O Regresso do Mal | Mini-Crítica

 

O Regresso do Mal não se destaca dentro do género, amparando-se em algumas cenas meritórias

 

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  • Título Original: The Vatican Tapes
  • Realizador: Mark Neveldine
  • Elenco: Olivia Taylor Dudley, Michael Pena, Dougray Scott
  • Género: Horror, Thriller
  • Nos Audiovisuais| 2015 | 91 min

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Depois de “The Exorcist”, de William Friedkin, os fabulosos “The Exorcism of Emily Rose”,The Conjuring” de Scott Derrickson e James Wan, respectivamente, entre muitos outros, não será um herói quem se propõe passar do papel para a cena um filme de terror deste género? Sendo uns obviamente mais certeiros na abordagem da temática do que outros – porque é demasiado fácil errar na dosagem criatividade/verossimilhança, e inventar situações que, por serem excessivamente fantásticas, quebram a credibilidade -, a “cronologia de um guião”, em películas deste género, e no que toca ao procedimento em concreto, não varia substancialmente. E, ou nasce uma “bomba do Mal”, no bom sentido; ou um “show-off’ sem muito mais a oferecer; ou algo que, por ser vítima do que já nos concederam obras de inexcedível qualidade, se torna incapaz de nos entusiasmar em larga medida.

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Olivia Taylor Dudley – conhecida por “Chernobyl Diaries” e “Transcendence” – é Angela Holmes. E como frequentemente sucede, é uma jovem socialmente adaptada, subitamente atacada por acidentes e feridas de relevo – se de início de explicação perfeitamente plausível, rapidamente relacionados com caóticos e infundados eventos.

Ao contrário de alguma previsibilidade, quer ao nível de ‘clichés’, quer no que respeita ao confronto final entre Bem e Mal, O Regresso do Mal fomenta uma alternativa ao ‘términus’ da religiosidade vitoriosa, apresentando a inevitabilidade de uma constante e imparável batalha contra as forças das trevas. Mas aqui diferenciando-se daqueles últimos segundos de subtis e já tão recorrentes indícios próprios do horror – “vai haver sequela?”, “ele morreu?”.

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M. Neveldine é claro e directo, e esta é a única gota de água rejuvenescida e límpida num peculiar oceano de águas estagnadas.

O PIOR – O argumento pouco inovador, num género que já não se compadece com baixos e médios índices de criatividade, desfecho com resquícios de show-off.

O MELHOR – Escolha perfeita de O. Taylor Dudley, estreita amplitude de ‘clichés’, uma ou duas cenas de inesperada originalidade, fotografia sempre mágica do Vaticano, final com traços diferenciadores de ‘scripts’ idênticos.

 

Sofia Melo Esteves

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