Rockin'Me (foto de Carolina Batalha)

Rockin’Me estreia-se com “Fight Song”

O nosso jornalista Diogo Fonseca lançou o primeiro single “Fight Song”, estreando-se no mundo da música com o projecto Rockin’Me.

Os leitores da MHD não são estranhos à pessoa de Diogo Fonseca. Tendo-o conhecido aqui como jornalista, podem agora descobrir-lhe uma nova faceta, mais promissora ainda. Oriundo da capital, desde os seis anos que o jovem artista começou a aprender a tocar guitarra no Conservatório de Lisboa e foi por volta dos 12 anos que começaram a surgir as suas primeiras composições, no momento em que deixou de “querer aprender a tocar as músicas que ouvia na rádio e quis começar, com os acordes que já dominava, a criar as [suas] próprias canções”.

Contudo, foi só recentemente, com o apoio de José Sequeira, no estúdio SEQ RECORDS, que nasceu o projecto Rockin’Me: “Eu tive 5 ou 6 anos a aprender músicas clássicas na guitarra e só quando recebi material de gravação e um bom computador é que comecei a explorar a produção, e foi aí que o meu professor me falou no estúdio dele. Era mesmo isso que eu queria, por isso parei de ir ao conservatório quando comecei a ir ao estúdio. Percebi que as aulas de guitarra já não iam levar a lado nenhum, já tinha aquilo que queria para poder ter a minha carreira musical em termos de compositor e artista. A “Fight Song” foi a primeira que gravámos do início ao fim.”

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A nova faixa, “Fight Song”, surge num período de transição na vida do Diogo e apresenta-se como a primeira evidência de que, apesar do caminho académico que o jovem artista não pretende abandonar, a música começa a ganhar um maior destaque na sua vida: “Há dois ou três anos é que comecei a levar esta ideia a sério, sempre me foi difícil pôr a escola à frente de música, e nessa altura as notas começaram a importar e cada vez me incomodava mais a ideia de que se fosse pôr sempre a escola à frente da música nunca iria fazer nada da música. Quero conseguir compatibilizar as duas coisas o melhor possível. Agora vou começar a licenciatura em Engenharia de Gestão Industrial na Nova mas tenho o objetivo de ir continuando a compor e ir lançando algum material.”

Rockin’Me encontra alguma dificuldade em inserir a sua música num género, não só porque a quantidade de material lançado é ainda parca mas também porque as influências são muitas: “Tenho a sorte de ter o meu pai que me deu uma grande cultura musical. O álbum do Jimi Hendrix Axis: Bold as Love é aquele álbum que associo ao “carro do pai”. Quando oiço aquele álbum ainda me sinto aquele puto sentado na parte de trás do carro a ouvir o Jimi a fazer um solo do caraças. Todo o meu lado blues e de rock clássico veio dele. Eu também ouvia imensa rádio, lembro-me de saber canções inteiras dos The Script ainda mesmo pequeno, também ouvia Thirty Seconds to Mars e depois veio a minha banda favorita, os Red Hot Chilli Peppers.” Se a infância foi marcada pelo rock, já a adolescência foi o tempo da descoberta de todo um outro campo musical:

Por volta do meu 10º e 11º surgiu o hip hop, foi na altura que comecei a jogar basket, comecei a explorar Drake (mais soft) até chegar a Kendrick Lamar, J. Cole, J.I.D, que são rappers muito mais líricos, sendo a escrita a sua maior força. Isso tem uma influência muito grande na minha música. Quando componho uma canção aquilo com que mais me importo é provavelmente a letra, gosto da cadência, do ritmo, dos acordes, mas aquilo a que dou mais atenção é mesmo a letra. Adoro a possibilidade de contar uma história inteira em três versos. A rima rápida para ajudar na cadência e no flow, herdei-a do hip hop e faço questão de investir nisso porque motiva as pessoas a irem ver a letra.”

É também clara a herança de John Mayer, escolhendo, por isso, Rockin’Me apresentar-se como um cantautor que procura ser o mais versátil possível, aliás como promete que o próximo single provará.

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Iniciando-se com o teclado, “Fight Song” é conduzida pela guitarra à qual se junta uma linha de baixo também tocada pelo artista. A canção emergiu no verão de 2019 quando explorava “alguns acordes esquisitos na guitarra (…) não me estava a sentir muito feliz, mas queria estar feliz, era verão, estava de férias e foi isto o que surgiu. Considero esta canção descontraída, que tenta dar a melhor vibe possível.”

De acordo com este registo descontraído, surge também o nome de artista escolhido, “Existe muito aquela cena na gíria americana – isto vem claramente do hip hop – de dizer “I’m rocking Gucci” etc, adorei a ideia de dizerem “I’m rocking something”. Então decidi tirar esta expressão de vestuário e usá-la para vibes. A ideia de I’m rocking me, é I’m rocking myself, I’m in myself all the time, that’s my vibe.”

 ROCKIN’ME | “FIGHT SONG”

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