham Bartholomew / © Netflix

Criada por David Farr e lançada em 2018 pela BBC, em coprodução com a Netflix, a série acompanha Páris (Louis Hunter), um pastor troiano que descobre a sua verdadeira identidade e se apaixona por Helena de Esparta (Bella Dayne), já casada com o rei Menelau (Jonas Armstrong).

A fuga do casal para Troia desencadeia a Guerra de Troia, arrastando para o conflito reis, guerreiros e famílias inteiras dos dois lados: de Príamo (David Threlfall) e Heitor (Tom Weston-Jones), em Troia, a Agamenon (Johnny Harris), Aquiles (David Gyasi) e Ulisses (Joseph Mawle), do lado grego. Ao longo de oito episódios, a produção mostra como uma escolha pessoal acaba por se transformar numa guerra capaz de destruir uma cidade inteira.

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Quem faz parte do elenco da série da Netflix?

Louis Hunter é um ator australiano, que se destacou em “Spartacus: A Casa de Ashur” (2025), por sua vez Bella Dayne, já tinha participado em “Cursed”, da Netflix. Joseph Mawle não é um nome desconhecido dos fãs deste género, tendo marcado presença em “Game of Thrones” ou “O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder”.

David Threlfall, o Frank Gallagher da versão original de “Shameless”, Tom Weston-Jones, de “Warrior” e David Gyasi, que brilha em “The Diplomat” da Netflix, completam o elenco da épica produção.

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A ligação entre A Odisseia e Troia: A Queda de uma Cidade

© Cinemundo

Assim, a minissérie da Netflix adapta essencialmente a Ilíada, de Homero, o poema que dá o contexto para “A Odisseia”,  obra que retrata o regresso a casa de Ulisses depois do fim da Guerra de Troia. Ou seja, “Troia: A Queda de Uma Cidade” conta tudo aquilo que acontece antes do ponto onde o épico homérico começa.

O filme de Nolan também retrata a queda de Troia, numa das cenas mais elogiadas da longa-metragem. Nela, aparecem Helena (Lupita Nyong’o), Menelau (Jon Bernthal) e Agamenon (Benny Safdie). Ainda assim, é só um vislumbre. Para quem quer saber mais sobre o “antes”, esta minissérie vai muito mais fundo nesse capítulo da mitologia grega.

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O que dizem os críticos do Rotten Tomatoes sobre Troia: A Queda de uma Cidade?

No Rotten Tomatoes, a série soma 67% entre a crítica e 22% junto do público.  A crítica do Sydney Morning Herald descreve-a como um prazer culpado precisamente por causa do seu drama exagerado. Já a Digital Spy foi mais dura, apontando personagens pouco marcantes e diálogos que ficam aquém do esperado, apesar da premissa promissora.

Por outro lado, o Arts Desk elogiou o equilíbrio entre sofisticação e entretenimento, descrevendo a produção como culta sem deixar de ser divertida.

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O que diz o público no IMDb?

No IMDb, a série tem uma média de 4,2, e as opiniões do público seguem uma linha parecida com a da crítica.

O comentário mais popular na plataforma considera que o número excessivo de episódios para contar a história prejudica a produção. O utilizador aponta ainda a falta de química entre Páris e Helena. Apesar disso, reconhece que é uma série fácil de maratonar numa noite,.

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Por sua vez, outro utilizador aponta a inconsistência visual da produção. No entanto, aponta o cavalo de Troia como um dos poucos acertos originais da série.

Há ainda quem seja bem mais implacável, defendendo que a produção é anacrónica, mal realizada e uma das piores do género dos últimos anos.

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