American Horror Story: as personagens inspiradas em casos reais

Todos os anos “American Horror Story” surpreende os seus espetadores com a sua história e personagens tão sádicas que nem parece reais. Contudo, algumas das histórias são mesmo verídicas e a Magazine.HD revela-te os principais casos reais. 

A sétima temporada de “American Horror Story” retrata as eleições presidenciais norte-americanas, particularmente, os efeitos da nomeação de Donald Trump como Presidente dos EUA num grupo de personagens envolvidas num culto. O candidato republicano e Hillary Clinton não são as primeiras figuras reais que inspiraram Ryan Murphy. Ao longo das seis temporadas, foram várias as referências verídicas.

As histórias de “American Horror Story” são tão assustadoras como macabras que, por vezes, existe dificuldade em acreditar que estas narrativas aconteceram mesmo. A Magazine.HD reuniu as principais personagens que foram inspiradas em pessoas reais.

RICHARD SPECK, “Murder House”

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No segundo episódio da primeira temporada, é exibido um flashback que conta a história de uma invasão e assassinatos ocorridos em 1968. Esta é uma referência ao assassino em série Richard Speck.

Em 1966, Speck invadiu uma república de estudantes de enfermagem em Chicago, onde fez oito vítimas. As mulheres primeiramente eram presas e depois mortas a facadas ou por estrangulamento, sendo posteriormente violentadas.

Jamie Harris interpretou a personagem em “Murder House”.




TATE LANGDON, “Murder House”

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Em 1999, dois adolescentes entraram armados no Columbine High School e mataram 12 estudantes e dois professores. Após o massacre, os dois jovens suicidaram-se.

Os tiroteios que ocorreram nas escolas norte-americanas, particularmente este caso da escola Colombine, foram as inspirações para a personagem de Evan Peters da primeira temporada. No sexto episódio é revelado que Tate provocou um tiroteio no seu antigo colégio em 1994, para vingar-se dos colegas que gozavam com ele. Tate fez 15 vítimas e chega inclusive a perguntar a uma colega se ela acreditava em Deus antes de a matar – esta é a mesma pergunta que um dos jovens de Columbine fez a uma de suas vítimas.




O CASO HILL, “Asylum”

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A relação de Kit e Alma (Evan Peters e Britne Oldford), na segunda temporada, é baseada no casal Betty e Barney Hill, primeiro casal inter-racial que foi positivamente progressista, na década de 60.

Em 1961, Betty e Barney viviam juntos em Pourtsmouth quando alegaram terem sido contatados e raptados por alienígenas, tal e qual como as personagens Kit e Alma.




GRACE BERTRAND, “Asylum”

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Em 1982, Lizzie Borden foi acusada de toda a matar com um machado. Apesar de ter sido declarada inocente, durante anos continuou como a principal suspeita do crime.

A história de Lizzie inspirou a criação da personagem Grace Bertrand. Na segunda temporada, a jovem alega a sua inocência pelo assassinato dos pais, afirma estar presa injustamente. Grace é acusada de ter matados os pais com um machado.




LANA WINTERS, “Asylum”

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Na segunda temporada, a personagem de Sarah Paulson, Lana Winters, interna-se por vontade própria num asilo, a fim de expor os terrores do lugar. No Women’s Lunatic Asylum Lana foi submetida a várias torturas, incluindo um “tratamento” específico para as pessoas homossexuais. Até há pouco tempo, a homossexualidade era vista como um distúrbio psicológico, logo os tratamentos eram aplicados para converter os pacientes.

A história da personagem de Sarah Paulson baseia-se na experiência real da jornalista Nellie Bly. A repórter decidiu fingir sofrer de transtornos mentais para ser internada num asilo feminino na Ilha Blackwell. As situações vivenciadas por Nellie foram contadas ao jornal New York World, o que criou uma ampla discussão sobre abusos e violências exercidas a pacientes em instituições de saúde. Os textos de Nellie foram compilados no livro “Teen days in a Mad House”, lançado em 1987.




OLIVER THREDSON, “Asylum”

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A personagem de Zachary Quinto na segunda temporada é um psicótico assassino em série que utiliza a pele e os ossos das suas vítimas para decorar a sua casa.

