O resumo que faltava dos Grammys 2017

Galardões partidos, muitas homenagens, Carpool Karaoke em direto, Adele e Beyoncé a chorar, … Aconteceu tudo e mais alguma coisa na cerimónia dos Grammys e a Magazine.HD apresenta-te o resumo com tudo aquilo que precisas de saber. 

Decorreu no domingo, 12 de fevereiro, a entrega dos principais prémios da indústria discográfica norte-americana. A cerimónia foi apresentada pelo comediante e ator James Corden, do programa Late Late Show e responsável pela famosa rubrica Carpool Karaoke.

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A noite ficou marcada pela histórica vitória de Adele frente a Beyoncé, que dominava com nove nomeações. Contudo, não são os prémios que irão ficar na memória dos espetadores. O último e o mais importante prémio da gala, o Álbum do Ano, gerou um discurso sentido e emocionado e uma revolta nas redes sociais.

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Em 17 anos de nomeações nos Grammys, Beyoncé nunca venceu o Melhor Álbum. E “Lemonade” seria o disco que iria trazer a vitória à cantora norte-americana. “Lemonade” é considerado o melhor álbum da artista, uma vez que concilia o sucesso comercial e crítico, enaltecido pelo seu valor artístico, pela abordagem social e política e pelo conteúdo estético. No entanto, isto não foi o suficiente para a vitória.

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Contudo, ao receber o prémio de Álbum do Ano, Adele fez um sentido discurso e admite que não deveria ter ganho o galardão. Numa decisão épica, a compositora britânica parte o Grammy a meio, já sem as câmaras a filmar, para entregar a Beyoncé.

Já na conferência de imprensa que seguiu a cerimónia, Adele reafirmou a sua posição. “O meu álbum do ano é Lemonade. Por isso, não vou mentir: enquanto fã da Beyoncé, uma parte de mim morreu [quando fui eu a receber o prémio]. Eu estava a torcer por ela, eu votei nela”, sublinhou. No final colocou a questão que todos os fãs fazem: “Que raio precisa ela de fazer para ganhar o álbum do ano?”.

Contudo Beyoncé não foi a principal “derrotada”. Rihanna e Kanye West, ambos com oito nomeações, acabaram a cerimónia sem qualquer prémio.

As atuações da noite

A cerimónia de abertura da 59ª edição dos Grammys ficou à responsabilidade de Adele. E a cantora britânica não desiludiu ao cantar o primeiro single do álbum “25”, “Hello”. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, os problemas técnicos não atrapalharam (est)a atuação da cantora.

Depois da atuação da que viria a ser a vencedora da noite, James Corden continuou a cerimónia com um rap. O apresentador aproveitou o momento para deixar umas mensagens políticas: “Vivam tudo ao máximo, porque com o Presidente Trump não sabemos o que vem a seguir”.

Paris Jackson, filha do Rei da Pop, subiu ao palco para apresentar The Weeknd, que não desiludiu. O músico cantou “Star Boy” e “I Feel it Coming”, a última ao lado dos Daft Punk. The Weeknd regressa a Portugal em julho, para o NOS Alive.

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Ed Sheeran, que esteve oito meses afastado das redes sociais, regressou aos Grammys para apresentar um dos seus novos singles, “Shape of You”. Acompanhado apenas pela guitarra, o cantor britânico não precisou de mais nada para cativar a plateia.

Quem também regressou ao palco dos Grammys foi Katy Perry. A cantora norte-americana cantou pela primeira vez o novo single “Chained to the Rhythm”, lançado apenas há quatro dias. Durante a atuação a artista deixou algumas mensagens a Donald Trump. Em palco estavam instaladas várias cercas, em representação do muro que Trump quer construir. E no final, Katy Perry e o rapper Skip Marl exibiram no ecrã uma cópia da constituição dos Estados Unidos.

