De Braços Abertos, em análise

Jean-Etienne Fougerole, de braços abertos, recebe na sua luxuosa casa uma família romena depois de um frenético debate público. Pensando ter sido a sua pior decisão, Jean-Etienne descobre nos seus novos vizinhos algo que há muito tinha perdido.

No meio de uma aquecida polémica sobre a situação dos ciganos romenos em território francês, o realizador Philippe de Chauveron tenta desconstruir os preconceitos criados por parte da população à cerca destas família. Isto, claro, misturado com uma pitada de bom humor e a grande paciência de Jean-Etienne, o “bras ouverts”.

De Braços Abertos

Tudo começa quando Erwan Berruto (Cyril Lecomte), um homem amargo que se junta à família romena após ser despejado da sua própria casa, tem uma ideia de génio – ir viver para casa do político e professor universitário, Jean-Etienne Fougerole (Christian Clavier). Acontece que durante um afervurado debate televisivo contra Clément Barzach (Marc Arnaud), Jean-Etienne afirma afastar-se de uma juventude egoísta para se aproximar dos mais necessitados, nomeadamente as centenas de famílias romenas que vivem nas ruas francesas. Tentando derrotar o adversário, Barzach pergunta a Jean se ele abriria as portas de sua casa a uma família, ao qual ele responde que sim, pensando que ninguém aceitaria a sua oferta.

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De malas feitas, por malas diga-se a pequena caravana onde vivem, Babik (Ary Abittan) e a sua família instalam-se na residência dos Fougerole. O líder da família faz-se acompanhar da matriarca da família Simza (Mirela Nicolau), da sua filha mais velha Somerta e o seu bebé, a filha mais nova Lulughia (Nikita Dragomir), do seu filho Crouch, e do porco Tupuk. Depressa o grupo cria o caos total na residência, deixando o mordomo Ravi (Armen Georgian) de cabelos em pé, e quase enlouquecendo o casal.

De Braços Abertos

Christian Clavier e Ary Abittan encarnam na perfeição as personagens e a sua química é inegável, ajudando tanto nas partes mais dramáticas como nas inúmeras cenas de comédia que protagonizam. Jean-Etienne é um homem bem sucedido, marido da bela e artística Daphné (Elsa Zylberstein), e pai do inconformista e ativista Lionel (Oscar Berthe). O casal mostra-se pronto a aceitar os mais carenciados mas na realidade criam sempre desculpas para não se aproximar deles, o que se torna num obstáculo quando Babik se muda para sua casa. Eles são obrigados a ver de perto o que é ser um cigano romeno e aos poucos percebem o quanto têm em comum. Babik é estranho, respeitador, sempre alegre, apego às tradições e muito desenrascado. Um homem de honra que não está disputo a abandonar a sua cultura mas está aberto a pequenas alterações, divertidas pequenas alterações.

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O resto do elenco fez um excelente trabalho e, de um modo geral, todas as personagens possuem uma identidade própria mesmo quando pouco aparecem. Percebemos que existe um passado para cada uma delas e isso faz o espectador investir mais em saber o que lhes acontecerá.

De Braços Abertos

Muitas aventuras depois, as duas famílias parecem aceitar-se e o final não muito usual é uma surpresa agradável. Pelo caminho estão inúmeros obstáculos quer culturais quer sociais, especialmente quando Barzach faz de tudo para denegrir os Fougerole e acabar com o sucesso e popularidade do adversário político que existe somente pela relação que desenvolveu com a família de Babik.

Esta é uma ótima comédia francesa que diverte enquanto nos faz pensar sobre um tema importante não apenas em França como um pouco por toda a Europa. Uma obra que pode ser vista por toda a família e perfeita para quem deseja ver algo diferente.

TRAILER | JEAN-ETINNER ESTÁ DE BRAÇOS ABERTOS

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De Braços Abertos, em análise
  • Ângela Costa - 71
  • Filipa Machado - 70
71

CONCLUSÃO

A obra é bastante divertida e toca numa ferida de forma um tanto ou quanto relaxada e interessante.

O MELHOR: A química entre Christian Clavier e Ary Abittan.

O PIOR: O final é um pouco abrupto.

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