Quentin Tarantino tinha apenas sete anos quando decidiu ver todos os cinco nomeados a Melhor Filme de 1970 no cinema. Assim sendo, entre “Love Story”, “Airport”, “Patton” e “Five Easy Pieces”, foi uma comédia militar anárquica que conquistou o futuro realizador. Ou seja, o clássico “M*A*S*H”, de Robert Altman.
Assim sendo, o cineasta chegou mesmo a assistir à obra três vezes na sala de cinema, tal era a admiração que nutria pelo filme que acabaria por vencer a Palma de Ouro em Cannes e o Óscar de Melhor Argumento Adaptado.
Tarantino recorda em entrevista, que “nada o fez rir tanto” quanto as cenas em que a personagem “Hot Lips” Houlihan, interpretada por Sally Kellerman, é exposta no duche, ou quando o microfone é colocado debaixo da cama para transmitir a relação entre Houlihan e o Major Frank Burns a todo o acampamento.
De “The Love Bug” a um clássico do cinema adulto
Da mesma forma a escolha marca uma evolução notável nos gostos do realizador. Ou seja, em 1968, o seu filme favorito era “The Love Bug”, da Disney, e em 1969 passou para “Butch Cassidy and the Sundance Kid”.
No entanto, um ano depois, era já um dos maiores admiradores de uma comédia satírica sobre a Guerra da Coreia, protagonizada por Donald Sutherland e Elliott Gould.
No entanto, nem tudo agradou ao jovem espectador. Ou seja, Quentin Tarantino admite que a secção do filme dedicada ao dentista “Painless” e ao seu pânico relacionado com a própria sexualidade foi “a pior parte” da obra. Algo que só viria a compreender melhor com o passar dos anos.
Onde ver em Portugal?
Ainda assim, “M*A*S*H” permanece, segundo o próprio, o seu filme preferido de Altman entre toda a filmografia do realizador. Apesar de nutrir pouca simpatia por grande parte do resto do seu trabalho posterior.
Um dos maiores êxitos de bilheteira do início da década de 1970. O filme continua a ser lembrado como uma das obras mais influentes do movimento “New Hollywood” que moldou o gosto cinematográfico do realizador. Podes ver o filme, através de aluguer, na Apple TV+.

