© 1964 Walt Disney Productions

Julie Andrews voltou a fazer história. No passado domingo, nos Creative Arts Emmys, a atriz britânica tornou-se, mais uma vez, a mulher mais idosa de sempre a vencer um Emmy. Desta vez, aos 90 anos. E assim, supera o seu próprio recorde, estabelecido há apenas um ano.

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Quem é Julie Andrews?

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© 20th Century Fox Home Entertainment

Nascida em Inglaterra, Julie Andrews construiu uma carreira longa e multifacetada, entre o cinema, a música e a escrita. Ficou mundialmente conhecida pelo papel principal em “Mary Poppins”, de 1964, trabalho que lhe valeu o “Óscar de Melhor Atriz”. Ao longo da carreira, recebeu ainda duas outras nomeações para a estatueta dourada: uma por “Música No Coração”, em 1965, e outra por “Victor/Victoria”, em 1982.

Apesar de já não protagonizar produções em frente às câmaras com a mesma frequência de outros tempos, Andrews continua presente na cultura popular. E o seu trabalho como narradora em “Bridgerton” prova precisamente isso: mesmo sem aparecer fisicamente no ecrã, a sua voz basta para conquistar reconhecimento. Assim, aos 90 anos, a atriz confirma que a idade nunca foi, nem será, um obstáculo ao talento.

O primeiro recorde de Julie Andrews

fada dos dentes
© Diyah Pera / TM and 2010 Twentieth Century Fox Film Corporation and Walden Media, LLC.

Portanto, foi graças a “Bridgerton” que Andrews voltou a subir ao pódio. A atriz venceu na categoria de “Melhor Interpretação de Voz de Personagem”. Um reconhecimento à sua interpretação da afiada Lady Whistledown, a narradora anónima que comenta, com ironia britânica, os escândalos da alta sociedade londrina. Aliás, esta não é a primeira vez que o papel lhe traz este prémio. Já o tinha conquistado no ano anterior, quando se tornou, pela primeira vez, a mulher mais idosa a ganhar um Emmy, com 89 anos.

Nesta edição, Andrews competiu com nomes como Pamela Adlon, Hank Azaria, Trey Parker, Matt Vogel e Steven Yeun. Apesar da concorrência, a britânica levou a melhor. Contudo, não esteve presente na cerimónia para receber o troféu pessoalmente. A sua última aparição pública remonta a março de 2023, na gravação do especial “Carol Burnett: 90 Years of Laughter + Love”.

Antes de Andrews, o recorde feminino pertencia a Betty White, vencedora em 2010 aos 88 anos pela apresentação do “Saturday Night Live”, e a Beulah Bondi, distinguida em 1977, também aos 88, pelo seu trabalho em “The Waltons”. Do lado masculino, o recorde continua nas mãos de Norman Lear, que venceu aos 98 anos, em 2020, por “Live in Front of a Studio Audience”.

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O sucesso de Bridgerton

Bridgerton Netflix T4
© Netflix

Entretanto, a série baseada nos romances de Julia Quinn segue a todo o vapor. Produzida pela Shondaland, a produtora de Shonda Rhimes, “Bridgerton” já soma sete Emmys ao longo da sua trajetória. Além dos dois prémios de Andrews, a série foi ainda reconhecida por “Melhores Figurinos de Época”, em 2025, e por “Melhor Cabelo e Penteados”, tanto em 2021 e 2022, como agora em 2026.

Na quarta temporada, a trama segue uma história de amor com contornos de conto de fadas. Sophie Baek, interpretada por Yerin Ha, é filha ilegítima de um conde, e apaixona-se por Benedict Bridgerton, papel de Luke Thompson. Além disso, Penelope Bridgerton, vivida por Nicola Coughlan, continua a dar voz aos segredos da sociedade através do seu alter ego, Lady Whistledown, agora emprestando o rosto ao que Andrews empresta em voz.

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