Foto de Jéssica Rodrigues | © MHD

EDP Cool Jazz | Paul Anka, o regresso memorável ao passado

O segundo dia de EDP Cool Jazz terminou com a voz doce de Paul Anka a fazer as delícias das suas fãs que ficaram em êxtase com a prestação do seu ídolo dos anos 60.

Desengane-se quem pensa que a geração dos Baby Boomers prefere estar no sofá a ver a telenovela da noite. O Hipódromo Manuel Possolo encheu-se, no dia 10 de junho, de pais e avós que se reuniram para ver Paul Anka, o seu ídolo da adolescência. Os hits que se faziam ouvir nas colunas do EDP Cool Jazz momentos antes do grande concerto faziam adivinhar que esta seria uma memorável viagem ao passado. Combatendo a timidez, algumas pessoas da plateia iam-se levantando dos seus lugares para dançar ao som das vozes dos Queen, Aretha Franklin e tantos outros cantores do passado, mergulhando assim num ambiente nostálgico. Antes de subir a palco, um curto prelúdio em forma de documentário enchia os ecrãs e introduzia os recordes alcançados por Anka ao longo da sua carreira com mais de seis décadas.

Expectante, o público sentado apontava os telefones para o palco, na esperança de gravar a entrada do seu grande ídolo. Porém, para surpresa de todos, Paul Anka fez soar as primeiras notas não em cima do palco, mas sim fazendo uma entrada triunfal pelo meio da plateia. Nesse instante, os fãs rejuvenesceram e a loucura instalou-se no recinto do EDP Cool Jazz. Em cima das cadeiras, no meio dos corredores, o público tentava desesperadamente alcançar o seu ídolo que, sem se fazer acompanhar por uma comitiva de seguranças, penetrou no meio da multidão distribuindo abraços e apertos de mão ao mesmo tempo que a sua doce voz cantava “You Are My Destiny”.

Lê Também:
EDP COOL JAZZ 2022 | A lufada de ar fresco de Mimi Froes

Quando subiu ao palco, a plateia já ignorava por completo a existência das cadeiras, fazendo uma concentração no epicentro do acontecimento. Agarradas à mão de Paul Anka, as fãs deliraram com o seu ídolo e só retornaram aos seus lugares forçadas pelas equipas de segurança. Mas ao longo da noite, o cantor canadiano fez questão de se juntar, por diversas vezes, ao seu público, misturando-se com a sua gente.

Após isto, o concerto de Paul Anka tomou um rumo ainda mais nostálgico, a partir do momento em que o cantor apresentou músicas em que havia participado com outros grandes cantores que já não se encontram entre nós. A viagem ao passado começou com uma bonita homenagem ao seu bom amigo Frank Sinatra, através da interpretação do tema “Strangers in the Night” (1966) que fez acender muitas laternas na plateia. Seguidamente, o recinto parou para assitir ao bonito momento em que Anka canta “I’m Not Anyone” num dueto com Sammy Davis Jr., que surgiu nos ecrãs do Hipódromo Manuel Possolo a executar a sua performance. A acrescentar, o cantor canadiano interpretou ainda “Purple Rain” (1984), de Prince, bem como “Love Never Felt So Good” (2014), a canção escrita para Michael Jackson e que se tornou um sucesso a título póstumo. Além disso, houve ainda tempo para cantar “Smells Like Teen Spirit” (1991), da conhecida banda de rock, Nirvana.

Paul Anka
Foto de Jéssica Rodrigues | © MHD

Feitas as homenagens a grandes nomes da música norte-americana, Paul Anka levou o público à loucura ao interpretar “Put Your Head in My Shoulder” (1959), a canção que se tornou recentemente um fenómeno no TikTok. Por esta altura, o cantor romântico abandonou o palco e dançou agarrado a uma fã que se encontrava sentada na primeira fila e que não queria acreditar na oportunidade que o seu ídolo acabava de lhe conceder.

A versatilidade de Anka parecia não ter fim e este chegou mesmo a tocar piano e guitarra durante o seu concerto, fazendo questão de mostrar toda a pujança que continha dentro de si, apesar dos seus 80 anos. Depois de ter agradecido o carinho dos portugueses, Paul Anka fechou o seu espetáculo interpretando “My Way”, um tema de Frank Sinatra que dá nome a esta tour do cantor canadiano.

Lê Também:
EDP Cool Jazz 2022 | Aníbal Zola aquece a tarde

Ao fim de mais de uma hora de concerto, o público parecia não querer aceitar que este chegasse ao fim. Após uma fervorosa súplica da plateia, Paul Anka regressou ao palco, desta vez para voltar a cantar “Diana” (1957), o tema que o lançou no mundo da música. Trata-se de uma canção escrita para Diana Ayoub, a babysitter de Anka.

O público que esteve presente no segundo dia do EDP Cool Jazz certamente não esquecerá o grande concerto dado por Paul Anka. Importa relembrar que a abertura do palco principal havia sido feita por Mimi Froes. Da mesma forma, Aníbal Zola havia iniciado o festival, tocando no palco Marechal Carmona enquanto o sol se punha.

Assististe ao concerto de Paul Anka? Qual a tua música preferida do cantor?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.