“Glee” vai mesmo voltar. O Disney+ e a Hulu encomendaram um reboot da série musical de Ryan Murphy, que estreou na Fox em 2009 e terminou em 2015, ao fim de seis temporadas. A produção fica a cargo da 20th Television.
A confirmação surge menos de um mês depois de o próprio Murphy ter dito à Entertainment Tonight que tinha acabado de escrever o guião, em conjunto com Brad Falchuk e Ian Brennan, os criadores com quem assinou as duas primeiras temporadas. Na altura, o argumentista admitiu ter falado com cerca de 10 membros do elenco original e garantiu que estavam “muito entusiasmados” com a ideia.
Qual é a história de “Glee”?
“Glee” passa-se na fictícia William McKinley High School, em Lima, no Ohio, e parte de uma premissa simples. Will Schuester (Matthew Morrison), professor de espanhol e antigo membro do coro do liceu, decide reerguer o clube coral da escola, os New Directions.
É esse o grupo que a série acompanha: Rachel Berry (Lea Michele), talentosa e obcecada com a ideia de chegar à Broadway; Kurt Hummel (Chris Colfer), que encontra na música um espaço para ser quem é; Mercedes Jones (Amber Riley), com uma voz que pede mais do que o papel de apoio; Artie Abrams (Kevin McHale), que usa cadeira de rodas; e Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz). O coro ganha outra dimensão quando Finn Hudson (Cory Monteith), capitão da equipa de futebol americano, se junta ao grupo, e quando as vidas da elite do liceu, como Quinn Fabray (Dianna Agron), Santana Lopez (Naya Rivera) e Puck (Mark Salling), se cruzam com a do coro.
Do outro lado está Sue Sylvester (Jane Lynch), a treinadora das Cheerios, que faz do coro um alvo pessoal e tenta destruí-lo temporada após temporada.
Porque é que Glee marcou uma geração?
Mais do que uma história, “Glee” foi um fenómeno musical. Em 2010, o elenco superou os Beatles em entradas no Billboard Hot 100, impulsionado pelo sucesso de “Don’t Stop Believin’”. A série somou 40 nomeações aos Emmys, conquistando seis prémios. Além disso, destacou-se pela abordagem direta e polémica de temas como sexualidade, raça, deficiência e saúde mental.
Contudo, a produção enfrentou momentos dramáticos. Cory Monteith morreu em 2013, ainda com a série em exibição. Anos depois, Murphy admitiu que deviam ter feito uma pausa longa. Mais tarde,o elenco sofreu ainda outras perdas tragicas com as de Mark Salling, em 2018, e de Naya Rivera, em 2020.
Que atores podem regressar?
O elenco ainda não foi anunciado, mas a Variety adianta que vários elementos do elenco original deverão regressar.
Lea Michele, a Rachel Berry, já tinha dito à E! News que alinharia: “Vou seguir o Ryan para onde quer que ele vá”. Jane Lynch também afirmou à Fox 5 New York que ficaria “muito feliz” com um reboot.
Chris Colfer, o Kurt Hummel, foi mais cauteloso ao falar com a Bustle. Lembrou que seria difícil fazê-lo sem Naya Rivera, mas admitiu que os fãs “provavelmente viriam atrás de mim com forquilhas e mãos de jazz” se recusasse.
Quando estreia o reboot de “Glee”?
Ainda que o projeto já esteja confirmado, não há data de estreia nem número de episódios definidos. Além disso, a Disney não revelou qualquer sinopse ou personagens, assim como não anunciou de que forma a nova série chegará a Portugal. De acordo com o próprio Murphy, na altura da entrevista à Entertainment Tonight, o guião ainda não tinha sido lido por ninguém: “ninguém o leu”. Por isso, os próximos passos passam por apresentar o texto ao elenco e, posteriormente, anunciar quem irá participar.
Onde ver “Glee” em Portugal?
As seis temporadas de “Glee” estão disponíveis no Disney+ em Portugal, com um total de 121 episódios. É a forma de (re)ver a série completa enquanto se espera pelo reboot.



