Nove anos depois, os Foo Fighters voltaram a pisar o Palco NOS e não pouparam energia. Assim sendo foram duas horas e meia de concerto, dezenas de temas clássicos e um Dave Grohl a correr de ponta a ponta do palco como se o tempo não tivesse passado.
O segundo dia do NOS Alive prometia ser daqueles que ficam na memória, mas havia dúvidas no ar. Conseguiria o regresso da banda de Seattle corresponder à espera de quase uma década? Um concerto de Zara Larsson no Palco Heineken, tradicionalmente visto como “secundário“, iria aguentar todos os que queriam ver?
Foo Figthers foram tudo o que se esperava e mais ainda
A resposta a ambas as perguntas foi sim, ainda que por motivos diferentes. Os Foo Fighters apostaram forte na nostalgia, indo buscar temas de pelo menos 14 anos de carreira, de “All My Life” a “Everlong”.
No entanto, a banda tocou uma música de cada um dos integrantes antes de se juntarem aos Foo Fighters. Como seria de esperar, todos queriam ouvir Nirvana, da época em que Dave Grohl fazia parte do lendário conjunto.
Assim sendo a escolha foi “Marigold”, composta pelo próprio quandon entrou nos Nirvana. Uma música do álbum “In Utero”.
Além disso houve também um emotivo tributo a Taylor Hawkins em “Aurora”. Do álbum mais recente, “Your Favorite Toy”, lançado em abril, não tocaram uma única música, prova de que o público ali estava pela nostalgia, não pelas novidades.
Nem tudo foi perfeito. O concerto dos Foo Fighters, por ser tão longo, teve também os seus momentos mais mornos a meio, e a ausência de temas mais recentes ou mais agressivos como “White Limo” deixou alguma vontade por cumprir. Ainda assim, quem foi para ver clássicos saiu satisfeito e a promessa de regresso em breve deixou os fãs otimistas.
Zara Larsson provou que não há palcos pequenos
Enquanto isso, no Heineken, Zara Larsson dava uma lição diferente. Com apenas uma hora de concerto, a sueca encheu o espaço até à duas da manhã, com banda inteiramente feminina, coreografias trabalhadas e uma voz que dispensou por completo o playback.
Entre êxitos antigos como “Uncover” e “Lush Life” e temas mais recentes como “Ain’t My Fault” e “SHE DID IT AGAIN”, a artista mostrou porque é apontada como uma das apostas fortes da pop para os próximos anos.
O momento alto? Quando escolheu um fã do público para subir ao palco e recriar a coreografia de “Lush Life” ao seu lado, antes de lhe oferecer uma t-shirt personalizada em direto.
Outros destaques do segundo dia do NOS Alive
Fora dos dois palcos principais, o dia também teve direito a rock no feminino, com as mexicanas The Warning a abrir o Palco NOS e Jehnny Beth a incendiar o Heineken com um dos concertos mais viscerais do festival.
O NOS Alive continua este sábado, para o último dia, com Buraka Som Sistema em destaque no cartaz. Depois de dois dias esgotados, a expectativa para o encerramento do festival está ao rubro.