A trama deste papel é inspirada num dos assassinos mais conhecidos dos EUA, Ed Gein. Apesar de não se enquadrar na descrição de serial killer, uma vez que apenas foi acusado de ter matado apenas duas pessoas (porém é suspeito de mais desaparecimentos, Gein ganhou notoriedade pelo seu gosto por usar a pele humana na confeção de objetos do quotidiano.

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O criminoso também exumava corpos de senhoras que eram semelhantes à sua falecida mãe. Gein chegou a criar um fato de mulher através de restos de corpos humanos.




ARTHUR ARDEN/HANS GRUPER, “Asylum”

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Na segunda temporada, o Dr. Arthur Arden (James Cromwell) era quem dizia ser. Contudo, é revelado que o médico não era quem dizia ser. Afinal o verdadeiro nome era Hans Gruper, médico que conduziu experiências em campos nazis na década de 40 e tinha como fetiche mutilação feminina.

A personagem de Cromwell é baseada no agente alemão das SS Josef Mengele, um dos mais famosos médicos nazis da história. Mengele era o psiquiatra no campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial, porém ele conduziu inúmeras experiências fatais nos prisioneiros.

Após a guerra, o médico fugiu para a América Latina. Só depois da sua morte, em 1979, é que a sua verdadeira identidade foi descoberta.




MADAME LALAURIE, “Coven”

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Katie Bates estreou-se em “American Horror Story” com uma personagem tão sádica e racista que parece ser completamente inventada. Porém a Madame LaLaurie existiu. A verdadeira Marie Delphine LaLaurie era uma socialite de Nova Orleães, que nasceu em 1775 e era obcecada pela aparência e estatuto social.

LaLaurie mantinha vários escravos presos no seu sótão na Mansão de Royal Street, e os torturava. O segredo apenas foi desvendado após um incêndio na sua casa, e as vítimas foram encontradas. Não se sabe ao certo qual o destino de Lalaurie e o seu marido, mas especula-se que tenham fugido para França, antes de serem apanhados por uma multidão enfurecida.




HOMEM DO MACHADO, “Coven”

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A personagem de Danny Huston atribui uma faceta a um assassino que nunca foi preso. Entre 1912 e 1919, o homicida aterrorizou Nova Orleães ao matar dezenas de moradores, com machados ou facas que encontrava na casa das suas vítimas.

Ao que tudo indica, o serial killer teria enviado uma carta aos jornais a dizer que pouparia os residentes que tocassem jazz nas suas casas à noite.




JIMMY DARLING, “Freak Show”

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A personagem de Evan Peters na quarta temporada, Jimmy Darling, Peters, é baseada em Grady Franklin Stilles Jr. Tal como Darling, Stilles sofria de ectrodactilia, má formação nas mãos em que se verifica a ausência dos dedos centrais, o que dá às mãos um aspeto de “lagosta”.

Stiles Jr. era o mais novo de uma família de seis irmãos, todos eles, incluindo o pai, portadores desta síndrome. Durante a sua vida, Stilles trabalhou como artista num circo de aberrações e também desenvolveu graves tendências para a violência e alcoolismo. Mas, diferente de Darling, o destino de Stilles não foi risonho. Cansados dos abusos sofridos, a esposa e o filho contrataram um assassino para matar Stiles.




PALHAÇO TWISTY, “Freak Show”

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O sinistro e mortal palhaço da quarta temporada de American Horror Story” foi inspirado no serial killer em John Wayne Gacy, conhecido como “Palhaço Assassino”.

Gacy trabalhava como palhaço em eventos e festas infantis. Ele foi acusado de violar e matar 30 jovens rapazes entre 1972 e 1978, no estado de Illinois. Em 1999, Gacy foi executado por uma injeção letal.

Além de servir de inspiração para a personagem da série de Ryan Murphy, também foi a base de inspiração para o protagonista de “IT”, romance de Stephen King.




EDWARD MORDRAKE, “Freak Show”

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Edward Mordrake era o herdeiro de um lorde na Inglaterra do século XIX. Um ótimo músico e educado aristocrático, ele seria considerado um rapaz atraente não fosse pelo rosto flácido na sua nuca. Mordrake sofria de policefalia, uma síndrome rara que causa o desenvolvimento de um segundo rosto na nuca das vítimas. Apesar de não possuir consciência, alguns relatos indicam que a segunda face era capaz de rir ou chorar. O próprio Mordrake considerava que o rosto demoníaco, uma vez que lhe sussurrava coisas terríveis.

