Os projetos mais baratos que venceram o Óscar de Melhor Filme (3)

Grandes orçamentos não significam grandes vitórias e muitos prémios. E a última edição dos prémios da Academia mostrou isso mesmo com a conquista do Óscar de Melhor Filme por Moonlight. 

A cerimónia dos Óscares de 2017 ficou marcada, não só pelo escândalo dos envelopes, mas também, pela vitória de Moonlight. Já esmiuçamos a relevância que esta conquista trouxe para a história da sétima arte. Mas é importante voltar a salientar que a produção independente de Barry Jenkins é a mais barata de sempre a vencer o galardão de Melhor Filme.

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Com um custo de 1,5 milhões de dólares, Moonlight mostrou que grandes orçamentos não significam muitos prémios. Com ou sem inflação, a longa-metragem é muito mais barata em comparação com La La Land, que custou 30 milhões, por exemplo.

No entanto, Moonlight não foi um caso único. Ao longo de 89 edições foram várias as longas-metragens de baixo orçamento que conseguiram ultrapassar produções de grandes estúdios. E a Magazine.HD apresenta-te os 14 filmes mais baratos que já venceram o Óscar de Melhor Filme.

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Quem Quer Ser Bilionário? (2008)

Depois do filme de culto Trainspotting, Danny Boyle teve de esperar 12 anos para voltar a colocar uma produção nos holofotes da Academia. E a espera valeu a pena. A longa-metragem custou 15 milhões de dólares e arrecadou oito Óscares. O Estranho Caso de Benjamim Button, Frost/Nixon, Milk e O Leitor foram os filmes vencidos.

 

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Estado de Guerra (2009)

Além de integrar esta lista dos títulos mais baratos que já arrecadaram o Óscar de melhor filme, Estado de Guerra também é o vencedor que menos rendeu nas bilheteiras. No entanto, a longa-metragem de Kathryn Bigelow foi um sucesso. Com este orçamento ganhou seis Óscares, ultrapassando Avatar, Distrito 9, Sacanas sem Lei, Precious, Up – Altamente e Nas Nuvens.

 

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O Discurso do Rei (2010)

Tom Hooper trouxe para o grande ecrã a história do rei que “não sabia falar”. Por 15 milhões de dólares, o cineasta conseguiu sucesso nas bilheteiras e na crítica. O título venceu quatro Óscares e ultrapassou os filmes Cisne Negro, The Fighter, Inception, A Rede Social, Toy Story 3 e Indomável.

 

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O Artista (2011)

A comédia romântica a preto e branco revolucionou os prémios da Academia. O filme que custou 15 milhões de dólares foi o primeiro título francês a vencer o prémio mais importante da Academia e o primeiro projeto mudo a ganhar desde 1929. A Invenção de Hugo, As Serviçais, Meia Noite em Paris, Moneyball e Cavalo de Guerra eram os outros nomeados.


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Catarina Fernandes

Mestre em Ciências da Comunicação e fotógrafa amadora. Seriófila compulsiva e apaixonada por literatura, assim como pelo cinema e pela sua história. (Extremamente) Viciada em música e concertos.

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