“A Queda da Baleia”, ou “Whalefall”, realizado por Brian Duffield, a partir do romance de Daniel Krauss, que co-assina aqui o argumento, estreou esta semana nas salas de cinema nacionais. É um thriller de sobrevivência louvável devido à sua ansiedade galopante e pertinentes relações familiares representadas.
Austin Abrams e o seu desafiante 2026
“Whalefall”, o segundo filme lançado em 2026 com Austin Abrams como protagonista (o primeiro sendo o remake de “Resident Evil“), prova que o ator de 30 anos rapidamente se tem vindo a tornar numa nova promessa na representação. Com uma ajudinha de Josh Brolin na pele do seu pai controlador, é na realidade o Jay de Abrams que suporta todo o filme às costas.
Embora seja pura ficção, a narrativa de “A Queda da Baleia” baseia-se, ainda que ligeiramente, numa história verídica. A história de um mergulhador norte-americano que foi engolido por uma baleia para ser cuspido, vivo, cerca de um minuto depois.
Mas, claro, em “Whalefall” temos uma história original e um tormento hollywoodesco muito superior: Jay parte para um mergulho perto de casa e acaba uma hora dentro de uma baleia, a procurar forma de sair antes do ar da sua garrafa de oxigénio acabar.
Whalefall: um drama familiar ou um thriller?
A obra foca-se na componente de thriller tanto quanto na componente de drama familiar, pois este mergulho foi motivado pelo pai do protagonista, ainda que indirectamente. Depois de perder o seu pai para um cancro difícil, Jay quer provar ao seu exigente progenitor que é capaz de fazer um último mergulho decisivo.

Como obra de luta pela sobrevivência, “A Queda da Baleia” é muito eficaz, pois a sua tensão é permanente e as provações do protagonista são múltiplas e de diversas ordens. Existe a dimensão psicológica, a componente da claustrofobia dentro da barriga do imenso ser, e ainda algum gore e outros desafios no interior do animal.
No fundo do mar com A Queda da Baleia
O filme eleva-se através do seu estrondoso design de som, nomeadamente os ruídos emitidos pela baleia, bem como o barulho das profundidades do mar. Visualmente, há também alguns instantes chave bastante memoráveis. Com destaque absoluto para a cena em que surgem inúmeras baleias no ecrã e vemos uma interessante reprodução do fundo do mar.
Aliás, desde o início ficamos visualmente cativados, quando ainda nada de mal se passa, simplesmente através da beleza inicial do mergulho de Jay – um postal perfeito para um curso de diving, ainda que durante muito pouco tempo.
E, como não podia deixar de ser, cabe louvar um pouco mais a performance de Austin Abrams neste “A Queda da Baleia”. Durante uma grande porção do filme, o mundo da narrativa reduz-se a ele e à baleia e apenas um protagonista tão carismático, expressivo e presente quanto Abrams teria sido capaz de nos marcar como o seu Jay é capaz de fazer.
Sem ser uma obra transcendente, “Whalefall” é um filme muito bem-sucedido nos seus objectivos e que, sem dúvida, merece ser desfrutado num ecrã gigante e, se possível, com som ATMOS.
A Queda da Baleia, a Crítica
Conclusão
“A Queda da Baleia” é um thriller de sobrevivência empolgante e capaz de emocionar, ancorado na performance essencial de Austin Abrams – uma nova promessa na representação.
Com uma história verídica como base remota e uma execução sempre empolgante e eficaz, “Whalefall” é exatamente o tipo de filme que merece ser visto num grande, gigante ecrã.


