A Netflix tem mais um caso real que já está a suscitar muito interesse por parte dos assinantes da plataforma de streaming. De acordo com os dados do FlixPatrol é o segundo filme mais visto a nível mundial, somente atrás de “Unabomber“.
“The Widower: ‘Til Death Do Us Part” (em português “O Viúvo: Até Que a Morte Nos Separe“) é um documentário de longa-metragem, com 1 hora e 31 minutos, estreado a 30 de setembro e já entre os títulos mais vistos da plataforma.
De que fala o documentário?
O filme segue um jornalista e um detetive que tentam descobrir a verdade sobre um homem cujo charme escondia uma sucessão de casamentos falhados e mortes suspeitas.
O nome dele é Thomas Randolph, conhecido por Tom ou Tommy, de Las Vegas. Casou seis vezes e, segundo a imprensa internacional, quatro das mulheres morreram em circunstâncias estranhas. O caso valeu-lhe a alcunha de “Viúvo Negro”.
Uma das mortes que o documentário revisita é a de Sharon Causse, baleada em maio de 2008. A investigação percorre quase 30 anos, com testemunhos, registos judiciais e jornalismo de investigação. A pergunta que o filme deixa no ar é simples: Randolph é um criminoso calculista ou um homem com um azar fora do normal? Importa lembrar que se trata do retrato feito pelos realizadores e que as acusações devem ser lidas como tal.
A realização é de Chris Smith, o cineasta por trás de “Jim & Andy”, “Fyre” e “Wham!”. A produção ficou a cargo da Library Films e da NBC News Studios, com Liz Cole, Andy Berg, Elizabeth Fischer e Dan Slepian como produtores executivos.
O que dizem os críticos?
As primeiras reações estão divididas. No Rotten Tomatoes, o filme tem, ao fim de um dia, apenas quatro críticas e ainda sem percentagem fechada.
Ben Kenigsberg, do New York Times, foi particularmente áspero; considerou-o mais um título no catálogo de true crime da Netflix, feito a preço de saldo.
John Serba, do Decider, viu um ângulo pouco habitual para este género, com trabalho jornalístico suficiente para lhe dar credibilidade.


