Qual o melhor título da saga Massacre no Texas?

Ranking: “Massacre no Texas”, do Pior ao Melhor!

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Com oito filmes no currículo, Massacre no Texas é uma das grandes sagas de terror da história. Mas entre tantas entradas gloriosas, duvidosas e apenas estranhas, quais emergem como os melhores títulos?

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O franchise de Massacre no Texas sofreu, ao longo dos anos, grandes transformações. Tudo começou há mais de 40 anos, em 1974, com uma autêntica montra de sadismo e violência que para sempre nos deixou a pensar duas vezes antes de aceitarmos dar boleia a alguém.

É certo que, apesar de ter sido um dos primeiros exemplares da Era de Ouro do Terror americano moderno, Massacre no Texas e o seu protagonista Leatherface nunca atingiram os níveis de popularidade dos seus descendentes Michael Myers (Halloween), Jason Voorhees (Sexta-Feira 13) ou Freddy Krueger (Pesadelo em Elm Street). Todavia, julgamos que é seguro dizer que nenhum outro franchise desta (ou outra) época sofreu alterações e transformações tão profundas.

Em antecipação à chegada de Leatherface – A Origem do Mal aos cinemas, resolvemos recordar o franchise clássico e organizar, de uma vez por todas, o Melhor e Pior da saga Massacre no Texas.

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8. Massacre no Texas – O Início (2006)

Se o clássico de Tobe Hopper se conseguiu reger eximiamente pela regra do “menos é mais” no que ao terror diz respeito, é caso para assumir que Massacre no Texas – O Início, qual telefone estragado, interpreta esta máxima de uma forma totalmente e exponencialmente inversa: uma espécie de “mais é mais, muito mais!”. Pejado de sangue, tripas, membros decepados e gore altamente estilizado, Massacre no Texas – O Início deixa para trás os nossos adorados saltos na cadeira, e até uma história minimamente coerente em que nos possamos investir. Sádico até ao tutano, é uma espécie de exercício de crueldade repetitivo e sem alma que acrescenta uma desnecessária backstory à família Sawyer e ao enquadramento de Leatherface.


7. Massacre no Texas – O Regresso (1994)

Há quem diga que é de uma loucura e diversão endiabradas, há quem diga que é simplesmente patético e há ainda os que não conseguem passar do “what the f…?”. A terceira sequela após o clássico original é, possivelmente, um dos filmes mais famosos do franchise, ou não reunisse em si um surpreendente elenco de luxo – com direito a uma jovem Renée Zellwegger como uma impecável scream queen, e um taxista sádico interpretado por Matthew “Alright Alright Alright” McConaughey. A mecânica de lançamento não fazia antever o melhor – depois de ter sido gravado, o filme ficou “na prateleira” durante três anos, altura em que os então desconhecidos protagonistas já eram figuras bem conhecidas de Hollywood. Há aqui coisas para admirar, é certo – a alma texana e o risco de embarcar numa viagem completamente demente e louca merecem pontos garantidos – mas entre um Leatherface travesti, uma banda sonora deplorável e uma narrativa que sugere que a família Swayer é, afinal, alvo de uma macabra experiência social, Massacre no Texas é tudo de mau… menos possível de esquecer.

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6. Massacre no Texas 3D (2013)

Massacre no Texas 3D é, possivelmente, um dos títulos mais divisivos do franchise. Por um lado apresenta diversos (e graves) problemas: uma timeline que faz, literalmente, nenhum sentido (a cronologia nunca foi um forte da série mas ter Alexandra Daddario a interpretar o que deveria ser uma mulher de 40 anos é no mínimo estranhíssimo), a nudez tem um papel demasiado proeminente e toda a produção parece demasiado elaborada para criar um sentido de realismo que algumas entradas anteriores conseguiram manter. Por outro lado, Massacre no Texas 3D é estranho o suficiente para, mesmo sendo incrivelmente absurdo e – vamos lá – burro, se sentir minimamente fresco e até corajoso nas opções que faz. Com cameos do elenco original para satisfazer os fãs da saga, Massacre no Texas 3D pelo menos não tem medo de experimentar coisas diferentes e divertir-se com isso, o que acaba por o tornar um dos melhores pedaços de entretenimento do franchise… ainda que os elementos de terror e lógica deixem muito a desejar.



