Calor extremo: temperaturas recorde vão chegar hoje a Portugal

© Engin Akyurt via Pexels

Portugal continental prepara-se para enfrentar um dos episódios de calor mais intensos do ano. Até dia 26 de junho, uma massa de ar de origem tropical continental, quente e seca, vai provocar uma subida acentuada das temperaturas em todo o território, com o pico previsto para hoje, terça-feira, 23 de junho.

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DGS ativa nível 1 de contingência

Face à gravidade da situação, a Direção-Geral da Saúde (DGS) ativou o nível 1 do plano de contingência para ondas de calor. Segundo Miguel Telo de Arriaga, da DGS, a preocupação não se limita às temperaturas máximas durante o dia.

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Por outro lado, as temperaturas mínimas também assumem particular relevância, já que a dificuldade em arrefecer durante a noite aumenta o risco para a saúde, sobretudo das pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e doentes crónicos.

Subida gradual até ao pico de terça-feira

A intensificação do calor já se fez sentir desde este fim de semana. No sábado, dia 20, as temperaturas máximas atingiram entre os 35 e os 38ºC em zonas do vale do Douro, Beira Baixa e Alentejo.

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Já no domingo, 21 de junho, dia que marca também o início do verão astronómico, com o solstício, várias zonas do interior Norte, Centro, vale do Tejo e Alentejo registaram máximas entre os 37 e os 41ºC.

Ontem, segunda-feira, 22 de junho, prevê-se uma ligeira atenuação, mas os valores continuarão elevados, principalmente no interior do país. O verdadeiro auge do episódio chegará, no entanto, hoje, 23 de junho, quando se espera a combinação de uma poderosa crista subtropical com uma massa de ar excecionalmente quente, depois de vários dias consecutivos de forte insolação.

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Máximas até 44ºC na terça-feira

De acordo com as previsões, terça-feira deverá trazer temperaturas máximas entre os 40 e os 43ºC em diversas regiões de Portugal continental, podendo pontualmente atingir os 44ºC e, segundo algumas estimativas mais recentes, até aos 45ºC em certas zonas.

Os valores mais elevados são esperados nos vales dos rios Vez, Lima, Ave, Vizela, Sousa, Tua, Sabor e Douro, na Região Norte. Na Região Centro, destacam-se a bacia hidrográfica do rio Mondego, o planalto Beirão, as franjas da Serra da Estrela e o distrito de Castelo Branco.

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Já no sul, as zonas mais afetadas situam-se no distrito de Portalegre e em áreas fronteiriças de Évora e Beja, com máximas entre os 40 e os 42ºC.

Nas principais cidades do país, a tarde de terça-feira deverá registar temperaturas entre os 35 e os 40ºC em 12 das 18 capitais de distrito. As excepções ficam pelas zonas costeiras de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Faro, onde os valores deverão variar entre os 26 e os 30ºC.

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Noites tropicais e risco de incêndio

Para além do calor diurno, as temperaturas mínimas também irão subir significativamente, com valores entre os 20 e os 25ºC na maior parte das noites, as chamadas noites tropicais. O distrito de Castelo Branco poderá mesmo viver uma noite tórrida, com a mínima a não baixar dos 25ºC.

Adicionalmente, o IPMA colocou vários concelhos do Algarve em risco máximo de incêndio, devido à combinação de calor extremo, vento forte e baixa humidade. Segundo as autoridades, há quatro fatores que aumentam a preocupação. Ou seja, o calor, o tempo seco, o vento e o estado da vegetação, agravado por um inverno rigoroso que deixou marcas visíveis na paisagem.

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O IPMA já emitiu avisos amarelos de tempo quente para este fim de semana em sete distritos. Ou seja, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. É provável que estes avisos se mantenham e se estendam a outros distritos nos próximos dias.

Resposta das autoridades

O ministro da Administração Interna já realizou reuniões de prevenção e apelou à colaboração da população face ao risco de incêndio. Desde o início do ano, foram detidos cerca de 120 suspeitos de provocarem incêndios em Portugal. Um número que compara com os 155 detidos registados no ano anterior.

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O Governo está a acompanhar a situação de perto e não exclui a adoção de medidas mais restritivas. Caso o cenário de calor extremo evolua para uma nova vaga de incêndios.

No entanto, a vaga de calor não se limita a Portugal. Espanha e França encontram-se também em situação crítica.

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