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Incapaz de se livrar da face, uma vez que uma cirurgia poderia levá-lo a morte, Mordrake suicidou-se com apenas 23 anos. Na sua carta de despedida, pedia que o segundo rosto fosse removido e queimado antes do funeral. Temia que o “demónio” pudesse persegui-lo no pós-morte.

Edward Mordrake foi interpretado por Wes Bentley na quarta temporada.




ELIZABETH/A CONDESSA, “Hotel”

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Lady Gaga é a Condessa no quinto ano da produção da FX. A sua personagem é dona do Hotel Cortez, edifício que dá nome à temporada. A Condessa tem um ávido apetite sexual que sobrevive através de sangue humano.

A inspiração para o desenvolvimento deste papel veio de Elizabeth Bathory, Condessa húngara. No século XVI, ela foi responsabilizada por matar centenas de raparigas. Segundo a lenda, a Condessa banhava-se no sangue das vítimas para manter a sua aparência jovem.




JAMES MARCH, “Hotel”                        american horror story

Na quinta temporada, Evan Peters interpretou o arquiteto dono do Hotel Cortez, personagem que é vista em flashbacks sobre a década de 1930. James March desenvolveu o design do hotel para satisfazer os seus próprios desejos assassinos.

March é inspirado no Dr. H.H. Holmes, um dos primeiros serial killers dos EUA. Holmes inaugurou vários hotéis desde 1893 e neles construía quartos secretos, urnas à prova de som e depósitos para as suas vítimas. O criminoso foi acusado de matar 27 pessoas, apenas nove foram verificadas. Porém suspeita-se que ele terá assassinado mais de 200 pessoas e escondido os seus corpos nas paredes dos seus hotéis.




AILEEN WUORNOS, “Hotel”

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Na série, Sr. March tornou-se no “padrinho” de outros serial killers, entre eles Aileen Wuornos. A personagem interpretada por Lily Rabe conta a história real de Wuornos, uma prostituta que matou sete homens na Flórida, entre 1989 e 1990. A assassina alegou que os homens a teriam violado enquanto ela trabalhava como prostituta e que ela agiu em legítima defesa. Wuornos foi condenada com pena de morte e em 2002 morreu por injeção letal.

Em “American Horror Story”, foi Lily Robe que deu vida a Wuornos. Porém esta não foi a primeira vez que a história da serial killer foi adaptada. Charlize Theron interpretou Aileen em “Monster” (2003), interpretação que lhe garantiu o Óscar de Melhor Atriz.




JEFFREY DAHMER, “Hotel”

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A personagem de Seth Gabel é inspirada no serial killer com o mesmo nome. O assassino foi condenado por matar 17 rapazes e homens em Winscosin, entre 1978 e 1991. Seth Gabel violava as vítimas e depois desmembrava os corpos.

Porém, à medida que o número de vítimas aumentava, Gabel alterou o seu padrão e ficou conhecido como o “Canibal de Milwaukee”. Então além de praticar violar os cadáveres, o homicida comia partes dos seus corpos.




MIRANDA & BRIDGET JANE, “Roanoke”

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Na sexta temporada encontramos Bridget e Miranda, duas enfermeiras assassinas. O primeiro encontro fica marcado pela brutalidade e indelicadeza: a dupla goza com uma idosa que está a suplicar pela sua vida, e acaba por alvejá-la na cabeça.

Na série, Bridget e Miranda abriram uma casa de cuidados em Roanoke para alimentar os seus instintos assassinos. As amantes escolhiam as suas vítimas pelas suas iniciais, uma vez que o objeito seria soletrar a palavra “MURDER” (assassinato) na parede.

Estas personagens são inspiradas em Catherine Wood e Gwen Graham, que mataram oito pacientes idosos durante os anos 80. As assassinas explicaram que os homicídios serviam como um pacto para “selar o amor” e para “aliviar a tensão”.

Também Catherine e Gwen selecionavam as suas vítimas pelas suas iniciais, também com o objetivo de escrever “MURDER” na parede.

Catarina Fernandes

Mestre em Ciências da Comunicação e fotógrafa amadora. Seriófila compulsiva e apaixonada por literatura, assim como pelo cinema e pela sua história. (Extremamente) Viciada em música e concertos.

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