Apesar de ter vencido apenas dois Grammys, Beyoncé conquistou um dos pontos altos da noite. A cantora surpreendeu todos quando a sua atuação foi apresentada pela sua mãe. Antes de entrar em palco, foram exibidos excertos sobre a maternidade retirados do disco “Lemonade”. Durante a atuação de Beyoncé, que cantou “Love Drought” e “Sandcastles”, foram apresentadas imagens da sua mãe e filha.

A filha de Beyoncé, Blue Ivy, também já anda a seguir as pisadas da mãe ao ser a protagonista de um dos momentos da gala. James Corden, apresentador do programa The Late Late Show, tentou recriar a sua famosa rubrica “Carpool Karaoke”. Corden preparou um carro de cartão em palco e convidou alguns dos artistas presentes para cantarem “Sweet Caroline”, de Neil Diamont. Ao apresentador juntaram-se John Legend, Faith Hill, Jennifer Lopez, Jason Derula e Blue Ivy, que fez um pequeno “cameo”.

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A cerimónia deste ano dos Grammys também fica marcada pelas suas homenagens. No mesmo dia em que a discografia de Prince foi disponibilizada em todas as plataformas de streaming, Bruno Mars e The Time, antigos associados de Prince, juntaram-se para recordar o cantor.

Prima The Time interpretaram “Jungle Love” e “The Bird”. O cantor que em abril irá atuar no MEO Arena, vestiu-se a rigor – casaco púrpura e camisa branca – e interpretou “Let’s Go Crazy”, tema de 1984, tendo acabado com uma performance à guitarra digna do falecido artista.

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John Lennon e Cynthia Erivo subiram ao palco para cantar “God Only Knows”, em homenagem a Leonard Cohen, Prince, Sharon Jones, David Bowie, Sonny James, Bobby Vee, Juan Gabriel, George Michael, Joe Ligon, Billy Paul, Frank Sinatra Jr, Leon Russel, George Martin, entre muitos outros.

No entanto, a principal homenagem da noite ficou a cargo de Adele. A cantora regressou ao palco para recordar George Michael, que faleceu em dezembro, com o tema “Fastlove” de 1996. A britânica fugiu às músicas clássicas e mainstream do músico, como “Faith” ou “Careless Whisper” e optou por um tema menos conhecido de George Michael. Esta seleção acabou por ser um sucesso graças ao poder da letra da canção e ao novo arranjo musical.

Contudo, nesta atuação Adele não escapou a problemas técnicos e à emoção. Mas ao contrário do ano passado, a cantora parou a atuação e pediu para recomeçar.

“Desculpem, f*** tudo. Eu sei que estamos em direto, mas temos que parar. Desculpem por dizer uma asneira, mas não podemos continuar. Não posso estragar isto para ele [George Michael]”, afirmou a cantora.

Também a atuação de Lady Gaga com os Metallica foi marcada por problemas técnicos. James Hetfield, vocalista do grupo rock, foi obrigado a partilhar o microfone com a cantora norte-americana, que há uma semana tinha atuado no intervalo do Super Bowl. Rodeados por fogo, Metallica e Lady Gaga cantaram “Moth Into Flame”.

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Ao longo de três horas e meia, a cerimónia de entrega de prémios da Academy of Recording Arts and Sciences foi perdendo algum ritmo, de acordo com os comentários partilhados pelos espetadores nas redes sociais. Também Rihanna se aborreceu com a gala, uma vez que foi “apanhada” a usar o Facetime (software que permite fazer chamadas de vídeo) durante a cerimónia.

Se não acompanhaste a cerimónia dos Grammys em direto, podes ver a versão legendada na sexta feira, dia 17, às 23h30, ou domingo, dia 19, às 16h45, na SIC Caras.

Catarina Fernandes

Mestre em Ciências da Comunicação e fotógrafa amadora. Seriófila compulsiva e apaixonada por literatura, assim como pelo cinema e pela sua história. (Extremamente) Viciada em música e concertos.

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