Nos últimos meses, “The Tudors” voltou a estar na ordem do dia. Assim que se juntou ao catálogo da Netflix Portugal, a série com Jonathan Rhys Meyers entrou no Top das mais vistas da plataforma.
Se és fã de “The Tudors” ou “Vikings“, o criador Michael Hirst é um nome que deve estar no teu radar. Em 2027, Hirst em conjunto com Horatio Hirst regressa aos grandes épicos com “Bloodaxe”. Desta vez, na Prime Video.
A boa notícia é que ainda não estreou, e a segunda temporada já está a ser rodada. Assim, “Bloodaxe” surge como a grande aposta da plataforma para preencher o espaço deixado por “Game of Thrones“.
Qual é o enredo de Bloodaxe?

A ação passa-se no século X. Decorre cerca de cem anos depois de Vikings e setenta antes de Vikings: Valhalla. O rei Harald Fairhair, o primeiro monarca da Noruega, vê a saúde falhar e precisa de um sucessor.
A sua primeira escolha é o filho Haakon. O rei enviou-o para Inglaterra em criança, para aprender com o rei Athelstan. Haakon converteu-se ao cristianismo e quer regressar. Erik Bloodaxe, o meio-irmão mais velho, ainda vive segundo os costumes pagãos e torna-se o seu principal rival.
Há mais ameaças. Egil Skallagrimsson, poeta e assassino, quer vingar-se de Erik, depois de Harald exilar a sua família para a Islândia. A primeira temporada funciona como um drama de sucessão. Depois, o mundo alarga-se: Erik e Gunnhild passam por Orkney, York e Irlanda.
Quem faz parte do elenco da nova série de Michael Hirst?
Xavier Molyneux (“Neighbours”) interpreta Erik Bloodaxe. O príncipe norueguês é impulsivo, brutal em combate e rival de Haakon na corrida ao trono. Ama Gunnhild, num casal fiel numa época pouco dada à monogamia. Jessica Madsen (“Bridgerton”) dá vida a Gunnhild, princesa da Dinamarca. A História chama-lhe “Mãe dos Reis”. Tem fama de sábia, e até de bruxa, e usa-a a seu favor. É ela quem guia as decisões do marido com visões.
Jesper Christensen (“Quantum of Solace“) veste a pele do rei Harald Fairhair. O primeiro rei da Noruega unificou o país, mas a saúde falha e precisa de um sucessor. Levi Miller (“Pan”) é Haakon, o Bom. O meio-irmão mais novo de Erik cresceu em Inglaterra, na corte do rei Athelstan. Converteu-se ao cristianismo e quer regressar para reinar.
Karlis Arnolds Avots (“January”) interpreta Egil Skallagrimsson. Poeta brilhante e assassino, quer vingar-se de Erik, porque Harald exilou a família de Egil para a Islândia. Alina Tomnikov (“Funeral for a Dog”) tem um duplo papel. É Greta, guerreira que acompanha Erik, e a Vidente que o rei Harald consulta.
Por fim, Rune Temte (“Bandidos do Tempo”) e Sisse Marie (“Rebel Moon“) interpretam o rei Gorm da Dinamarca e a rainha Thyra, pais de Gunnhild.
O motivo que levou Michael Hirst de volta ao mundo dos Vikings
A ideia de “Bloodaxe” chegou pela mão de Arturo Interian, produtor executivo de “Vikings”. Interian propôs-lhe uma série sobre Erik Bloodaxe, um dos berserkers mais famosos da Escandinávia. No entanto, Hirst nem o conhecia. Por isso, pediu aos historiadores da equipa que vasculhassem as sagas e, no fim, acabou convencido.
Apesar de se ter recusado a trabalhar ativamente em “Vikings: Valhalla”, Hirst regressa agora a este mundo, em parte, por um motivo especial. Trata-se do filho. Horatio Hirst, de 28 anos, estreia-se como argumentista e assina a série com o pai. Michael garante mesmo que nunca discutiram.
Quanto à história, a primeira temporada é, segundo Hirst, um drama de sucessão pelo trono da Noruega entre Erik e os irmãos. Depois, a ação sai da Noruega. Ambos os criadores descrevem Erik e Gunnhild como uma espécie de Bonnie e Clyde medieval, um casal carismático e sempre em movimento.

