“The Tudors” voltou a dar que falar em Portugal: desde que chegou à Netflix, conquistou o público português e tornou-se um dos temas mais comentados da plataforma. Lançada em 2007, a produção acompanhou o reinado de Henrique VIII ao longo de quatro temporadas, entre intrigas de corte, casamentos e execuções, até terminar em 2010.
Qual é o enredo de The Tudors?

A ficção acompanha o reinado de Henrique VIII de Inglaterra (Jonathan Rhys Meyers), retratado como um jovem monarca carismático e sedento de glória política. Por trás da confiança que exibe perante a corte, cresce a preocupação com o futuro da dinastia e a ausência de um herdeiro homem. O casamento com Catarina de Aragão (Maria Doyle Kennedy) entra progressivamente em crise, enquanto o encontro com Ana Bolena (Natalie Dormer) vem perturbar o equilíbrio da vida privada do rei. O desejo de casar com a jovem leva Henrique a desafiar conselheiros, opositores políticos e até a autoridade da Igreja de Roma.
Por conseguinte, sentimentos e política tornam-se indissociáveis. As quatro temporadas acompanham os casamentos do rei, a ascensão e queda dos seus conselheiros, as tensões religiosas e as disputas entre as famílias da aristocracia.
A verdade é que apesar do enorme sucesso, a série nunca esteve isenta de polémica. Portanto, desde a fúria de historiadores à vida pessoal conturbada do protagonista, recordamos os episódios mais controversos dos bastidores desta produção.
Quais as polémicas da série que chega agora à Netflix?
1. A fúria dos historiadores britânicos com a série de Michael Hirst

Foi quando a BBC Two começou a exibir “The Tudors” no Reino Unido que a reação da comunidade académica foi feroz. O historiador David Starkey, especialista reconhecido no período Tudor, classificou a série como “gratuitamente horrível”, acusando a produção de estar cheia de erros históricos e considerando um desperdício de dinheiro público a decisão da BBC de comprar os direitos de uma série tão pouco factual.
Aliás, o criador da série, Michael Hirst, respondeu publicamente às críticas: “O meu primeiro dever é escrever um programa que seja divertido. Não fui contratado pela Showtime para escrever um documentário histórico”. Assim, Hirst justificou ainda outras alterações com motivos práticos como a decisão de fundir as duas irmãs de Henrique VIII numa só personagem (Margarida), para não ter dois nomes “Mary” diferentes no elenco e confundir o público.
2. Nudez exagerada em The Tudors, agora na Netflix

Produzida para o canal Showtime, “The Tudors” nunca escondeu o foco em cenas de sexo e nudez desde a primeira temporada. A ABC News resumiu a receção da série logo à sua estreia com o título “história despida e altamente sexualizada”. A reação tornou-se ainda mais dura quando a série chegou à BBC no Reino Unido seis meses depois da estreia norte-americana, com a imprensa britânica a criticar o que várias publicações descreveram como uma “americanização” excessiva da história inglesa.
Por outro lado, o crítico Ted Cox, do Daily Herald, questionou diretamente qual seria o propósito de tanta exposição de nudez e cenas de sexo na reconstituição da vida de Henrique VIII.
3. Os problemas pessoais de Jonathan Rhys Meyers

Pelo seu desempenho, Jonathan Rhys Meyers conquistou nomeações aos Golden Globes. Contudo, em paralelo com o sucesso da série, o protagonista viveu uma luta prolongada contra o alcoolismo.
Em 2007, a meio das filmagens, entrou pela primeira vez em reabilitação, alegando necessidade de uma pausa após um período intenso de rodagem. Posteriormente, já fora do tratamento, foi detido no aeroporto de Dublin por embriaguez e perturbação da paz, um episódio que a imprensa ligou à pressão da segunda temporada de “The Tudors”. Em 2009, admitiu publicamente uma recaída através de um comunicado da então noiva, Mara Lane. Ainda assim, manteve-se no projeto até ao fim.
Onde ver The Tudors no streaming?
“The Tudors” teve quatro temporadas e um total de 38 episódios, emitidas entre 2007 e 2010. A série está atualmente disponível na Netflix e na Prime Video.