5. Leatherface: A Origem do Mal (2017)

A mais recente entrada no cânone de Massacre no Texas está prestes a chegar às salas. Longe de ser um dos piores títulos da coleção, Leatherface: A Origem do Mal mergulha no passado sujo da família Sawyer para descobrir como uma adorável criança chamada Jedidiah se tornou num dos grandes monstros do Cinema moderno. A oportunidade sente-se, no entanto, ligeiramente perdida: o argumento tem um conceito de partida promissor, mas o seu desenvolvimento é atabalhoado e preguiçoso, não conseguindo, inclusive, manter o poder cru do original. Parte psicodrama, parte festival gore, Leatherface é, ainda assim, uma entrada refrescante que não se limita a copiar as valências do clássico original e, pelo menos, tenta dar uma nova versão daquilo que já vimos.

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4. Massacre no Texas 3 (1990)

Os anos 90 foram conturbados para o género de terror. Depois das fabulosas décadas de 70 e 80 que nos deleitaram com Jason Voorhees, Freddy Krueger, Michael Myers e Chucky, a entrada na última década do milénio assistiu a uma triste cartoonização destes que se tornaram os grandes ícones do terror comercial até aos dias de hoje. Um dos últimos bons exemplos cinematográficos desta Era é sem dúvida Massacre no Texas 3 (1990), um título que não teve medo de se apoiar numa narrativa mais simples (especialmente se compararmos com o caos de The Next Generation) e uma abordagem mais descomplicada da fórmula slasher, capaz de incorporar valerosos momentos de humor. Porque é que o título do filme indica Leatherface como uma espécie de protagonista (afinal a versão original chama-se Leatherface: Texas Chainsaw Massacre III)… não sabemos – afinal é o pai Tex (deliciosamente interpretado por Viggo Mortensen) que é o cérebro e (falta de) alma da família Sawyer. De qualquer forma – uma entrada sólida, em grande e positivamente fora do controlo!


3. Massacre no Texas (2003)

À partida, todas os remakes necessitam de um certo distanciamento que nos permita ruminar e digerir a sua natureza altamente desnecessária antes que consigamos apreciá-los condignamente. Se formos capazes de o fazer com esta adaptação de 2003, chegaremos rapidamente à conclusão de que já se fizeram coisas bem piores. Ligeiramente estilizado demais mas genuinamente assustador e arrepiante, Massacre no Texas (2003) tem a rara qualidade de não se julgar ou querer ser mais do que realmente é. É certo que a natureza crua e suja do original se perde em detrimento de uma versão mais comercial do mesmo produto, mas se ajudar novos públicos a ter curiosidade em explorar a restante saga e, particularmente, o original… de que nos podemos queixar?


2. Massacre no Texas 2 (1986)

Antes de começarmos, vamos dar-vos a oportunidade de darem uma olhada no poster oficial de Massacre no Texas 2, e podem fazê-lo aqui. Já está? Perfeito. Agora podemos então recordá-lo como como o mash-up familiar/cómico/respingado/demente que é. Com uma loucura febril que oferece entretenimento a rodos, Massacre no Texas 2 é o tipo de filme que compreende que não pode simplesmente recuperar o que foi feito no original e, por isso, faz algo completamente diferente – o minimalismo dá lugar ao excesso e à extravagância e abrem-se alas à comédia negra. Recuperando Tobe Hooper no comando, Massacre no Texas 2 ganha pontos no seu epicentro de loucura porque é original e totalmente imprevisível. Incorrendo numa espécie de mutação química a partir do original, é tão exagerado e extravagante que se torna uma quase-ópera de sangue num labirinto de matança que nos oferece um Leatherface particularmente neurótico, selvático e… sexualmente entusiasmado.  God help us all!

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1. Massacre no Texas (1974)

Mas havia dúvidas? Um clássico de terror é sempre um clássico de terror, mas depois de incontáveis visionamentos e exposições mediáticas, Massacre no Texas (1974) continua a ser uma das experiências mais reptilianas, cruas e genuinamente arrepiantes que podemos assistir. Numa das taglines podia ler-se “After you stop screaming, you’ll start talking about it”, e é mesmo verdade. Com um orçamento diminuto e condições de filmagem potencialmente causadoras de vários ataques de ansiedade, Massacre no Texas combina um terror tecnicamente exímio com um realismo impressionante que tornou este um filme tão estimulante quanto brutal. Quando as sequelas, prequelas e inequívocos descendentes parecem preocupar-se mais com exibições macabras de ultraviolência em autênticos festivais de sangue e tripas e alongadas exposições de backstory, é curioso relembrar que o clássico imaculado de Hopper mal mostra uma gota de sangue e resolve focar-se apenas no terror pelo terror. A simplicidade pode afinal ser a melhor amiga de um filme para todo o sempre.

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Leatherface: A Origem do Mal estreia nos cinemas a 7 de dezembro de 2017.

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