Grace de Mónaco, em análise

 

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  • Título Original: Grace of Monaco
  • Realizador: Olivier Dahan
  • Actores: Nicole Kidman, Tim Roth, André Penvern
  • ZON | 2014 |Biografia | Drama | Romance | 103′

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“Grace de Mónaco” pretende ser um filme biográfico, apesar de se afirmar apenas como uma fantasia inspirada em factos verídicos. O resultado é apenas confuso, e a controvérsia gerada em redor deste título é grande, tendo em conta que a família real se recusou a assistir à sua estreia no Festival de Cannes.

O filme oferece um pequeno vislumbre da vida de Grace Kelly (Nicole Kidman) após o seu casamento com o Princípe Rainier III do Mónaco (Tim Roth), durante uma intensa disputa política entre o Mónaco e a França que acabaria por culminar na possibilidade de perda da soberania do Mónaco, passando este a ser território francês. Existe também um grande foco na infelicidade de Grace Kelly por ter deixado de actuar, infelicidade essa que tem que ultrapassar e dominar de forma a desempenhar o seu maior papel, ser Princesa do Mónaco.

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“Grace de Mónaco” tem sido completamente dizimado pela crítica, e apesar de ser um filme frustrante e algo irrelevante, não é assim tão mau como muitos querem fazer parecer. Existem alguns elementos interessantes, a disputa pela soberania do Mónaco em particular, mas é verdade que se o elemento mais importante de um filme biográfico não é a personagem que tenta explorar, algo não está a ser bem executado.

A cinematografia é sem dúvida uma das maiores falhas. O uso exagerado dos “close ups”, em que é impossível alguém se concentrar no diálogo ou na representação porque a única coisa no enquadramento é o olho e a sobrancelha de Nicole Kidman. Qualquer esforço feito pela atriz é completamente derrotado por estas escolhas. O diálogo em si também não é nada de maravilhoso, sendo prevísivel e algo melodramático.

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O verdadeiro ponto positivo é o elenco, pois apesar das outras escolhas que não funcionam, é a representação que salva o filme de ser francamente mau. Não é que hajam momentos extraordinários em que os atores brilhem, mas não há muito a fazer quando a matéria prima não é de qualidade.

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No final, a mensagem não é clara. Seria a vida de Grace Kelly um conto de fadas? Será que tentou ser feliz, ou apenas decidiu fingir não ser infeliz? A questão permanece.

“Grace de Mónaco” não é um bom filme, mas também não é mau. É apenas medíocre.

SL

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