Quem ainda não viu, ou quer rever, um dos grande filmes da última década tem pouco tempo pela frente. “Lady Bird“, que estreou nos cinemas em 2017, deixa o catálogo português da Netflix já no próximo dia 17 de setembro. Assim, encerra mais uma passagem do filme pela plataforma de streaming.
Escrito e realizado por Greta Gerwig (“Barbie“), na sua estreia a solo atrás das câmaras, “Lady Bird” segue Christine McPherson, uma adolescente que prefere ser tratada pelo nome que escolheu para si própria, Lady Bird.
Qual o enredo e elenco
A ação passa-se em Sacramento, na Califórnia, no início dos anos 2000. A história acompanha o último ano de liceu da protagonista, marcado pela relação tensa e por vezes explosiva com a mãe.
Além disso, aborda as dificuldades financeiras da família depois de o pai perder o emprego. Por fim, retrata o desejo insistente de sair da cidade natal para estudar numa faculdade do outro lado do país.
Saoirse Ronan protagoniza o filme no papel de Lady Bird, com Laurie Metcalf a interpretar a mãe da personagem principal. Esta dinâmica tornou-se um dos pontos mais elogiados pela crítica internacional.
O elenco conta ainda com Tracy Letts, Lucas Hedges e Timothée Chalamet, este último pouco antes de se tornar um dos nomes mais falados de Hollywood graças a “Chama-me pelo Teu Nome”, lançado no mesmo ano.
O filme foi nomeado para cinco Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador para Greta Gerwig, Melhor Atriz para Saoirse Ronan, Melhor Atriz Secundária para Laurie Metcalf e Melhor Argumento Original. Além disso, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia ou Musical.
O que diz a crítica?
No Rotten Tomatoes, “Lady Bird” mantém uma classificação raríssima de 99%, um dos valores mais altos alguma vez registados pela plataforma. Além disso, chegou a deter, durante largos meses, o recorde de filme mais bem avaliado de sempre no site com 100% de críticas positivas.
“Oferece uma nova perspetiva sobre a turbulência da adolescência — e revela a argumentista e realizadora Greta Gerwig como um talento cinematográfico já plenamente consolidado”, concordaram de forma unânime os críticos.
“A realizadora e argumentista Gerwig consegue, de forma brilhante, a delicada tarefa de retratar as vulnerabilidades e excentricidades dos habitantes da cidade sem os tratar com condescendência”, escreveu o The Independent.

