Viveu até aos 103 anos, fez mais de 90 filmes, foi nomeado a vários Oscares e o filho é também uma estrela de Hollywood

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Poucos nomes marcaram Hollywood como Kirk Douglas. Ao longo de quase 100 projetos, o ator conquistou um lugar entre as grandes lendas do cinema. Além disso, mesmo depois da sua morte, o apelido continua bem vivo na indústria, graças ao filho, Michael Douglas, marido de Catherine Zeta-Jones, que também se tornou um dos grandes nomes do audiovisual.

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Quem é Kirk Douglas?

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Kirk Douglas nasceu a 9 de dezembro de 1916, numa altura em que o cinema falado ainda nem existia. Por isso, ninguém podia imaginar o que estava por vir. O seu primeiro contacto com a representação aconteceu, como em tantos outros casos, através do teatro. Uma bolsa de estudos na American Academy of Dramatic Arts abriu-lhe as portas da Broadway.

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No entanto, ter sucesso no teatro não garantia, na altura, um lugar em Hollywood. Foi graças a uma antiga colega de estudos, Lauren Bacall, que tudo mudou. A atriz, que também se tornaria uma diva do cinema, sobretudo ao lado de Humphrey Bogart em filmes como “To Have and Have Not” (1944) e “The Big Sleep” (1946), recomendou Douglas ao produtor Hal B. Wallis. Consequentemente, essa indicação valeu-lhe o primeiro papel no cinema, em “The Strange Love of Martha Ivers” (1946), trabalho que chamou logo a atenção da crítica.

Kirk Douglas, o herói de Hollywood

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A partir daí, os papéis foram surgindo com regularidade. Assim, em 1949, chegou a primeira nomeação aos Óscares, com “Champion”. No início, Kirk Douglas interpretava, sobretudo, vilões. Contudo, a partir da década de 1950, a sua imagem começou a mudar. Passou, então, a assumir papéis de heróis corajosos.

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Seja como Ned Land em “20,000 Leagues Under the Sea” (1954), seja como o herói grego em “Ulysses” (1954), Douglas protagonizou 12 produções em apenas cinco anos. Ainda assim, o papel mais marcante da sua carreira surgiu com –“Spartacus” (1960), de Stanley Kubrick. Além de interpretar o gladiador escravizado, também assumiu um papel na produção do filme.

O filho, Michael Douglas

pai e filho
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No início dos anos 60, Kirk Douglas adquiriu os direitos do romance “One Flew Over the Cuckoo’s Nest”, de Ken Kesey. Inicialmente, queria interpretar o rebelde McMurphy, papel que mais tarde ficaria com Jack Nicholson. Quando o projeto finalmente avançou para o cinema, em 1975, o ator já era considerado velho demais para o papel.

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Por isso, cedeu os direitos ao filho, Michael Douglas, que transformou a obra num enorme sucesso. Depois de “It Happened One Night” (1934), de Frank Capra, tornou-se o segundo filme da história a arrecadar o chamado ‘Big Five’ dos Óscares: Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Ator e Melhor Atriz. Assim, em 1976, o marido de Catherine Zeta-Jones conquistou o sua primeira estatueta dourada.

O legado de Kirk e Michael Douglas

Michael Douglas, de 81 anos, venceu ainda um segundo prémio Óscar como ator, graças a “Wall Street” (1987), depois do sucesso alcançado com “Romancing the Ston” (1984). Já Kirk Douglas recebeu três nomeações, mas nunca venceu numa categoria competitiva. Ainda assim, o seu lugar entre as lendas ficou garantido. Em 1960, recebeu uma estrela no Hall of Fame e, em 1996, um Óscar honorário. Quando morreu, a 5 de fevereiro de 2020, aos 103 anos, deixou uma filmografia de mais de 90 filmes.

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