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Quem gosta de rever os clássicos de super-heróis antes de qualquer novo lançamento saber que o tempo está a acabar para uma das versões mais visualmente marcantes de Batman alguma vez feitas. “Batman Returns“, realizado por Tim Burton, deixa o catálogo português da Netflix já no dia 18 de setembro.

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Lançado em 1992, o filme é a segunda longa-metragem da saga de Batman com Michael Keaton no papel principal, e a última a ser realizada por Tim Burton antes de a franquia mudar de rumo com Joel Schumacher.

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O enredo

A ação decorre em Gotham City, onde Bruce Wayne se vê confrontado com dois novos vilões ao mesmo tempo, o Pinguim, interpretado por Danny DeVito.

É uma criatura deformada que vive nos esgotos da cidade e o empresário corrupto Max Shreck, papel de Christopher Walken, que se alia ao Pinguim para derrubar Batman de vez.

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No meio deste confronto surge Selina Kyle, a assistente tímida de Shreck, interpretada por Michelle Pfeiffer, que depois de ser traída e quase morta pelo próprio patrão se transforma na Mulher-Gato, uma personagem que rapidamente ganhou vida própria e se tornou uma das interpretações mais lembradas de sempre desta vilã dos quadrinhos.

A relação complicada entre Catwoman e Batman, feita de atração e conflito, continua a ser apontada como um dos pontos altos do filme mais de três décadas depois da estreia.

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O que diz a crítica

No Rotten Tomatoes, “Batman Returns” mantém atualmente uma classificação de 81% e selo Fresh, um resultado sólido para um filme lançado há mais de 30 anos e que na altura dividiu bastante a opinião do público, sobretudo por ser consideravelmente mais sombrio do que o primeiro filme de 1989.

“A atmosfera sombria e inquietante do realizador Tim Burton, a interpretação de Michael Keaton no papel do herói atormentado e o elenco impecável, com Danny DeVito no papel do Pinguim e Christopher Walken no papel de… bem, Christopher Walken, fazem com que a sequela seja melhor do que o primeiro filme”, escreve a crítica de forma unânime.

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“É o tipo de filme que tem imagens estáticas fantásticas, mas que nunca chega a ganhar vida quando está em movimento — provavelmente terá mais sucesso nas bilheteiras do que na memória do público”, sublinha o The Guardian.

“Burton, que já foi animador na Disney, compreende que, para ir mais fundo, é preciso voar mais alto, libertando-se do enredo para alcançar a poesia. Aqui, ele conseguiu-o. Este Batman voa alto”, escreve o TIME Magazine.

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