A Profecia: Asura

A Profecia: Asura, um livro que reaviva a literatura fantástica em Portugal

Depois do sucesso literário de “A Profecia”, “Asura” chega agora às livrarias com mais um capítulo empolgante desta aventura épica carregada de magia e superstição. 

Em 2016, o escritor de 61 anos, natural de Angola, apanhou-nos de surpresa com “A Profecia“, um livro que veio reanimar o esquecido segmento da literatura fantástica em Portugal. E não poderíamos estar mais gratos a António Costeira pela coragem e arrojo na escolha temática, capitalizando em “Asura” um certo pedigree que em nada fica a dever a um “Senhor dos Anéis” ou a um “Harry Potter”. E se naquela altura, as mencionadas obras constituíram a materialização do devaneio fantasioso de miúdos e graúdos, agora, com “Asura”, esse sonho sobe mais um degrau, já que cola ao tradicional “fantástico medieval”, nuances de ficção científica e drama. Ou seja, a obra de António Costeira expande o seu imaginário além dos seus limites de atuação, deambulando eloquentemente numa máquina do tempo que, por vezes, se confunde com o real.

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“Asura”, cujo significado etimológico remonta à mitologia Hindu na figura de um antideus, inicia aqui a sua jornada com uma analepse aos tempos áureos de “Naur´Can”, quando Davdak era apenas um jovem mago aprendiz, que ainda não se tinha deixado seduzir pelas artes negras e poder absoluto do Livro das Runas. “Davdak observava os Dragões no céu, imaginando que um dia cavalgaria um deles na companhia dos seus mestres. Mas foi só por um breve momento”. É com este deslumbramento enfeitiçador, que António Costeira nos leva por aldeias, gentes e seres que não existem somente no papel, ganham vida a cada palavra e respiram a cada adjetivo de uma forma tão natural e orgânica. É um mundo esculpido a cinzel, que assimila meritoriamente as agruras existenciais da nossa realidade e as transporta para uma era imaginária, que sofre, chora e sangra como humana e mortal. António Costeira consegue essa transmutação personificante com a habilidade do dualismo impressionista de Eça de Queirós, fazendo-nos sentir que, “Asura”, num ínfimo esforço de abstração, não ficará assim tão distante de nós.

A Profecia: Asura

SINOPSE

O aparecimento do Livro das Runas que se julgava perdido para sempre, fez despoletar a milenar Profecia. Davdak, o Mago Negro cujo poder aumentara com o passar dos anos, precipitou o bélico inverno profetizado pelo oráculo, ao iniciar a conquista dos pacíficos Reinos vizinhos. A vingança por ter sido expulso da bela Alagosadhar, capital do Reino Elfo, tomava forma.

Os Ovos de Dragão corriam perigo, mas nas Montanhas do Urso algo de mágico aconteceu que Davdak não previu. Na’Akano, o promissor mago elfo também já estava preparado e, ajudado pelos jovens Elvelon e Adanedhel, prometia uma luta sem quartel.


“Asura” espera por ti no dia 7 de Abril pelas 16h no Chiado Café Literário!!!

Miguel Simão

Jurista e Poeta em algumas horas vagas. Cinéfilo incurável com forte pancada pelo sci-fi, que se perde algures pelo vício noturno de umas quantas séries televisivas de renome; amaldiçoado pelo perfecionismo estético de uma resma de palavras mais ou menos caras. Podem encontrar-me a divagar entre a Terra e o Espaço no meu blogue premiado Última Transmissão Humana.

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