PlayStation Experience 2017 | De “God of War” a “Death Stranding”

Sabes quanto tempo de jogo terá “God of War”? Curioso para ver mais do mundo de “Dreams” ou para saber o que aconteceu no primeiro encontro de Hideo Kojima e Andrew House? As respostas para estas perguntas estiveram no PlayStation Experience 2017!

GOD OF WAR

Cory Balrog (diretor da Santa Monia Studios) entrou em palco para nos falar um pouco de “God of War”, um dos jogos mais aguardados de 2018. Balrog confirma que o título já está em fase final, ainda que guarde a sete-chaves a informação que todos queremos: “o meu cão comeu a folha com a data de lançamento” – diz Balrog. Segundo o diretor, a fase de testes terminou recentemente e os jogadores poderão esperar um total de 25 a 35 horas de jogo! Agora, como é que eles conseguirão manter uma boa narrativa num tempo de jogo tão longo? Balrog responde:

“Estamos a pensar o jogo como uma visita guiada de autocarro neste mundo gigante, e estamos a recompensar o jogador por ser curioso. Ele pode sair do autocarro e desvendar o mundo mas o autocarro está sempre por perto, independentemente do que faça.”

DREAMS (novo trailer)

Apresentado durante o The Game Awards, “Dreams” é uma fantástica aventura que não vais querer perder. Para falar do jogo tivemos Siobhan Reddy (da Media Molecule) que, entre outras coisas, descreveu o jogo como sendo algo que o jogador pode manipular à sua vontade, como um sonho – “o céu é o limite”, afirma Reddy. O título ainda não possui data de lançamento, apesar de chegar em 2018, e em breve os jogadores poderão experimentar “Dreams” num beta que será revelado nos próximos meses.

DETROIT: BECOME HUMAN (novo gameplay)

Seria impossível não falar de “Detroit: Become Human” e Guillaume De Fondaumiere (da Quantic Dream) revelou alguns detalhes como o que inspirou o título:

“Como se devem lembrar, em 2011 trabalhámos numa tech demo chamada “Kara”, um android que era construído, e quando foi lançado em 2012 como um protótipo, todos me perguntaram o que acontecia à Kara quando ela saía para o mundo, e então o David Cage e a equipa começaram a trabalhar sobre o que aconteceria quando ela sai. Imaginámos este mundo daqui a 20 anos quando os androids humanoides se tornam algo bastante comum. Eles estão por todo o lado, executando a maioria dos trabalhos que os humanos antes tinham, e apesar de se parecerem e falarem como humanos, são apenas máquinas, estão à superficie do que é ser humano.”

Assim chegamos a “Detroid: Become Human”, onde o jogador se apodera de três destes androids – Kara, Connor e Marcus – cada um com uma personalidade e passados diferentes. Cada um tem um lugar na sociedade e as decisões que forem tomadas por nós irá ditar o seu futuro e moldará a história de forma única.

O painel contou também com um gameplay que nos apresenta Connor, um android género “blade runner” que investiga comportamentos estranhos de outros androids. Ele tem de resolver um caso onde uma rapariga está em perigo e as escolhas são imensas. Segundo Fondaumiere, o guião usado tem mais de 2000 páginas, refletindo o trabalho árduo investido, e os fãs podem esperar o jogo durante a primavera de 2018.

GHOST OF TSUSHIMA

Greg Miller esteve à conversa com Shuhei Yoshida que mostrou imediatamente a sua felicidade por estar mais uma vez tão perto dos fãs. Yoshida revela também que podemos estar a ter notícias da Sucker Punch em breve, nomeadamente sobre “Ghost of Tsushima”:

“É o maior jogo que eles já criaram [a Sucker Punch], maior até que o “InFamous: Second Son”. É belissimo e já está jogável.”

Curiosamente, já tinha havido notícias do título este ano mas quase ninguém reparou. Yoshida conta que durante o período de pesquisa em Tsushima, um jornal local fez uma notícia sobre a equipa. Felizmente, eles foram salvos porque somente foram vendidas cópias na ilha mas os habitantes estão muito curiosos com o projeto.

DEATH STRANDING

Hideo Kojima não podia faltar no PlayStation Experience, depois de ter apresentado mais um trailer durante o The Game Awards. A pergunta que muitos ainda fazem é como foi Kojima parar à PlayStation e muita dessa escolha tem a ver com o modo como ele e Andrew House (da Sony Interactive Entertainment) se conheceram:

“Quando me tornei independente tive a sorte de receber várias ofertas. Apesar das ofertas eu queria manter a minha liberdade para criar o que eu queria e trabalhar com alguém que me compreendesse. Encontrei o Andy e expliquei-lhe o que queria fazer. Normalmente depois desta fase vamos a várias reuniões, falamos do orçamento e do que estaria a planear ou o tipo de público a que quero chegar. Mas quando falei com o Andy estive cerca de 2 ou 3 minutos a explicar-lhe o que queria e ele apenas me disse ‘sim, ok’. Sem o Andy, nada disto seria possível. (…) Eu sabia o que queria mas não tinha a tecnologia para o fazer, nem um escritório tinha na altura.”

Depois de sair da Konami, Hideo Kojima alugou um pequeno espaço onde nasceu “Death Stranding” com o apoio de uma equipa de quatro pessoas. A Sony foi uma grande ajuda e a sua amabilidade e desejo de ajudar impressiou o criador. Infelizmente continuamos sem data prevista de lançamento mas, até lá, ocupamos o tempo a teorizar o que este louco trailer signica!

Lê Também:
The Game Awards revela os vencedores de 2017

Outros artigos PSX:

Será que o evento nos conseguirá surpreender mais?

Ângela Costa

Mestre em Cinema pela Universidade da Beira-Interior, sou apaixonada pelo cinema japonês e toda a cultura que o envolve. Adoro igualmente fotografia e se tiveres curiosidade passa no meu Instagram ;) Música e videojogos são dois outros grandes interesses.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *